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catálogo Haemulidae · predador

sargo-de-beiço

Anisotremus surinamensis

Mar

Peixe de costão alto e escuro, de lábios grossos. Come à noite ouriços, caranguejos e moluscos; desconfiado e brigador nas pedras.

Também chamado de: sargo-de-beiço, sargo-beiçudo, beiçudo, pirambu, salema-açu

Ilustração científica de Sargo-de-beiço
tamanho comum
30–50 cm
máximo
76 cm
peso comum
0,6–2,5 kg
recorde/máx.
5,8 kg
profundidade
1–40 m
água ideal
22–28 °C
visão geral

quem é o sargo-de-beiço

O sargo-de-beiço é um dos maiores hemulídeos do Atlântico ocidental, passando de 70 cm. Vive em recifes, costões rochosos de declive acentuado e naufrágios, quase sempre perto de tocas, lajes e cavernas, da Flórida ao Sul do Brasil. De dia fica abrigado, sozinho ou em pequenos grupos; à noite sai para comer crustáceos, moluscos, peixes pequenos e ouriços-do-mar. É muito procurado na pesca de costão e na pesca subaquática e corta a linha nas pedras com facilidade. Tem carne boa, vendida fresca, mas a FishBase registra casos de ciguatera associados à espécie em outras regiões.

curiosidades

  • Os jovens têm duas listras pretas ao longo do corpo, que somem no adulto.
  • Quebra ouriços-do-mar com os dentes para comer.
como reconhecer

identificação

Corpo alto e comprimido, cinza-escuro a cinza-chumbo, com a metade da frente mais escura que a de trás. Lábios grossos (o beiço), boca pequena. Nadadeiras escuras, a anal e as ventrais mais. Jovens com duas listras pretas ao longo do corpo e mancha preta na base da cauda. Difere da salema pela cor escura e pela ausência de listras amarelas, e do sargo-de-dente pela ausência de faixas verticais.

como está a pesca de sargo-de-beiço

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Do Nordeste a Santa Catarina, em costões, recifes e parcéis.

Habitat: Recifes, costões rochosos de declive acentuado, lajes e naufrágios, perto de tocas e cavernas.

litoral

Costa NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiroplataforma

estados

Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: out–abr
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

No Sudeste e no Sul, melhor nos meses quentes; no Nordeste, o ano todo.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Noite e crepúsculo. De dia fica entocado; sai para comer no fim da tarde e à noite.

clima, água e comportamento

o que mexe com o sargo-de-beiço
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Água fria (ressurgência) deixa o sargo parado nas tocas.

pressão atmosférica

Frente fria derruba a atividade.

lua

Noites escuras favorecem a saída das tocas.

chuva

Chuva não atrapalha muito; água muito suja sim.

nível da água

Mar com espuma batendo no costão ajuda a soltar comida.

barulho

Muito desconfiado: chegue em silêncio no costão e evite sombra sobre a água.

vento

Marola moderada ajuda; mar grosso torna o costão perigoso.

maré

Maré enchendo cobre as pedras e traz o sargo para perto.

profundidade

De 1 a 15 m nas pescas de costão.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
7'0" a 9'0", 15 a 30 lb
molinete / carretilha
molinete 4000 a 5000
linha
multifilamento 20 a 30 lb
líder
fluorocarbono 30 a 50 lb, 1 m
anzol
chinu 4 a 8 ou circle 1/0 a 3/0 reforçado

iscas naturais

  • caranguejo
  • ouriço-do-mar quebrado
  • camarão
  • marisco
  • tatuí

acessórios

  • chumbo mínimo para o mar do dia
  • luvas
  • botas antiderrapantes

dica de quem pesca

Assim que sentir a fisgada, tire o sargo da toca com firmeza; se deixar, ele entoca e corta a linha.

o que a lei diz

regras para o sargo-de-beiço

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026). Avaliação global com dados insuficientes. Não localizamos norma federal específica para a espécie.

Não encontramos regra específica para esta espécie além das regras gerais da região.

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Solte rápido no mesmo ponto; se veio de mais de 15 m e boiar, use descompressor.

na cozinha

Carne branca e firme, boa assada e em postas. Há registros de ciguatera em outras regiões.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.02042, b = 3.01; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Anisotremus surinamensis (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Anisotremus surinamensis (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Anisotremus surinamensis (avaliação global: Dados Insuficientes, DD, 10/10/2015)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Capítulo Haemulidae (Lindeman, K. C.), citado pelo FishBase para a espécie.
  6. científica Szpilman, M. (2000). Peixes marinhos do Brasil: guia prático de identificação. Rio de Janeiro: Instituto Ecológico Aqualung. 288 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
  7. científica Menezes, N. A.; Buckup, P. A.; Figueiredo, J. L.; Moura, R. L. (orgs.) (2003). Catálogo das espécies de peixes marinhos do Brasil. São Paulo: Museu de Zoologia da USP. 160 p.Lista das espécies marinhas registradas no Brasil. Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
não confunda

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