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catálogo Epinephelidae · predador

jabu

Cephalopholis fulva

Mar

Garoupinha de recife coberta de pintas azuis, comum nos costões e corais do Nordeste. Muda de cor, vive em harém e pega isca natural pequena.

Também chamado de: jabu, piraúna, catuá, garoupinha, garoupa-pintada-da-bahia, coney

Ilustração científica de Jabu
tamanho comum
20–30 cm
máximo
44 cm
peso comum
0,1–0,5 kg
recorde/máx.
1,2 kg
profundidade
1–150 m
água ideal
24–28 °C
visão geral

quem é o jabu

O jabu é uma garoupa pequena do Atlântico ocidental, da Carolina do Sul e das Bermudas ao Sul do Brasil. Vive em recifes de coral e costões de água clara, em geral até 40 m, e costuma passar o dia em tocas e sob lajes. Come peixinhos e crustáceos e às vezes acompanha moreias para pegar as presas que elas espantam. Nasce fêmea e vira macho por volta de 20 cm; cada macho defende um território com várias fêmeas e desova com elas ao pôr do sol. Na costa central do Brasil chega a 43 cm e 24 anos de idade. É comum na pesca de costão e embarcada com isca natural pequena.

curiosidades

  • Nasce fêmea e vira macho por volta de 20 cm; cada macho tem um harém.
  • Às vezes caça junto com moreias, aproveitando as presas que elas espantam das tocas.
como reconhecer

identificação

Corpo vermelho, alaranjado ou acastanhado, às vezes amarelo-vivo ou de duas cores, coberto de pintinhas azuis com borda preta. Duas manchas pretas no alto do pedúnculo da cauda e duas na ponta do queixo. Cauda com a borda arredondada e as pontas em ângulo. A garoupa-gato tem pintas vermelhas sobre fundo claro; a garoupa-verdadeira e o badejo-mira são bem maiores e não têm pintas azuis.

como está a pesca de jabu

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distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

No Brasil, do Nordeste ao Sul, comum nos recifes e costões do Nordeste e da Bahia.

Habitat: Recifes de coral e costões de água clara, com tocas, lajes e fendas.

litoral

Costa NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiroplataforma

estados

Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no ano
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Pesca o ano todo nos recifes do Nordeste.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Amanhecer e entardecer. Mais ativo no amanhecer e no fim da tarde; de dia costuma ficar na toca.

clima, água e comportamento

o que mexe com o jabu
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Peixe de recife tropical; água fria reduz a atividade.

pressão atmosférica

Mar mexido depois de frente fria atrapalha o costão.

lua

Efeito pequeno.

chuva

Pouco relevante; temporal no costão é perigo.

nível da água

Ressaca turva a água do recife por dias.

barulho

Desconfiado: passos nas pedras e motor no raso fazem ele se entocar.

vento

Vento de mar forte torna o costão perigoso.

maré

Maré em movimento traz comida para a boca da toca.

profundidade

Do raso a uns 40 m na maior parte das capturas.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
costão: 7' a 9', 15 a 30 lb; embarcado: 6', 12 a 25 lb
molinete / carretilha
molinete 3000 a 4000
linha
multifilamento 20 a 30 lb
líder
fluorocarbono 30 a 40 lb, 50 cm
anzol
anzol 1/0 a 2/0 ou circle 1/0

iscas artificiais

  • jig head pequeno com shad
  • jig de 20 a 40 g

iscas naturais

  • camarão
  • tira de peixe ou de lula
  • pedaço de sardinha

acessórios

  • chumbada pequena
  • alicate

dica de quem pesca

Isca pequena bem na boca da toca: o jabu pega e volta para dentro, então segure firme na primeira puxada.

o que a lei diz

regras para o jabu

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026). Não localizamos norma federal específica para a espécie.

México: veda dos meros de 1º/02 a 31/03

captura proibida de 1º/02 a 31/0301/02 a 31/03

No México, a captura de todas as espécies de mero, grupo em que a norma oficial inclui o jabu (cherna cabrilla), é proibida de 1º de fevereiro a 31 de março nas águas federais do Golfo do México e do Caribe em frente a Tabasco, Campeche, Yucatán e Quintana Roo, até a fronteira com Belize. No período também é proibido usar espinhel de fundo.

Fonte: Acordo de veda dos meros (DOF 14/02/2007), modificado em 03/03/2017 (Sagarpa/Conapesca); NOM-065-SAG/PESC-2014

Porto Rico (águas federais): até 5 por pessoa por dia

5 por pessoa por dia; 15 por barco com 3 ou mais pessoas

Nas águas federais em volta de Porto Rico, além de 9 milhas da costa, o pescador recreativo pode levar no máximo 5 peixes por dia somando garoupas, pargos e budiões (até 15 por barco quando há 3 ou mais pessoas a bordo). A cota não vale para quem tem licença comercial de Porto Rico ou das Ilhas Virgens.

Fonte: 50 CFR 622.444(a)(1) (NOAA Fisheries, EUA)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Peixe de toca e de pouca profundidade: tire o anzol rápido e devolva perto da pedra. Se veio de mais de 20 m, use descompressor.

na cozinha

Carne branca e delicada, boa frita ou em moqueca. Há registros de ciguatera no Caribe.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01175, b = 3.04; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Cephalopholis fulva (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento, lista de países e referências. Página conferida em 13/10/2026. Tamanho e idade da costa central do Brasil (16° a 21°30' S) vêm da lista de características populacionais da ficha. O FishBase também lista o Uruguai, com registro marginal que não incluímos. O peso máximo foi estimado pela relação peso-comprimento.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Cephalopholis fulva (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2024. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Cephalopholis fulva (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 22/03/2018)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Heemstra, P. C.; Randall, J. E. (1993). FAO species catalogue. Vol. 16. Groupers of the world (family Serranidae, subfamily Epinephelinae). FAO Fisheries Synopsis 125(16). Roma: FAO.
  6. científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 2: Bony fishes part 1 (Acipenseridae to Grammatidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Capítulo Serranidae (Heemstra, P. C.; Anderson, W. D.; Lobel, P. S.).
  7. oficial México — NOM-065-SAG/PESC-2014, para regular o aproveitamento das espécies de mero e espécies associadas no Golfo do México e no Mar do Caribe (DOF de 03/07/2015)Texto publicado no Diário Oficial da Federação, em cópia da Secretaría de Economía. Item 4.1 (lista das espécies de mero), 4.8 (tamanho mínimo do mero rojo) e 4.13 (pesca de consumo doméstico).
  8. oficial México — Acordo que modifica a veda de todas as espécies de mero no Golfo do México e no Caribe (DOF de 03/03/2017; acordo original de 14/02/2007)Fixa a veda de 1º de fevereiro a 31 de março, a partir de 2018, nas águas federais em frente a Tabasco, Campeche, Yucatán e Quintana Roo. Não localizamos alteração posterior; confirme a cada temporada na Conapesca.
  9. oficial Code of Federal Regulations, 50 CFR Part 622, Subpart S — Regulations specific to the Puerto Rico Management Area (NOAA Fisheries, EUA)Texto consolidado no eCFR, conferido em 13/10/2026: §622.438 (espécies proibidas), §622.439 (fechamentos por área e época) e §622.444 (cotas). Vale nas águas federais, além de 9 milhas da costa.
não confunda

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