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catálogo Carcharhinidae · predador

tubarão-galha-preta

Carcharhinus limbatus

MarEstuárioIUCN global: VU · vulnerável

Tubarão ágil de praias e baías quentes, com pontas pretas nas nadadeiras, que salta quando fisgado. Não está na lista nacional, mas se confunde com o galha-preta-rotador, que é protegido: na dúvida, solte.

Também chamado de: tubarão-galha-preta, galha-preta, cação-galha-preta, sicuri, cação-sicuri, machote, serra-garoupa

Ilustração científica de Tubarão-galha-preta
tamanho comum
120–180 cm
máximo
286 cm
peso comum
15–50 kg
recorde/máx.
122,8 kg
profundidade
0–30 m
água ideal
23–29 °C
visão geral

quem é o tubarão-galha-preta

O galha-preta vive em águas costeiras quentes do mundo todo: praias, baías, bocas de estuário, mangues e recifes rasos, quase sempre a menos de 30 m. Caça em velocidade cardumes de sardinhas, tainhas e outros peixes pequenos e às vezes salta fora d'água durante o ataque. As fêmeas dão à luz em baías rasas, que servem de berçário. No Brasil ocorre em toda a costa, mais no Norte, Nordeste e Sudeste. Na pesca esportiva é um dos tubarões mais procurados no Caribe e no golfo do México, com isca natural, artificiais e até fly, por causa dos saltos e das arrancadas. Não consta da lista nacional de ameaçadas, mas a avaliação global é Vulnerável, e é muito parecido com espécies protegidas.

curiosidades

  • Em 2008 pesquisadores confirmaram partenogênese (filhote sem pai) numa fêmea de aquário.
  • Às vezes salta e gira fora d'água ao atacar cardumes, como o galha-preta-rotador.
  • Num estudo de captura e soltura, só o martelo-grande acumulou mais ácido lático na briga.
como reconhecer

identificação

Corpo fusiforme, bronze-acinzentado no dorso, barriga branca e uma faixa clara no flanco. Focinho longo e pontudo. Pontas pretas nas peitorais, nas duas dorsais e no lobo de baixo da cauda; a nadadeira anal é clara, sem ponta preta (nos adultos as pontas podem desbotar). O galha-preta-rotador (C. brevipinna, Vulnerável) tem o focinho ainda mais longo, a primeira dorsal mais atrás e a anal com ponta preta. Na dúvida, solte.

como está a pesca de tubarão-galha-preta

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distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Toda a costa brasileira, mais comum do Norte ao Sudeste. No Atlântico ocidental vai do Canadá ao Brasil, incluindo o golfo do México e o Caribe; no Pacífico, do México ao Peru e Galápagos.

Habitat: Praias, baías, bocas de estuário, mangues, lagunas e recifes rasos; jovens em baías rasas que funcionam como berçário.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiroplataforma

estados

Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: dez–fev
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Estimativa: presente o ano todo do Norte ao Nordeste; no Sudeste e no Sul aparece mais no verão, com a água quente.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Dia, com picos no amanhecer e entardecer. Caça de dia, com mais movimento no amanhecer e no fim da tarde, quando os cardumes encostam na praia.

clima, água e comportamento

o que mexe com o tubarão-galha-preta
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Água abaixo de uns 20 °C afasta o galha-preta da costa.

pressão atmosférica

Pouco efeito direto.

lua

Marés de sizígia concentram cardumes nas bocas de barra.

chuva

Chuva forte suja a água da praia e espalha os cardumes.

nível da água

Não se aplica no mar.

barulho

Motor e batida no casco espantam o tubarão do raso.

vento

Mar grosso dificulta ver os ataques e arremessar.

maré

Maré enchendo empurra cardumes para dentro de baías e canais.

profundidade

Quase sempre de 0 a 30 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
spinning 7' a 8', 20 a 40 lb; na praia, 10' a 12'
molinete / carretilha
molinete 5000 a 8000 com fricção suave
linha
multifilamento 30 a 50 lb
líder
cabo de aço 40 a 60 cm emendado a 1 m de fluorocarbono 80 lb
anzol
circle 7/0 a 10/0 sem farpa na isca natural; anzol simples no lugar das garatéias

iscas artificiais

  • colher metálica e jig de 30 a 60 g
  • meia-água grande
  • fly: streamer com cabo de aço fino (bite tippet)

iscas naturais

  • posta ou filé de tainha, sardinha ou bonito
  • peixe vivo pequeno

acessórios

  • alicate longo
  • desanzolador
  • luvas

dica de quem pesca

Prefira soltar todos: o galha-preta-rotador, protegido, é quase igual. Briga curta e soltura na água; não arraste o tubarão na areia. Evite pescar tubarão perto de banhistas.

o que a lei diz

regras para o tubarão-galha-preta

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026). Avaliação global: Vulnerável (IUCN, 18/11/2020). Anexo II da CITES. Valem as regras gerais da pesca amadora e a proibição do finning.

