guaivira
Oligoplites saliens
Carangídeo prateado e saltador de praias e estuários. Ataca iscas rápidas na superfície; cuidado com os espinhos.
Também chamado de: guaivira, guavira, salteira, solteira, tibiro
- tamanho comum
- 25–40 cm
- máximo
- 50 cm
- peso comum
- 0,2–0,6 kg
- recorde/máx.
- 0,9 kg
- profundidade
- 0–40 m
- água ideal
- 21–28 °C
quem é a guaivira
A guaivira é um carangídeo alongado e muito comprimido, de pele lisa e prateada, comum em praias, baías e estuários, de Honduras ao Uruguai. Vive em cardumes, da superfície ao fundo, sobre fundos moles da plataforma interna. Os jovens comem pequenos crustáceos do plâncton e também arrancam escamas de outros peixes; os adultos caçam peixinhos e camarões. É conhecida pelos saltos fora d'água, o que a torna divertida no equipamento leve, com colheres, plugs pequenos e mosca. Os espinhos isolados à frente da dorsal e da anal causam ferroada dolorosa. A carne é vendida fresca pela pesca artesanal.
curiosidades
- Os jovens arrancam escamas de outros peixes para comer.
- O nome salteira vem dos saltos que dá quando fisgada.
identificação
Corpo alongado e muito comprimido, prateado com dorso azul-esverdeado, escamas minúsculas e embutidas (aspecto de couro). À frente da dorsal há uma série de espinhos curtos e separados, e a anal tem dois espinhos soltos. A parte final da dorsal e da anal forma pínulas semisseparadas. Difere do xerelete e do xaréu por não ter escudos na linha lateral e pelos espinhos isolados.
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onde tem
Todo o litoral, do Amapá ao Rio Grande do Sul, chegando ao Uruguai.
Habitat: Praias, baías, canais de estuário e plataforma interna sobre fundos moles; nada da superfície ao fundo, muitas vezes na arrebentação.
litoral
estados
Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul
destinos famosos
quando pescar
melhor época
No Sudeste e no Sul, é peixe de verão; no Norte e no Nordeste, aparece o ano todo.
melhor horário
Diurno. Caça de dia, com picos no começo da manhã e no fim da tarde.
o que mexe com a guaivira
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.
frio e frente fria
Some com a água fria.
pressão atmosférica
Frente fria derruba a atividade.
lua
Efeito pequeno.
chuva
Água muito barrenta atrapalha a caça visual.
nível da água
Entra nos estuários com a água salgada.
barulho
Pouco sensível; cardume em caça ignora o barco.
vento
Marola ajuda na praia; vento forte atrapalha o arremesso leve.
maré
Maré correndo nas barras concentra os cardumes.
profundidade
Superfície e meia-água, de 0 a 5 m.
como pescar
- vara
- 6'0" a 7'0", 6 a 14 lb
- molinete / carretilha
- molinete 2000 a 3000
- linha
- multifilamento 10 a 15 lb
- líder
- fluorocarbono 20 a 25 lb, 50 cm
- anzol
- garatéias pequenas ou anzol simples 1 a 1/0
iscas artificiais
- colheres de 7 a 15 g
- plugs de superfície e de meia-água de 5 a 9 cm
- streamers e clousers pequenos
iscas naturais
- sardinha ou manjuba viva
- camarão vivo
acessórios
- alicate
- luva
dica de quem pesca
Recolha rápido: a guaivira persegue iscas velozes. Ao segurar, cuidado com os espinhos do dorso e da barriga.
regras para a guaivira
Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026). Não localizamos norma federal específica para a espécie.
Não encontramos regra específica para esta espécie além das regras gerais da região.
pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.
Use alicate e segure com pano: os espinhos isolados ferroam. Solte rápido, de cabeça para a água.
na cozinha
Carne clara, boa frita em postas ou na brasa.
quanto pesa sem tirar da água
Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00741, b = 2.94; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.
peso estimado
—
fontes e referências
Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.
- científica FishBase — Oligoplites saliens (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
- oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
- oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Oligoplites saliens (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2023. DOI conferido no Crossref.
- científica IUCN Red List — Oligoplites saliens (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 20/08/2012)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
- científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Capítulo Carangidae (Smith-Vaniz, W. F.), citado pelo FishBase para a espécie.
- científica Menezes, N. A.; Buckup, P. A.; Figueiredo, J. L.; Moura, R. L. (orgs.) (2003). Catálogo das espécies de peixes marinhos do Brasil. São Paulo: Museu de Zoologia da USP. 160 p.Lista das espécies marinhas registradas no Brasil. Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.