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catálogo Serrasalmidae · predador

piranha-do-são-francisco

Pygocentrus piraya

Água doce

A maior piranha que existe, nativa do São Francisco. Ventre amarelo-alaranjado, dentes de navalha e briga forte em equipamento médio.

Também chamado de: piranha, piranha-amarela, piranha-caju, piranha-rodoleira, chupita

Ilustração científica de Piranha-do-São-Francisco
tamanho comum
20–32 cm
máximo
38 cm
peso comum
0,4–1,5 kg
recorde/máx.
3,2 kg
profundidade
0,5–6 m
água ideal
24–30 °C
visão geral

quem é a piranha-do-são-francisco

Considerada a maior das piranhas, a Pygocentrus piraya é nativa da bacia do São Francisco e comum em lagoas marginais e represas. No reservatório da Barragem da Pedra, no rio de Contas (BA), a dieta foi dominada por nadadeiras, peixes e camarões. Ataca em grupo carne, peixe e iscas artificiais e corta linha com facilidade. Fora da bacia de origem foi levada para açudes do Nordeste, com registro no Jaguaribe (CE) desde os anos 1960, e a norma de Goiás a lista como alóctone no Paranaíba. Na pesca esportiva, chega a passar de 3 kg.

curiosidades

  • É apontada como a maior espécie de piranha.
  • Nadadeiras de outros peixes aparecem com frequência no estômago: ela belisca mais do que mata.
como reconhecer

identificação

Corpo alto e robusto, dorso cinza-esverdeado e flanco prateado com reflexos dourados; ventre, garganta e nadadeiras de baixo amarelo-alaranjados. Focinho curto e rombudo, mandíbula saliente e dentes triangulares cortantes. A pirambeba do São Francisco (Serrasalmus brandtii) é menor, mais achatada e tem o focinho mais pontudo.

como está a pesca de piranha-do-são-francisco

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Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Nativa da bacia do São Francisco, inclusive dos grandes reservatórios. Registrada também no rio de Contas (BA), no Jaguaribe (CE) e, como alóctone, no Paranaíba em Goiás.

Habitat: Remansos, lagoas marginais, beiras de reservatório e galhadas; cardumes em meia-água.

nativa nas bacias

São Francisco

introduzida em

Atlântico Nordeste OrientalParaná

estados

Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Ceará, Goiás

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: set–mar
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Ativa nos meses quentes, de setembro a março; no auge do frio fica mais lenta.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Dia, com picos no amanhecer e entardecer. Ativa de dia, com mais ataques cedo e no fim da tarde.

clima, água e comportamento

o que mexe com a piranha-do-são-francisco
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Água fria deixa o cardume lento.

pressão atmosférica

Pouco efeito.

lua

Pouco efeito.

chuva

Pouco efeito.

nível da água

Água baixa concentra os cardumes em poços e lagoas.

barulho

Pouco sensível; barulho na água pode até atrair.

vento

Pouco efeito.

profundidade

Meia-água, de 0,5 a 4 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
6' a 6'6", ação média, 12 a 20 lb
molinete / carretilha
molinete 2500 a 3000
linha
multifilamento 20 lb ou monofilamento 0,35 mm
líder
cabo de aço fino ou fluorocarbono 50 lb
anzol
nº 1/0 a 3/0, haste longa

iscas artificiais

  • colher
  • jig
  • plug de meia-água

iscas naturais

  • pedaço de peixe
  • carne
  • coração de boi

acessórios

  • alicate de bico longo
  • boga-grip

dica de quem pesca

Anzol de haste longa e líder de aço. Nunca ponha a mão perto da boca.

o que a lei diz

regras para a piranha-do-são-francisco

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026).

piracemas das bacias onde a espécie vive

Defeso em Goiás (regra estadual)

01/11 a 28/02GO

Permitido: Pesca esportiva e conduzida só em reservatórios, em pesque-e-solte com anzol sem fisga (sem reter, transportar ou consumir). Subsistência: até 5 kg por dia, só para consumo doméstico.

Fonte: IN Semad-GO nº 17/2026, arts. 8º a 11

Piracema da bacia do rio São Francisco (rios e reservatórios)

01/11 a 28/02MGBAPEALSEGODF

Permitido: Pesca amadora embarcada ou desembarcada com linha de mão, vara, molinete ou carretilha, até 5 kg + 1 exemplar. Proibido pescar até 1.000 m de barragens, cachoeiras e corredeiras e até 500 m de confluências. Lagoas marginais têm defeso maior (veja o item seguinte).

Fonte: Portaria IBAMA nº 50/2007

São Francisco: lagoas marginais

01/11 a 30/04MGBAPEALSEGODF

Permitido: Nenhuma pesca nas lagoas marginais durante o período.

Fonte: Portaria IBAMA nº 50/2007

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Use alicate de bico longo e boga. Solte rápido, sem pôr a mão perto da boca.

na cozinha

Carne branca e saborosa, com espinhas; caldo e peixe frito são tradicionais.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.02239, b = 3.14; FishBase). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Pygocentrus piraya (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Pygocentrus piraya (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2026. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Pygocentrus piraya (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 07/11/2018)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Trindade, M. E. J.; Jucá-Chagas, R. (2008). Diet of two serrasalmin species, Pygocentrus piraya and Serrasalmus brandtii (Teleostei: Characidae), along a stretch of the rio de Contas, Bahia, Brazil. Neotropical Ichthyology 6(4): 645–650.Dieta no reservatório da Barragem da Pedra. DOI e resumo conferidos no Crossref.
  6. científica Paiva, M. P. (1965). On a pelvicless specimen of Pygocentrus piraya (Cuvier, 1820) from Jaguaribe River basin, Brazil. Copeia 1965.Registro antigo da espécie na bacia do Jaguaribe (CE). DOI conferido no Crossref.
  7. oficial IN Semad-GO nº 17/2026 — normas de pesca em Goiás (Anexos I e II)Anexo II lista as espécies exóticas, alóctones e híbridas de captura e transporte livres. Texto conferido em 13/10/2026.
  8. científica Pessali, T. C. et al. (2022). Length-weight relationships of 78 fish species from São Francisco River basin, Brazil. Journal of Applied Ichthyology.Relação peso-comprimento e tamanho máximo usados na FishBase para a espécie.
não confunda

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