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catálogo Cichlidae · predador

tucunaré-popoca

Cichla monoculus

Água doce

O tucunaré dos lagos de várzea da Amazônia, comum em água barrenta e muito presente na mesa ribeirinha.

Também chamado de: popoca, tucunaré-comum, tucunaré-amarelo (Amazônia)

Ilustração científica de Tucunaré-popoca
tamanho comum
30–55 cm
máximo
80 cm
peso comum
1–4 kg
recorde/máx.
9,0 kg
profundidade
0,5–4 m
água ideal
27–31 °C
visão geral

quem é o tucunaré-popoca

Espécie de tucunaré mais comum nos lagos de várzea da calha do Solimões-Amazonas e de muitos afluentes de água branca. Tolera água mais turva que o açu e vive em lagos, paranás, igapós e beiradas com capim flutuante. Caça peixes pequenos e camarões, em geral sozinho ou em casal. É abundante, briga bem para o tamanho e responde a quase toda isca artificial de superfície e meia-água. Na seca, quando os lagos encolhem, fica fácil de achar nas bocas e nas beiradas de galhada. É peixe de consumo importante em comunidades e mercados do Amazonas e do Pará.

curiosidades

  • O nome 'monoculus' vem do ocelo na cauda, que parece um olho.
  • Os filhotes nadam em cardume compacto vigiado pelos pais por várias semanas.
como reconhecer

identificação

Corpo amarelo-esverdeado a dourado, sem pintas claras. As três barras verticais são curtas e apagadas, às vezes só manchas escuras no alto do flanco. Ocelo preto com aro amarelo na base da cauda e ventre que pode ficar alaranjado. O açu tem barras fortes ou fase pintada. O amarelo tem pintas brancas nas nadadeiras de baixo. O borboleta tem três ocelos redondos no flanco.

como está a pesca de tucunaré-popoca

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Lagos de várzea e afluentes do Solimões-Amazonas, do Peru até o Pará e Amapá. Registrado em açudes do Nordeste, onde a identificação muitas vezes se confunde com o tucunaré-amarelo.

Habitat: Lagos de várzea, paranás, igapós, beiradas com capim flutuante e galhada, bocas de lago.

nativa nas bacias

Amazônica

introduzida em

Atlântico Nordeste Oriental

estados

Amazonas, Pará, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: ago–nov
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Vazante e seca, de agosto a novembro na calha central, são a melhor época. Na cheia o peixe se espalha pela floresta alagada.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Dia, com picos no amanhecer e entardecer. Come de dia, com picos no começo da manhã e no fim da tarde.

clima, água e comportamento

o que mexe com o tucunaré-popoca
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Friagem reduz a atividade por um ou dois dias.

pressão atmosférica

Tempo firme favorece.

lua

Efeito pequeno.

chuva

Chuva fina não atrapalha; temporal sim.

nível da água

Lago secando concentra o peixe. Repiquete (subida rápida) espalha e derruba a pesca.

barulho

Menos arisco que o açu, mas motor na beirada espanta.

vento

Marola ajuda na superfície; vento forte atrapalha em lago grande.

profundidade

Raso, quase sempre até 3 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
5'6'' a 6'0'', ação rápida, 12 a 25 lb
molinete / carretilha
carretilha de perfil baixo 100 a 200 ou molinete 3000
linha
multifilamento 30 a 40 lb
líder
fluorocarbono ou monofilamento 30 a 50 lb
anzol
garatéias 1/0 a 3/0

iscas artificiais

  • zara 9 a 12 cm
  • hélice
  • jig de penas 1/4 a 3/8 oz
  • meia-água 9 a 11 cm
  • colher

iscas naturais

  • No Amazonas é proibido usar isca viva na pesca do tucunaré (Lei AM 6.647/2023).
  • piaba ou sardinha viva
  • camarão de água doce

acessórios

  • alicate
  • boga-grip
  • óculos polarizados

dica de quem pesca

Em água barrenta, prefira iscas barulhentas e cores fortes, como hélice e zara com chocalho.

o que a lei diz

regras para o tucunaré-popoca

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026).

Pesca comercial de tucunaré proibida no Rio Negro (AM)

pesca comercial proibidaAMAmazônica

Na bacia do Rio Negro, da divisa com a Colômbia até a foz do Rio Branco, é proibida a pesca comercial de tucunaré. Pesca amadora e esportiva continuam permitidas, mas o peixe só pode ser consumido pelo próprio pescador.

