raia-prego-do-caribe
Hypanus americanus
A grande raia-chicote dos baixios, recifes e praias do Caribe e do Golfo do México. Não ocorre no Brasil: a raia-prego brasileira é outra espécie.
Também chamado de: raia-prego-do-caribe, raia-americana
- tamanho comum
- 60–120 cm
- máximo
- 200 cm
- peso comum
- —
- recorde/máx.
- 135,6 kg
- profundidade
- 0–20 m
- água ideal
- 24–30 °C
quem é a raia-prego-do-caribe
A raia-prego-do-caribe é uma raia-chicote grande, que chega a 2 m de largura de disco e passa de 100 kg. Vive do leste dos Estados Unidos e do Golfo do México às Antilhas, à América Central e à costa norte da América do Sul, em fundos de areia, bancos de capim-marinho, lagunas, baías, estuários, mangues e na frente dos recifes. Passa o dia enterrada na areia e sai à noite para comer bivalves, vermes, camarões, caranguejos e peixes pequenos, que desenterra cavando buracos no fundo. Tem 3 ou 4 filhotes por gestação e vive até 28 anos. É pescada como alvo esportivo e pela pesca artesanal. Até 2020 as raias brasileiras eram tratadas como esta espécie; hoje são Hypanus berthalutzae.
curiosidades
- Nas Ilhas Cayman, raias desta espécie se acostumaram a turistas em pontos de mergulho famosos.
- Frequenta estações de limpeza nos recifes, onde peixes pequenos tiram parasitas da pele.
identificação
Disco em losango com os cantos laterais agudos, dorso pardo-escuro, cinza ou oliva, uniforme, e barriga branca com borda acinzentada. Fileira irregular de espinhos curtos no meio do dorso. Cauda longa com ferrão serrilhado, dobra de pele longa e alta embaixo e sem dobra em cima. Difere da raia-prego brasileira pela ausência de pintas pretas no dorso; as duas não se encontram, separadas pela foz do Amazonas. Medidas desta ficha em largura do disco.
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Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.
onde tem
Não ocorre no Brasil. Do leste dos Estados Unidos e do Golfo do México às Antilhas, à América Central e à costa norte da América do Sul, até as Guianas.
Habitat: Baixios de areia, bancos de capim-marinho, lagunas, baías, estuários, mangues e a frente dos recifes.
quando pescar
melhor época
Ocorre o ano todo no Caribe; no norte do Golfo do México fica mais comum nos meses quentes.
melhor horário
Noite e crepúsculo. Enterrada na areia durante boa parte do dia; sai para comer no fim da tarde e à noite.
o que mexe com a raia-prego-do-caribe
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.
frio e frente fria
Frentes frias no norte do Golfo do México a afastam dos rasos.
pressão atmosférica
Pouco sensível.
lua
Pouco efeito conhecido.
chuva
Pouco efeito.
nível da água
Não se aplica no mar.
barulho
Em baixio claro, foge de barco barulhento.
vento
Pouco efeito.
maré
Sobe nos baixios com a maré enchendo para procurar comida.
profundidade
De 0,5 a 5 m nos baixios; mais fundo na frente dos recifes.
como pescar
- vara
- 7'0" a 8'0", 30 a 60 lb (barco ou praia)
- molinete / carretilha
- molinete 6000 a 10000 ou carretilha com bastante linha
- linha
- multifilamento 50 a 80 lb
- líder
- monofilamento 0,90 a 1,2 mm
- anzol
- circle 8/0 a 12/0, sem farpa
iscas naturais
- lula
- camarão
- caranguejo
- peixe em pedaços
acessórios
- alicate longo
- luvas grossas
- cortador de linha
dica de quem pesca
Ela briga colada no fundo e pesa muito: mantenha pressão constante para descolá-la da areia. Nunca puxe a raia pela cauda nem a traga para dentro do barco.
regras para a raia-prego-do-caribe
Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não ocorre no Brasil. Não localizamos regras específicas de pesca nos países da área; em áreas marinhas protegidas e pontos de mergulho com raias a captura pode ser proibida. Consulte a autoridade local.
Não encontramos regra específica para esta espécie além das regras gerais da região.
pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.
O ferrão da cauda é serrilhado e tem veneno: a ferroada causa dor intensa e corte profundo. Mantenha a raia na água, longe da cauda, tire o anzol com alicate longo ou corte a linha rente à boca. Se for ferroado, mergulhe o local em água bem quente (que não queime) e procure atendimento médico.
na cozinha
Consumida em parte do Caribe, mas a espécie está Quase Ameaçada: prefira soltar.
quanto pesa sem tirar da água
Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00447, b = 3.12; FishBase (estimativa bayesiana genérica para o formato de corpo da subfamília, em comprimento total com a cauda); para raias a medida usual é a largura do disco, e a calculadora dá só uma ordem de grandeza). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.
peso estimado
—
fontes e referências
Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.
- científica FishBase — Hypanus americanus (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento, lista de países e referências. Página conferida em 13/10/2026. A lista de países do FishBase ainda inclui o Brasil, com base em registros anteriores à descrição de H. berthalutzae; por isso o Brasil ficou fora. Medidas em largura do disco.
- científica IUCN Red List — Hypanus americanus (avaliação global: Quase Ameaçada, NT, 21/06/2019)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
- científica Petean, F. F.; Naylor, G. J. P.; Lima, S. M. Q. (2020). Integrative taxonomy identifies a new stingray species of the genus Hypanus Rafinesque, 1818 (Dasyatidae, Myliobatiformes), from the Tropical Southwestern Atlantic. Journal of Fish Biology 97: 1120–1142.Descrição de Hypanus berthalutzae e separação de H. americanus; distribuição da foz do Amazonas a São Paulo, com as ilhas oceânicas do Nordeste. DOI e resumo conferidos no Crossref.