Pular para o conteúdo
catálogo Serrasalmidae · onívoro

pacu-manteiga

Mylossoma albiscopum

Água doce

Pacu pequeno e prateado da várzea amazônica, um dos peixes mais vendidos nas feiras do Amazonas. Come frutas e sementes e belisca anzol pequeno.

Também chamado de: pacu-manteiga, pacu-comum, pacu, pacu-branco

Ilustração científica de Pacu-manteiga
tamanho comum
15–22 cm
máximo
25 cm
peso comum
0,1–0,4 kg
recorde/máx.
0,6 kg
profundidade
0,5–5 m
água ideal
26–31 °C
visão geral

quem é o pacu-manteiga

Pacu de corpo em disco que vive nos rios de água branca e nos lagos e canais de várzea da Amazônia. Come frutas, sementes e larvas de insetos, e entra na floresta alagada durante a cheia. A desova é longa, com dois picos na enchente. É uma das espécies mais importantes da pesca comercial da Amazônia brasileira. Até 2018 todo pacu-manteiga da Amazônia era chamado de Mylossoma duriventre; a revisão do gênero separou duas espécies amazônicas muito parecidas, M. albiscopum e M. aureum, que chegam juntas às feiras. No anzol pequeno com fruta ou massa, briga bem para o tamanho.

curiosidades

  • O nome Mylossoma vem do grego e lembra os dentes de moer.
  • A separação das espécies amazônicas foi confirmada por DNA antes da revisão de 2018.
como reconhecer

identificação

Corpo alto, em forma de disco, muito comprimido e prateado; barriga com quilha de espinhos (serrilha). Cabeça pequena e focinho curto, com dentes de esmagar, sem a dentição cortante das piranhas. Mancha escura no opérculo, que falta ou é apagada no M. aureum. Bem menor que o pacu e o tambaqui.

como está a pesca de pacu-manteiga

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Rios de água branca e lagos de várzea da bacia amazônica (Solimões-Amazonas, Madeira, Purus, Juruá). No Tocantins-Araguaia o pacu-manteiga é outra espécie, Mylossoma unimaculatum, e no Pantanal o pacu-peva é M. duriventre.

Habitat: Lagos de várzea, paranás, canais e floresta alagada na cheia; calha do rio na migração.

nativa nas bacias

Amazônica

estados

Amazonas, Pará, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: ago–nov
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Na vazante e na seca (agosto a novembro na Amazônia central) o peixe se concentra em lagos e canais. Na cheia some na mata alagada. Há defeso de 15/11 a 15/03 em vários estados.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Diurno. Come durante o dia, com mais atividade no início da manhã e no fim da tarde.

clima, água e comportamento

o que mexe com o pacu-manteiga
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Friagens derrubam a atividade por alguns dias.

pressão atmosférica

Pressão estável favorece.

lua

Pouco efeito conhecido.

chuva

Chuva fina não atrapalha.

nível da água

Lago baixando concentra o cardume.

barulho

Arisco: chegue em silêncio.

vento

Pouco efeito.

profundidade

Raso a meia-água, de 0,5 a 3 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
caniço de 3 a 4 m ou vara leve de 5'6" a 6', 6 a 12 lb
molinete / carretilha
molinete 1000 a 2500
linha
monofilamento 0,20 a 0,25 mm
líder
dispensável
anzol
pequeno e forte, nº 4 a 1, haste curta

iscas naturais

  • frutas e sementes da margem
  • milho cozido
  • massa de farinha
  • minhoca

acessórios

  • boia pequena
  • ceva de milho ou fruta

dica de quem pesca

Isca na boia, perto da vegetação da margem. Ferre rápido: ele belisca e solta.

o que a lei diz

regras para o pacu-manteiga

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026). O ICMBio avaliou as espécies próximas M. aureum e M. duriventre; não localizamos ficha nacional com o nome M. albiscopum.

Defeso amazônico (AM, AC, PA, AP)

captura, transporte e venda proibidos (pesca comercial)15/11 a 15/03AMACPAAPAmazônica

No AM, AC, PA e AP o pacu (Mylossoma spp.) está no Anexo II da portaria, com pesca proibida de 15 de novembro a 15 de março. Pelo art. 2º da portaria, o amador que pesca com linha de mão ou vara, linha e anzol fica fora dessa proibição, salvo norma estadual mais restritiva; no período a cota do amador é de 5 kg + 1 exemplar.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007, Anexos I e II

piracemas das bacias onde a espécie vive

Piracema em Mato Grosso (todas as bacias)

01/10 a 31/01MT

Permitido: Todas as modalidades de pesca ficam proibidas nos rios, inclusive o pesque-e-solte (Lei 9.096/2009, art. 19-A). Exceções: subsistência desembarcada (3 kg ou 1 exemplar, sem transporte nem venda) e pesca científica. A Lei 13.159/2025 passou a admitir pesca desportiva licenciada em reservatórios de UHE/PCH, lagos naturais e rios de divisa, condicionada a estudo científico e a licença do órgão ambiental. Não confirmamos se essas licenças já são emitidas.

Fonte: IN Interministerial MAPA/MMA nº 10/2017; Resolução Cepesca-MT nº 1/2026; Lei estadual MT nº 9.096/2009, arts. 19-A e 27 (Leis 12.434/2024 e 13.159/2025)

Defeso nos rios da Ilha de Marajó (PA)

01/01 a 30/04PA

Permitido: Mesmas exceções do amador previstas na Portaria 48/2007 (linha de mão ou vara, 5 kg + 1 exemplar), salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Defeso da bacia Amazônica no Amapá

15/11 a 15/03AP

Permitido: Amador com linha de mão ou vara, linha e anzol fica fora das proibições do Anexo II, com cota de 5 kg + 1 exemplar, salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Rios de divisa MT/RO e MT/PA

05/11 a 28/02MTROPA

Permitido: Veja as exceções da Portaria 48/2007 e as regras estaduais de cada margem.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Peixe pequeno e resistente: tire o anzol na água e solte.

na cozinha

Carne gorda e saborosa. Assado na brasa, frito ou em caldeirada; muito comum nas feiras de Manaus.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.02455, b = 3.0; FishBase). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Mylossoma albiscopum (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. científica IUCN Red List — Mylossoma albiscopum (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 05/12/2020)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  4. científica Mateussi, N. T. B.; Oliveira, C.; Pavanelli, C. S. (2018). Taxonomic revision of the cis-Andean species of Mylossoma Eigenmann & Kennedy, 1903 (Teleostei: Characiformes: Serrasalmidae). Zootaxa 4387(2): 275–309.Revisão que reconhece M. albiscopum e M. aureum na Amazônia, M. unimaculatum no Tocantins-Araguaia e M. duriventre na bacia do Prata. DOI e resumo conferidos no Crossref.
  5. científica Ferreira, E. J. G.; Zuanon, J. A. S.; Santos, G. M. (1998). Peixes comerciais do médio Amazonas: região de Santarém, Pará. Brasília: Ibama. 211 p.Obra impressa; trata o pacu-manteiga pelo nome antigo, Mylossoma duriventre. A URL é o registro bibliográfico no FishBase.
  6. científica Mérona, B. de; Rankin-de-Mérona, J. (2004). Food resource partitioning in a fish community of the central Amazon floodplain. Neotropical Ichthyology 2(2): 75–84.Dieta das espécies da várzea amazônica; o pacu aparece com o nome antigo M. duriventre. DOI conferido no Crossref.
não confunda

espécies parecidas