pargo-rosa
Pagrus pagrus
O pargo das águas subtropicais do Sudeste e do Sul, rosado e de dentes fortes. Peixe nobre dos parcéis, com estoque que colapsou nos anos 1980.
Também chamado de: pargo-rosa, pargo, pargo-róseo, pargo-olho-de-vidro, pagro
- tamanho comum
- 25–45 cm
- máximo
- 91 cm
- peso comum
- 0,3–2 kg
- recorde/máx.
- 7,7 kg
- profundidade
- 10–150 m
- água ideal
- 15–22 °C
quem é o pargo-rosa
O pargo-rosa é um esparídeo rosado, de corpo oval e perfil da cabeça convexo, que vive sobre fundos de pedra, cascalho e areia da plataforma, geralmente de 10 a 80 m, mas até 250 m. No Atlântico ocidental vai dos Estados Unidos à Argentina; no Brasil, é mais comum do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul. Come crustáceos, peixes e moluscos, que quebra com os dentes. Foi um dos principais alvos da pesca de linha e de arrasto no Sul do Brasil, e o estoque entrou em colapso nos anos 1980. Hoje é peixe valorizado na pesca amadora embarcada em parcéis e naufrágios, com lula, camarão e sardinha e com jigs leves. Pode viver mais de 20 anos.
curiosidades
- Pode viver mais de 20 anos.
- Tem dentes caninos na frente e molares atrás, para quebrar conchas.
identificação
Corpo oval e moderadamente alto, rosado com reflexos prateados e ventre mais claro; pequenas pintas azuladas nas escamas do dorso. Dentes caninos fortes na frente das maxilas e molares atrás. Dorsal com 12 espinhos. Difere do pargo do Norte e do Nordeste (Lutjanus purpureus), que é um lutjanídeo vermelho de boca maior e sem molares, e do sargo-de-dente, que é cinza com faixas escuras.
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onde tem
Do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul, mais comum do Rio de Janeiro para o sul; segue para o Uruguai e a Argentina.
Habitat: Fundos de pedra, cascalho e areia, parcéis e naufrágios da plataforma; jovens em fundos mais rasos.
litoral
estados
Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul
destinos famosos
quando pescar
melhor época
Pescado o ano todo nos parcéis do Sudeste e do Sul.
melhor horário
Diurno. Come de dia, sobretudo com corrente moderada sobre o parcel.
o que mexe com o pargo-rosa
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.
frio e frente fria
Tolera água fria; ressurgência forte pode deixá-lo parado.
pressão atmosférica
Frente fria traz mar grosso e reduz a mordida.
lua
Efeito pequeno.
chuva
Pouco sensível.
nível da água
Não depende de nível de água.
barulho
Pouco sensível em profundidade.
vento
Vento forte impede ficar sobre o parcel.
maré
Corrente moderada é a melhor.
profundidade
De 20 a 80 m na maioria das pescarias.
como pescar
- vara
- 6'0" a 7'0", 15 a 30 lb
- molinete / carretilha
- molinete 4000 a 6000 ou carretilha
- linha
- multifilamento 20 a 30 lb
- líder
- fluorocarbono 30 a 40 lb
- anzol
- circle 1/0 a 4/0
iscas artificiais
- jigs slow pitch de 60 a 200 g
- shads em jig head
iscas naturais
- lula
- camarão
- sardinha
acessórios
- chumbo de 100 a 300 g
- descompressor
dica de quem pesca
Use chicote de dois anzóis com lula e camarão; o pargo-rosa costuma estar em pequenos grupos.
regras para o pargo-rosa
Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026). O estoque do Sul do Brasil colapsou nos anos 1980 (Haimovici et al., 2020). Não localizamos norma federal específica para a espécie.
Não encontramos regra específica para esta espécie além das regras gerais da região.
pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.
Vindo de mais de 30 m, use descompressor. Solte os pequenos rápido.
na cozinha
Carne branca, firme e saborosa; ótima assada inteira e grelhada.
quanto pesa sem tirar da água
Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01318, b = 3.02; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.
peso estimado
—
fontes e referências
Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.
- científica FishBase — Pagrus pagrus (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
- oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
- oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Pagrus pagrus (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
- científica IUCN Red List — Pagrus pagrus (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 17/08/2009)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
- científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Capítulo Sparidae (Carpenter, K. E.), citado pelo FishBase para a espécie.
- científica Haimovici, M.; Kikuchi, E.; Cardoso, L. G.; Moralles, R. (2020). The population dynamics of the red porgy Pagrus pagrus along southern Brazil, before its fishery collapse in the 1980s: a baseline study. Aquatic Living Resources 33: 10.Dinâmica populacional e colapso do estoque no Sul do Brasil. Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
- científica Cousseau, M. B.; Perrotta, R. G. (1998). Peces marinos de Argentina: biología, distribución, pesca. Mar del Plata: INIDEP. 163 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
- científica Menezes, N. A.; Buckup, P. A.; Figueiredo, J. L.; Moura, R. L. (orgs.) (2003). Catálogo das espécies de peixes marinhos do Brasil. São Paulo: Museu de Zoologia da USP. 160 p.Lista das espécies marinhas registradas no Brasil. Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.