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catálogo Pimelodidae · predador

mandi-cabeçudo

Pimelodus ornatus

Água doce

Bagre prateado, de flancos marcados por faixas e manchas escuras, de rios grandes da Amazônia, do Araguaia-Tocantins e do Pantanal. Ativo ao entardecer, grunhe quando sai da água e ferroa quem o segura sem cuidado.

Também chamado de: mandi-cabeçudo, bagre-cabeçudo, cabeçudo, mandi-guaru, mandi-pinima

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
18–30 cm
máximo
38 cm
peso comum
0,1–0,4 kg
recorde/máx.
0,9 kg
profundidade
0,5–8 m
água ideal
24–30 °C
visão geral

quem é o mandi-cabeçudo

Bagre de médio porte da família Pimelodidae, de ampla distribuição na Amazônia, no Orinoco, nas Guianas e na bacia do Prata. Segundo a FishBase, vive no leito dos rios principais, nas cabeceiras, nas corredeiras a jusante, em remansos e em poços de fundo pedregoso com troncos caídos, é ativo ao anoitecer e come sobretudo peixes. Emite grunhidos altos quando é tirado da água, e a pele solta um muco tóxico; as ferroadas dos espinhos das peitorais doem muito. Foi um dos peixes do baixo Paraná que subiram o rio depois que o lago de Itaipu cobriu os saltos de Sete Quedas, em 1982, e hoje aparece no alto Paraná, onde Goiás o trata como alóctone. Tem uso comercial e consta da tabela de tamanhos do Tocantins, sinal de que é pescado na região. Mandi-guaru, mandi-pinima e bagre-cabeçudo são nomes da mesma espécie.

curiosidades

  • Segundo a FishBase, o mandi-cabeçudo grunhe alto quando é retirado da água.
  • A fêmea guarda o esperma recebido do macho no trato genital, e a FishBase aponta indício de fecundação interna na espécie.
  • Depois do fechamento de Itaipu, em 1982, o mandi-cabeçudo está entre os 33 peixes do baixo Paraná que colonizaram o alto Paraná (Júlio Júnior et al., 2009).
como reconhecer

identificação

Bagre sem escamas, de corpo alongado e pouco comprimido, cabeça larga (daí cabeçudo) e três pares de barbilhões. O flanco é prateado a acinzentado, com desenho de faixas e manchas escuras que explica os nomes bagre fajado, na Argentina, e pinima (manchado), no Tocantins; o ventre é claro. Espinhos fortes e serrilhados na dorsal e nas peitorais, adiposa pequena e cauda bifurcada. O mandi-prata (Pimelodus blochii) é prateado a acinzentado, às vezes com pintas, e o mandi-amarelo (P. maculatus) tem fileiras de pintas redondas sobre fundo amarelado. Entre os Pimelodus a separação segura exige contagens e, no campo, é difícil.

como está a pesca de mandi-cabeçudo

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Rios grandes da bacia amazônica, do Araguaia-Tocantins e do Pantanal (bacia do Paraguai). Fora do Brasil também ocorre no Orinoco, nas Guianas e no baixo Paraná. No alto Paraná chegou depois do fechamento de Itaipu, em 1982, e Goiás o lista como alóctone no Paranaíba.

Habitat: Leito de rios grandes, remansos, corredeiras a jusante e poços de fundo pedregoso com troncos caídos; também canais, afluentes e lagos de várzea que ficam depois da cheia.

nativa nas bacias

AmazônicaTocantins-AraguaiaParaguai (Pantanal)

introduzida em

Paraná

estados

Amazonas, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: jul–out
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

O ano todo. Na Amazônia e no Araguaia-Tocantins rende mais na vazante e na seca, com o peixe concentrado nos canais e poços; na cheia ele se espalha pela várzea.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Noite e crepúsculo. A FishBase o descreve como ativo ao anoitecer. Rende do fim da tarde ao começo da noite; de dia fica abrigado em troncos e poços.

