xixarro
Selar crumenophthalmus
Peixinho de olho enorme que anda em cardumes compactos perto de ilhas e costões. É uma das iscas vivas mais usadas para seriolas, cavalas, atuns e dourados.
Também chamado de: xixarro, chicharro, chicharro-olho-grande, garapau, bigeye scad
- tamanho comum
- 15–25 cm
- máximo
- 30 cm
- peso comum
- 0,1–0,2 kg
- recorde/máx.
- 0,4 kg
- profundidade
- 0–170 m
- água ideal
- 24–28 °C
quem é o xixarro
O xixarro é um carangídeo pequeno de mares tropicais do mundo todo. No Atlântico ocidental vai da Nova Escócia e das Bermudas a São Paulo. Prefere água clara em volta de ilhas e costões, mas também entra na faixa costeira e às vezes em água turva. Forma cardumes compactos, que podem ter centenas de milhares de peixes, e é mais ativo à noite, quando se espalha para comer camarões pequenos, larvas e plâncton. Cresce rápido e vive pouco. Para o pescador, vale sobretudo como isca viva: aguenta bem o anzol e o viveiro e atrai olhetes, pitangolas, cavalas, atuns e dourados. Pega em sabiki e anzol pequeno com tira de peixe, de dia perto do fundo e à noite sob a luz do barco.
curiosidades
- Viaja em grupos compactos que podem reunir centenas de milhares de peixes.
- Vive pouco: a idade máxima registrada é de cerca de 3 anos.
identificação
Corpo alongado e comprimido, dorso azul-esverdeado metálico e flanco prateado, às vezes com uma faixa amarela fraca. O olho é muito grande, coberto por uma pálpebra adiposa grossa. Escudos da linha lateral só na parte reta, perto da cauda. O xerelete e o xaréu têm corpo mais alto e olho menor; a camisa-de-meia tem faixas azuis e pínulas soltas atrás da dorsal e da anal.
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Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.
onde tem
No Brasil, do Nordeste a São Paulo, mais comum em água clara: ilhas oceânicas, costões, parcéis e enseadas.
Habitat: Água clara em volta de ilhas, costões e parcéis; à noite sobe e se espalha na coluna d'água.
litoral
estados
Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo
quando pescar
melhor época
Disponível o ano todo; o que manda é achar o cardume.
melhor horário
Noite e crepúsculo. Come mais à noite e no crepúsculo; de dia fica em cardume fechado perto do fundo ou da pedra.
o que mexe com o xixarro
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.
frio e frente fria
Água fria de ressurgência espalha e afasta os cardumes.
pressão atmosférica
Pouco efeito direto.
lua
Em noites escuras, a luz do barco junta mais o cardume; com lua cheia ele se espalha.
chuva
Pouco efeito.
nível da água
Não se aplica no mar.
barulho
Cardume grande tolera barco ancorado, mas some com motor ligado em cima.
vento
Vento forte dificulta ancorar no ponto do cardume.
maré
Com a corrente, o cardume se move ao longo da pedra; procure o lado protegido.
profundidade
De dia, perto do fundo ou junto à pedra; à noite, na meia-água e na superfície.
como pescar
- vara
- vara leve de 6' a 7' ou caniço
- molinete / carretilha
- molinete 1000 a 2500
- linha
- monofilamento 0,25 a 0,30 mm
- líder
- sabiki (chuveirinho) montado em linha de 0,30 a 0,40 mm
- anzol
- anzol 10 a 12 ou o do próprio sabiki
iscas artificiais
- sabiki com penas ou pele de peixe
iscas naturais
- tirinha de peixe
- camarão miúdo
acessórios
- viveiro com bomba de ar ou água corrente
- chumbada de 20 a 50 g
- luz para pesca noturna, onde permitido
dica de quem pesca
Para usar como isca, solte o xixarro do sabiki com a mão molhada e ponha logo no viveiro; anzol pelo lombo ou pelas narinas.
regras para o xixarro
Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026). Não localizamos norma federal específica para a espécie.
Não encontramos regra específica para esta espécie além das regras gerais da região.
pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.
Pequeno e frágil: se não for usar como isca, solte logo, sem apertar e sem raspar as escamas.
na cozinha
Carne escura e gordurosa, boa frita, grelhada ou salgada. Exemplares de áreas de recife já foram ligados à ciguatera.
quanto pesa sem tirar da água
Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01318, b = 2.99; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.
peso estimado
—
fontes e referências
Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.
- científica FishBase — Selar crumenophthalmus (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento, lista de países e referências. Página conferida em 13/10/2026. A ficha cita um registro isolado de 70 cm na Indonésia; os demais registros de tamanho máximo ficam em torno de 30 cm, valor usado aqui. O peso máximo foi estimado pela relação peso-comprimento.
- oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
- oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Selar crumenophthalmus (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2023. DOI conferido no Crossref.
- científica IUCN Red List — Selar crumenophthalmus (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 07/11/2013)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
- científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Capítulo Carangidae (Smith-Vaniz, W. F.).