Atenção aos parecidos protegidos

Vários tubarões do gênero Carcharhinus são muito parecidos e estão protegidos no Brasil: galha-preta-rotador ou cação-galha-preta (C. brevipinna, VU), cação-lombo-preto ou corta-garoupa (C. acronotus, VU), cação-fidalgo (C. obscurus, EN), cação-barriga-d'água (C. plumbeus, CR), cação-lombo-preto oceânico (C. falciformis, CR), cação-de-recife (C. perezi, VU), cação-azeiteiro (C. porosus, CR) e cação-noturno (C. signatus, EN), além do cabeça-chata (C. leucas, VU a partir do fim de out/2026). Se não tiver certeza da espécie, solte.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.667/2026 (lista nacional: C. brevipinna VU, C. acronotus VU, C. obscurus EN, C. plumbeus CR, C. falciformis CR, C. perezi VU, C. porosus CR, C. signatus EN)

Finning proibido: tubarão só inteiro, com as nadadeiras

nadadeiras naturalmente aderidas ao corpo

No Brasil é proibido o finning (cortar as nadadeiras e descartar o corpo). Todo tubarão ou raia desembarcado deve chegar com as nadadeiras presas ao corpo; é proibido transportar a bordo animal sem nadadeiras ou nadadeiras soltas e transferir tubarões entre embarcações. Vale para qualquer tubarão que possa ser retido.

Fonte: Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 14, de 26/11/2012, art. 3º (Ministério da Pesca e Aquicultura e Ministério do Meio Ambiente)

México: no máximo 1 tubarão por pescador por dia

1 exemplar por pescador por dia (vale por 5 na cota de 10)

Na pesca esportivo-recreativa em águas marinhas mexicanas, o limite para tubarões é de um exemplar por pescador por dia, que conta como cinco no limite total de dez peixes. O pescado da pesca esportiva não pode ser vendido. Captura e soltura não entram no limite: prefira soltar.

Fonte: NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa), modificação publicada no DOF, item 4.9.1 b (Sagarpa/Conapesca)

Colômbia: tubarões não são recurso pesqueiro

extração comercial ou esportiva não permitidaconfirme no órgão

Em 2021 a Colômbia deixou de considerar tubarões e raias marinhas recursos pesqueiros e passou a tratá-los como recurso hidrobiológico; os considerandos do Decreto 281/2021 dizem que eles não podem ser extraídos com fins comerciais ou esportivos, e o decreto criou um plano ambiental de proteção. Normas posteriores da AUNAP trataram da captura incidental na pesca artesanal; não conferimos o texto consolidado. Na dúvida, solte na água.

Fonte: Decreto nº 281, de 18/03/2021 (Ministério de Ambiente y Desarrollo Sostenible), que acrescenta a Seção 27 ao Decreto 1076/2015; Resolução AUNAP nº 0380/2021

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Briga curta e soltura com o tubarão na água. Segure com luva pela base da cauda e sob a barriga, nunca pelas guelras. Se o anzol estiver fundo, corte o cabo perto da boca. Reanime de frente para a corrente: ele precisa nadar para respirar.

na cozinha

Pode ser retido onde a lei permite, mas a soltura é a boa prática: é Vulnerável no mundo e fácil de confundir com espécies protegidas. Tubarões acumulam mercúrio.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00501, b = 3.06; FishBase (estimativa bayesiana para a espécie, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Os meses indicam a época em que o pescador costuma encontrar a espécie perto da costa, não uma temporada de captura. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Carcharhinus limbatus (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento, lista de países e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie não consta da lista (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Carcharhinus limbatus (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref; o texto da ficha não abriu na conferência.
  4. científica IUCN Red List — Carcharhinus limbatus (avaliação global: Vulnerável, VU, 18/11/2020)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Compagno, L. J. V. (1984). FAO species catalogue. Vol. 4. Sharks of the world. Part 2 — Carcharhiniformes. FAO Fisheries Synopsis 125(4/2): 251-655. Roma: FAO.
  6. científica Chapman, D. D.; Firchau, B.; Shivji, M. S. (2008). Parthenogenesis in a large-bodied requiem shark, the blacktip Carcharhinus limbatus. Journal of Fish Biology 73: 1473-1477.DOI conferido no Crossref.
  7. científica Gallagher, A. J.; Serafy, J. E.; Cooke, S. J.; Hammerschlag, N. (2014). Physiological stress response, reflex impairment, and survival of five sympatric shark species following experimental capture and release. Marine Ecology Progress Series 496: 207-218.Martelo-grande, cabeça-chata, galha-preta, limão e tigre no sul da Flórida e nas Bahamas. DOI conferido no Crossref.
  8. oficial Fiperj — Peixes cartilaginosos marinhos ameaçados de extinção (Portarias GM/MMA 1.666 e 1.667/2026), atualizado em 11/05/2026Cartaz da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro com nomes populares, categorias e a data de aplicação das alterações (27/10/2026).
  9. oficial Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 14, de 26 de novembro de 2012 — desembarque, transporte, armazenamento e comércio de tubarões e raias (proibição do finning)Texto do Sislegis/MAPA (DOU de 28/11/2012), conferido em 13/10/2026.
  10. oficial México — Modificación a la NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa), DOFTexto oficial no Diário Oficial da Federação; item 4.9.1 conferido em 13/10/2026.
  11. oficial Colômbia — Decreto 281 de 2021 (proteção e conservação de tubarões, raias marinhas e quimeras), Gestor Normativo da Função PúblicaTexto conferido em 13/10/2026. Mudanças posteriores da AUNAP sobre captura incidental não foram conferidas.
não confunda

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