clima, água e comportamento

o que mexe com o mandi-cabeçudo
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Frente fria reduz a mordida, sobretudo no Pantanal e no alto Paraná.

pressão atmosférica

Pouco efeito conhecido.

lua

Pescadores de barranco costumam preferir noites escuras; o efeito é pequeno.

chuva

Água começando a turvar costuma ativar o cardume.

nível da água

Rio baixando concentra o peixe nos canais e poços; na cheia ele se espalha pela várzea.

barulho

Pouco sensível.

vento

Pouco efeito.

profundidade

Fundo, de 1 a 6 m, em remansos e poços.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
caniço de 3 a 4 m ou vara de 6', ação média, 8 a 15 lb
molinete / carretilha
molinete 1000 a 2500
linha
monofilamento 0,25 a 0,30 mm
líder
dispensável
anzol
nº 4 a 1, de haste curta

iscas naturais

  • minhoca
  • pedaço de peixe
  • lambari
  • coração de galinha

acessórios

  • alicate de bico longo
  • pano úmido para segurar
  • chumbada oliva de 10 a 30 g

dica de quem pesca

Isca no fundo, perto de troncos e barrancos, do fim da tarde até a noite. Como a FishBase o dá como comedor de peixe, pedaço de peixe fresco é boa aposta. Segure por trás dos espinhos.

o que a lei diz

regras para o mandi-cabeçudo

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional brasileira (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026).

GO (Paranaíba): espécie alóctone, captura liberada

captura, abate e transporte sem limite de tamanho ou quantidadeGOParaná

Na bacia do Paranaíba, em Goiás, o mandi-cabeçudo (Pimelodus ornatus) consta da lista de espécies alóctones, com origem atribuída a Itaipu, e pode ser capturado, abatido e transportado sem restrição de tamanho ou quantidade. O pescado dessa captura não pode ser vendido nem industrializado, e a licença de pesca continua obrigatória.

Fonte: Instrução Normativa Semad-GO nº 17/2026, art. 5º e Anexo II (bacia do Paranaíba)

piracemas das bacias onde a espécie vive

Defeso em Goiás (regra estadual)

01/11 a 28/02GO

Permitido: Pesca esportiva e conduzida só em reservatórios, em pesque-e-solte com anzol sem fisga (sem reter, transportar ou consumir). Subsistência: até 5 kg por dia, só para consumo doméstico.

Fonte: IN Semad-GO nº 17/2026, arts. 8º a 11

Piracema do Pantanal em Mato Grosso do Sul

05/11 a 28/02MS

Permitido: Pesca de subsistência de ribeirinhos e pesca científica autorizada. O Decreto 15.166/2019 (art. 11, §5º) admite pesque-e-solte só em fevereiro e só nas calhas dos rios Paraguai e Paraná. No resto do período não há nem pesque-e-solte. Confirme a portaria do Imasul de cada temporada.

Fonte: Decreto estadual MS nº 15.166/2019, art. 11; IN IBAMA nº 201/2008

Piracema em Mato Grosso (todas as bacias)

01/10 a 31/01MT

Permitido: Todas as modalidades de pesca ficam proibidas nos rios, inclusive o pesque-e-solte (Lei 9.096/2009, art. 19-A). Exceções: subsistência desembarcada (3 kg ou 1 exemplar, sem transporte nem venda) e pesca científica. A Lei 13.159/2025 passou a admitir pesca desportiva licenciada em reservatórios de UHE/PCH, lagos naturais e rios de divisa, condicionada a estudo científico e a licença do órgão ambiental. Não confirmamos se essas licenças já são emitidas.

