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catálogo Ephippidae · onívoro

enxada

Chaetodipterus faber

MarEstuário

Peixe em forma de disco, prateado com faixas escuras, que anda em cardume em píeres, naufrágios e plataformas. Briga bem e é bom de mesa.

Também chamado de: enxada, paru, paru-branco, peixe-enxada, parum

Ilustração científica de Enxada
tamanho comum
25–45 cm
máximo
91 cm
peso comum
0,4–2,5 kg
recorde/máx.
9,0 kg
profundidade
1–45 m
água ideal
22–28 °C
visão geral

quem é a enxada

A enxada, ou paru, é um efipídeo de corpo em forma de disco, muito alto e comprimido, comum em águas costeiras rasas, de manguezais e praias a portos, píeres, naufrágios e plataformas, de Massachusetts, nos Estados Unidos, ao Rio Grande do Sul. Os adultos formam cardumes que podem passar de centenas de peixes e costumam rodear mergulhadores. Os jovens, quase pretos, vivem nos estuários e imitam folhas mortas ou propágulos de mangue boiando de lado. Come invertebrados do fundo, como crustáceos, moluscos, vermes e cnidários, e também plâncton. É pescada com camarão e marisco em píeres e embarcações e briga bem para o tamanho. A carne é boa e vendida fresca.

curiosidades

  • Os jovens, quase pretos, imitam folhas e propágulos de mangue boiando.
  • Os cardumes de adultos costumam rodear mergulhadores.
como reconhecer

identificação

Corpo em disco, muito alto e comprimido, focinho curto e rombudo, boca pequena. Prateado a cinza com faixas verticais escuras, largas e irregulares, que desbotam com a idade. Segunda dorsal e anal com lobos anteriores altos, em foice. Jovens quase totalmente pretos. Inconfundível no litoral brasileiro.

como está a pesca de enxada

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Todo o litoral, do Amapá ao Rio Grande do Sul.

Habitat: Águas costeiras rasas: manguezais, praias, portos, píeres, naufrágios, recifes e plataformas; jovens em estuários.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiroplataforma

estados

Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: out–abr
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

No Sudeste e no Sul, os cardumes encostam nos meses quentes; no Nordeste, o ano todo.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Diurno. Ativa de dia, em cardumes ao redor de estruturas.

clima, água e comportamento

o que mexe com a enxada
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Água fria afasta os cardumes da costa.

pressão atmosférica

Frente fria derruba a atividade.

lua

Efeito pequeno.

chuva

Pouco sensível.

nível da água

Os jovens usam os estuários.

barulho

Curiosa; costuma se aproximar de mergulhadores e barcos parados.

vento

Mar grosso impede a pesca nas estruturas.

maré

Maré correndo traz comida para as estruturas.

profundidade

De 2 a 30 m ao redor de píeres, naufrágios e plataformas.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
6'0" a 7'0", 10 a 20 lb
molinete / carretilha
molinete 2500 a 4000
linha
multifilamento 15 a 20 lb
líder
fluorocarbono 20 a 30 lb
anzol
chinu 2 a 5 ou maruseigo 10 a 14 (boca pequena)

iscas naturais

  • camarão
  • marisco
  • minhoca-do-mar (poliqueta)
  • lula em pedacinhos

acessórios

  • chumbo leve
  • ceva

dica de quem pesca

Isque pequeno: a enxada tem boca pequena e belisca antes de engolir.

o que a lei diz

regras para a enxada

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026). Não localizamos norma federal específica para a espécie.

Não encontramos regra específica para esta espécie além das regras gerais da região.

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Segure pela base da cauda e por baixo do ventre, sem apertar. Solte rápido no mesmo ponto.

na cozinha

Carne branca e saborosa, boa assada, frita ou em moqueca. Há registros de ciguatera em outras regiões.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.03388, b = 2.95; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Chaetodipterus faber (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Chaetodipterus faber (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Chaetodipterus faber (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 29/01/2013)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Figueiredo, J. L.; Santos, A. P.; Yamaguti, N.; Bernardes, R. A.; Rossi-Wongtschowski, C. L. D. B. (2002). Peixes da zona econômica exclusiva da região Sudeste-Sul do Brasil: levantamento com rede de meia-água. São Paulo: Edusp; Imprensa Oficial. 242 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
  6. científica Szpilman, M. (2000). Peixes marinhos do Brasil: guia prático de identificação. Rio de Janeiro: Instituto Ecológico Aqualung. 288 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
  7. científica Menezes, N. A.; Buckup, P. A.; Figueiredo, J. L.; Moura, R. L. (orgs.) (2003). Catálogo das espécies de peixes marinhos do Brasil. São Paulo: Museu de Zoologia da USP. 160 p.Lista das espécies marinhas registradas no Brasil. Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
não confunda

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