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catálogo Anostomidae · onívoro

piau-flamengo

Leporinus octofasciatus

Água doce

O piau amarelo com oito listras pretas do alto Paraná. Pequeno, bonito e brigador no caniço e na vara leve.

Também chamado de: piau-flamengo, flamenguinho, ferreirinha, piau-listrado, piava

Ilustração científica de Piau-flamengo
tamanho comum
18–26 cm
máximo
31 cm
peso comum
0,1–0,3 kg
recorde/máx.
0,4 kg
profundidade
0,5–4 m
água ideal
22–28 °C
visão geral

quem é o piau-flamengo

Piau pequeno do alto Paraná e do rio Cubatão, em Santa Catarina, fácil de reconhecer pelas oito barras pretas sobre o fundo amarelo. Come plantas e pequenos invertebrados, e os casais desovam em lugares de vegetação densa. Vive em rios e represas, perto de pedras e vegetação, e pega em ceva com milho, massa e minhoca. É apreciado também no aquarismo. Em Goiás, na bacia do Paranaíba, tem tamanho mínimo e máximo de captura.

curiosidades

  • Octofasciatus quer dizer com oito faixas.
  • No Tocantins-Araguaia, o nome piau-flamengo é usado para outras espécies listradas do gênero.
como reconhecer

identificação

Fundo amarelo-claro com oito barras pretas transversais no corpo, depois da cabeça; nadadeiras avermelhadas. Boca pequena na ponta do focinho, com dentes incisivos. O aracu-comum tem só três ou quatro faixas e é da Amazônia; o piau-três-pintas tem pintas, não barras.

como está a pesca de piau-flamengo

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Alto Paraná (Grande, Paranaíba, Tietê, Paranapanema e rio Paraná) e rio Cubatão, em Santa Catarina.

Habitat: Rios e represas, perto de pedras, galhadas e vegetação aquática.

nativa nas bacias

ParanáAtlântico Sul

estados

São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: out–mar
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Bom de setembro a abril; no inverno rende menos.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Dia, com picos no amanhecer e entardecer. Ativo de dia, com picos cedo e no fim da tarde.

clima, água e comportamento

o que mexe com o piau-flamengo
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Frio forte deixa o peixe parado.

pressão atmosférica

Frente fria derruba a mordida.

lua

Pouco efeito.

chuva

Pouco efeito.

nível da água

Rio estável.

barulho

Arisco em água clara.

vento

Pouco efeito.

profundidade

Raso, de 0,5 a 3 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
caniço de 3 a 4 m ou vara leve de 5'6", 4 a 10 lb
molinete / carretilha
molinete 1000 a 2000
linha
monofilamento 0,18 a 0,22 mm
líder
dispensável
anzol
nº 6 a 2, haste curta

iscas naturais

  • milho verde
  • massa
  • minhoca

acessórios

  • ceva de milho
  • boia pequena

dica de quem pesca

Anzol pequeno e ferrada rápida: belisca como os outros piaus.

o que a lei diz

regras para o piau-flamengo

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026).

piracemas das bacias onde a espécie vive

Piracema da bacia do rio Paraná

01/11 a 28/02SPPRMGGOMSDF

Permitido: Pesca amadora só de espécies não nativas e híbridos (tucunaré, tilápia, black bass, carpa, corvina etc.; o piauçu continua proibido), com linha de mão, caniço ou vara com molinete/carretilha, até 10 kg + 1 exemplar. Nos rios, só desembarcada; nos reservatórios, embarcada ou desembarcada. Proibido: lagoas marginais, isca de animal aquático, até 1.500 m de barragens e cachoeiras e até 500 m de confluências. Torneio só em reservatório e só com não nativas.

Fonte: IN IBAMA nº 25/2009

Defeso em Goiás (regra estadual)

01/11 a 28/02GO

Permitido: Pesca esportiva e conduzida só em reservatórios, em pesque-e-solte com anzol sem fisga (sem reter, transportar ou consumir). Subsistência: até 5 kg por dia, só para consumo doméstico.

Fonte: IN Semad-GO nº 17/2026, arts. 8º a 11

Piracema das bacias do Sul (RS e SC, fora do Uruguai)

01/11 a 31/01RSSC

Permitido: Pesca amadora embarcada ou desembarcada, com anzol simples, um petrecho por pescador, até 5 kg.

Fonte: IN IBAMA nº 197/2008

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Peixe pequeno: tire o anzol na água e solte.

na cozinha

Pequeno e espinhento; frito inteiro.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01, b = 3.13; FishBase). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Leporinus octofasciatus (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Leporinus octofasciatus (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2024. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Leporinus octofasciatus (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 07/11/2018)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Ota, R. R.; Deprá, G. C.; Graça, W. J.; Pavanelli, C. S. (2018). Peixes da planície de inundação do alto rio Paraná e áreas adjacentes: revised, annotated and updated. Neotropical Ichthyology 16(2): e170094.Lista comentada das espécies do alto rio Paraná, com indicação de nativas e não nativas. Acesso aberto; nome da espécie conferido no texto.
  6. científica Garavello, J. C.; Britski, H. A. (2003). Anostomidae (headstanders). In: Reis, R. E.; Kullander, S. O.; Ferraris Jr., C. J. (orgs.). Check List of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, p. 71–84.Capítulo de livro impresso; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita o capítulo para a espécie.
  7. oficial IN Semad-GO nº 17/2026 — normas de pesca em Goiás (Anexos I e II)Anexo II lista as espécies exóticas, alóctones e híbridas de captura e transporte livres. Texto conferido em 13/10/2026.
não confunda

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