Fonte: IN Interministerial MAPA/MMA nº 10/2017; Resolução Cepesca-MT nº 1/2026; Lei estadual MT nº 9.096/2009, arts. 19-A e 27 (Leis 12.434/2024 e 13.159/2025)

Piracema da bacia do rio Araguaia

01/11 a 28/02GOTOPAMT

Permitido: Pesca amadora só em reservatórios, com linha de mão, vara ou molinete/carretilha. O pescado só pode ser consumido no local, sem transporte. Competições proibidas. Subsistência: 3 kg + 1 exemplar. Regras estaduais (GO e TO) podem ser mais restritivas.

Fonte: IN Interministerial MPA/MMA nº 12/2011

Piracema das bacias dos rios Tocantins e Gurupi

01/11 a 28/02TOPAMAGO

Permitido: Pesca amadora só em reservatórios, com consumo no local. Subsistência: 5 kg + 1 exemplar. Regras estaduais podem ser mais restritivas.

Fonte: IN Interministerial MPA/MMA nº 13/2011

Defeso nos rios da Ilha de Marajó (PA)

01/01 a 30/04PA

Permitido: Mesmas exceções do amador previstas na Portaria 48/2007 (linha de mão ou vara, 5 kg + 1 exemplar), salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Defeso da bacia Amazônica no Amapá

15/11 a 15/03AP

Permitido: Amador com linha de mão ou vara, linha e anzol fica fora das proibições do Anexo II, com cota de 5 kg + 1 exemplar, salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Rios de divisa MT/RO e MT/PA

05/11 a 28/02MTROPA

Permitido: Veja as exceções da Portaria 48/2007 e as regras estaduais de cada margem.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Segure por trás dos espinhos das peitorais, com pano úmido ou alicate, e fique longe do muco: ele é tóxico. Tire o anzol rápido e solte na água.

na cozinha

Bagre de couro de porte pequeno, com uso comercial na pesca artesanal (FishBase). Pode ser preparado como o mandi: frito inteiro ou em caldo.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01047, b = 3.1; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase: Pimelodus ornatus (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026. O peso máximo e os tamanhos e pesos comuns da ficha são estimativas editoriais feitas com a relação peso-comprimento, porque a FishBase não traz peso máximo publicado para a espécie.
  2. científica FishBase: nomes populares de Pimelodus ornatusNomes por país e língua.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie não consta da lista. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. científica IUCN Red List: Pimelodus ornatus (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 27/12/2020)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Júlio Júnior, H. F.; Tós, C. D.; Agostinho, Â. A.; Pavanelli, C. S. (2009). A massive invasion of fish species after eliminating a natural barrier in the upper rio Paraná basin. Neotropical Ichthyology 7(4): 709-718.Lista o Pimelodus ornatus entre as espécies que colonizaram o alto Paraná depois do represamento de Itaipu (1982). Texto conferido em 13/10/2026; a tabela completa das 33 espécies não foi lida.
  6. técnica Seriously Fish: Pimelodus ornatusHábitat em água rasa de correnteza sobre areia ou lama, canais, afluentes, poços e lagos de várzea, hábito de cardume e de predador. A página cita cerca de 28 cm de comprimento padrão, abaixo dos 38,5 cm da FishBase; a ficha adota o valor da FishBase. Página conferida em 13/10/2026.
  7. oficial Portaria Naturatins nº 47/2026, Anexo I (redação da Portaria nº 105/2026), Diário Oficial do Tocantins nº 7.089, de 29/06/2026Tabela de espécies com pesca liberada e tamanho mínimo e máximo nas bacias do Araguaia e do Tocantins; linha do Pimelodus ornatus (mandi-guaru, mandi-pinima: 20 e 40 cm). Página conferida em 13/10/2026.
  8. oficial Instrução Normativa Semad-GO nº 17/2026 (normas de pesca em Goiás)Anexo II, bacia do Paranaíba: Pimelodus ornatus (mandi-cabeçudo), alóctone, origem Itaipu; art. 5º: captura e transporte liberados. Página conferida em 13/10/2026.
não confunda

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