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catálogo Anostomidae · onívoro

piavuçu

Megaleporinus macrocephalus

Água doce

O maior dos piaus. Nativo do Pantanal, hoje comum em represas do alto Paraná. Pescado na ceva com milho e massa.

Também chamado de: piavuçu, piauçu, piau-açu, piavussu, boga

Ilustração científica de Piavuçu
tamanho comum
35–55 cm
máximo
68 cm
peso comum
1–3 kg
recorde/máx.
5,3 kg
profundidade
1–8 m
água ideal
23–29 °C
visão geral

quem é o piavuçu

Piau grande e cabeçudo, nativo da bacia do Paraguai. Come sementes, frutos, folhas, insetos e moluscos. Foi muito usado na piscicultura e escapou para represas do alto Paraná, onde formou populações grandes. Lá é alóctone, não nativo. Pescado na ceva com milho, massa e minhocuçu, belisca a isca antes de levar: quem demora a ferrar perde o peixe. Briga bem, com arrancadas fortes para o fundo. Fora da ceva, procure remansos e barrancos com fundo de areia. Em MS e MT vale mínimo de 38 cm.

curiosidades

  • O nome científico macrocephalus quer dizer cabeça grande.
  • Foi uma das primeiras espécies nativas criadas em larga escala na piscicultura do Centro-Sul.
como reconhecer

identificação

Cabeça grande e larga para um piau, boca pequena com dentes incisivos. Corpo esverdeado a oliva no dorso, flancos amarelados. Jovens com faixas verticais escuras. A piapara é mais prateada e tem três manchas escuras no flanco. O piau-três-pintas é menor e tem três pintas pretas bem marcadas.

como está a pesca de piavuçu

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Nativo do Pantanal (Paraguai, Cuiabá, Miranda, Aquidauana, Taquari). Introduzido em represas do alto Paraná (Grande, Paranaíba, Tietê, Paranapanema, Ivaí) e presente em pesqueiros.

Habitat: Remansos, beiras de barranco, baías e represas; fundo de areia ou lama perto de galhadas.

nativa nas bacias

Paraguai (Pantanal)

introduzida em

Paraná

estados

Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Goiás, Minas Gerais

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: mar–abr e out
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Meses quentes são os melhores. No inverno a ceva demora mais para juntar peixe.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Dia, com picos no amanhecer e entardecer. Come de dia, melhor de manhã e no fim da tarde. Na ceva, responde a qualquer hora.

clima, água e comportamento

o que mexe com o piavuçu
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Frente fria derruba a ceva por 1 a 2 dias.

pressão atmosférica

Tempo estável é melhor.

lua

Efeito pequeno.

chuva

Chuva leve não atrapalha.

nível da água

Em represa, nível estável. No rio, vazante concentra o peixe nos remansos.

barulho

Arisco na ceva rasa; mantenha o barco afastado.

vento

Marola leve ajuda a esconder a linha.

profundidade

Fundo, de 2 a 6 m, perto da ceva.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
6' a 7', ação média, 10 a 25 lb
molinete / carretilha
molinete 2500 a 4000
linha
monofilamento 0,30 a 0,40 mm ou multifilamento 20 lb
líder
fluorocarbono 25 a 30 lb
anzol
1/0 a 2/0, curto, tipo chinu

iscas naturais

  • milho verde ou cozido
  • massa de fubá
  • minhocuçu
  • soja cozida

acessórios

  • ceva de milho
  • alicate

dica de quem pesca

Ceve o ponto com milho por um ou dois dias. Ferre na primeira puxada firme, sem esperar a segunda.

o que a lei diz

regras para o piavuçu

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Na bacia do Paraná é espécie alóctone.

piracemas das bacias onde a espécie vive

Piracema do Pantanal em Mato Grosso do Sul

05/11 a 28/02MS

Permitido: Pesca de subsistência de ribeirinhos e pesca científica autorizada. O Decreto 15.166/2019 (art. 11, §5º) admite pesque-e-solte só em fevereiro e só nas calhas dos rios Paraguai e Paraná. No resto do período não há nem pesque-e-solte. Confirme a portaria do Imasul de cada temporada.

Fonte: Decreto estadual MS nº 15.166/2019, art. 11; IN IBAMA nº 201/2008

Piracema em Mato Grosso (todas as bacias)

01/10 a 31/01MT

Permitido: Todas as modalidades de pesca ficam proibidas nos rios, inclusive o pesque-e-solte (Lei 9.096/2009, art. 19-A). Exceções: subsistência desembarcada (3 kg ou 1 exemplar, sem transporte nem venda) e pesca científica. A Lei 13.159/2025 passou a admitir pesca desportiva licenciada em reservatórios de UHE/PCH, lagos naturais e rios de divisa, condicionada a estudo científico e a licença do órgão ambiental. Não confirmamos se essas licenças já são emitidas.

Fonte: IN Interministerial MAPA/MMA nº 10/2017; Resolução Cepesca-MT nº 1/2026; Lei estadual MT nº 9.096/2009, arts. 19-A e 27 (Leis 12.434/2024 e 13.159/2025)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Segure pela barriga e pelo pedúnculo, tire o anzol com alicate e devolva na água.

na cozinha

Carne boa, com espinhas; frito em postas finas ou assado.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01096, b = 3.19; FishBase). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Megaleporinus macrocephalus (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. científica IUCN Red List — Megaleporinus macrocephalus (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 07/11/2018)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  4. científica Ramirez, J. L.; Birindelli, J. L. O.; Galetti Jr., P. M. (2017). A new genus of Anostomidae (Ostariophysi: Characiformes): diversity, phylogeny and biogeography based on cytogenetic, molecular and morphological data. Molecular Phylogenetics and Evolution 107: 308–323.Cria o gênero Megaleporinus (antes Leporinus).
  5. científica Britski, H. A.; Silimon, K. Z. S.; Lopes, B. S. (2007). Peixes do Pantanal: manual de identificação. 2ª ed. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica. 227 p.Trata a espécie como Leporinus macrocephalus (gênero antigo). Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
  6. científica Ota, R. R.; Deprá, G. C.; Graça, W. J.; Pavanelli, C. S. (2018). Peixes da planície de inundação do alto rio Paraná e áreas adjacentes: revised, annotated and updated. Neotropical Ichthyology 16(2): e170094.Lista comentada das espécies do alto rio Paraná, com indicação de nativas e não nativas. Acesso aberto; nome da espécie conferido no texto.
não confunda

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