Fonte: Decreto estadual nº 31.151/2011 (AM), fiscalização Ipaam

Mato Grosso: Transporte Zero de 12 espécies

MTParaguai (Pantanal)AmazônicaTocantins-Araguaia

Ficam integralmente vedados o transporte, o armazenamento e a comercialização, por 5 anos a partir de 01/01/2024, de: cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã (Brycon spp.), pintado/surubim (Pseudoplatystoma spp.), piraíba, piraputanga, pirarara, pirarucu, trairão e tucunaré (Cichla spp.). Para o amador: só pesque-e-solte. Essas 12 espécies não podem nem ser consumidas no local, já que a cota de 2 kg ou 1 exemplar exclui o rol do art. 19-B. A lei cita o jaú como Zungaro zungaro; incluímos também o jaú do Pantanal (Z. jahu) por precaução. Ainda podem mudar o rol: o §2º (exóticas e predadoras), o §3º (revisão por estudo) e a avaliação de 3 anos prevista para 2027. Notícia do TJMT de 02/06/2026 confirma as 12 espécies vedadas. O STF negou liminar nas ADIs contra a lei em 2024; não localizamos decisão de mérito.

Fonte: Lei estadual MT nº 9.096/2009, arts. 19-A, 19-B e 19-C, com redação das Leis nº 12.197/2023 e 12.434/2024

Roraima: tucunaré em rios do Baixo Rio Branco

RRAmazônica

Ficam proibidas a pesca comercial e a amadora de tucunaré nos rios Água Boa do Univini, Itapará, Xeruini, Jufari e Jauaperi e seus afluentes. Só são permitidas a pesca esportiva, por empresas licenciadas pela Femarh e com no máximo 2 anzóis sem farpa por isca, e a pesca de subsistência dos ribeirinhos.

Fonte: Lei estadual RR nº 1.540/2021, alterada pela Lei nº 2.112/2025

piracemas das bacias onde a espécie vive

Piracema em Mato Grosso (todas as bacias)

01/10 a 31/01MT

Permitido: Todas as modalidades de pesca ficam proibidas nos rios, inclusive o pesque-e-solte (Lei 9.096/2009, art. 19-A). Exceções: subsistência desembarcada (3 kg ou 1 exemplar, sem transporte nem venda) e pesca científica. A Lei 13.159/2025 passou a admitir pesca desportiva licenciada em reservatórios de UHE/PCH, lagos naturais e rios de divisa, condicionada a estudo científico e a licença do órgão ambiental. Não confirmamos se essas licenças já são emitidas.

Fonte: IN Interministerial MAPA/MMA nº 10/2017; Resolução Cepesca-MT nº 1/2026; Lei estadual MT nº 9.096/2009, arts. 19-A e 27 (Leis 12.434/2024 e 13.159/2025)

Defeso nos rios da Ilha de Marajó (PA)

01/01 a 30/04PA

Permitido: Mesmas exceções do amador previstas na Portaria 48/2007 (linha de mão ou vara, 5 kg + 1 exemplar), salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Defeso da bacia Amazônica no Amapá

15/11 a 15/03AP

Permitido: Amador com linha de mão ou vara, linha e anzol fica fora das proibições do Anexo II, com cota de 5 kg + 1 exemplar, salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Rios de divisa MT/RO e MT/PA

05/11 a 28/02MTROPA

Permitido: Veja as exceções da Portaria 48/2007 e as regras estaduais de cada margem.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Manuseio simples: boga ou polegar na boca, apoio na barriga e soltura rápida.

na cozinha

Muito apreciado: assado na brasa, frito ou em caldeirada. Carne branca e sem espinhas finas.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01202, b = 3.06; FishBase (bayesiano, espécie + gênero)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Cichla monoculus (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Cichla monoculus (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Cichla monoculus (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 05/11/2020)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Kullander, S. O.; Ferreira, E. J. G. (2006). A review of the South American cichlid genus Cichla, with descriptions of nine new species. Ichthyological Exploration of Freshwaters 17(4): 289–398.Revisão do gênero Cichla (descreve C. kelberi, C. piquiti e C. pinima, entre outras). Periódico sem DOI; a URL é o registro bibliográfico no FishBase.
  6. científica Ferreira, E. J. G.; Zuanon, J. A. S.; Santos, G. M. (1998). Peixes comerciais do médio Amazonas: região de Santarém, Pará. Brasília: Ibama. 211 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
não confunda

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