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previsão de pesca

linguado-de-praia

Paralichthys brasiliensis · Paralichthyidae · predador

MarEstuário

Linguado grande, que passa de 1 m e 10 kg. Caça de emboscada na areia de praias, baías e estuários do Sudeste e do Sul.

Também chamado de: linguado-de-praia, linguado, linguado-aramaçá, solha, rodovalho

Ilustração científica de Linguado-de-praia
tamanho comum
35–60 cm
máximo
100 cm
peso comum
0,6–3 kg
recorde/máx.
12,0 kg
profundidade
0,5–40 m
água ideal
18–26 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o linguado-de-praia

visão geral

quem é o linguado-de-praia

O linguado-de-praia é um peixe-chato da família Paralichthyidae, só encontrado no Brasil, que vive em águas costeiras rasas, baías e estuários, sobre areia e lama. Como todo linguado, nasce com um olho de cada lado e, ainda jovem, um olho migra para o lado esquerdo, e o peixe passa a deitar sobre o lado cego. Fica enterrado ou camuflado no fundo e dá o bote em peixes e camarões que passam por cima. Os adultos são solitários, e a reprodução ocorre no verão, em pequenos grupos. Tem alto valor comercial e é muito procurado na pesca de praia, de barco e subaquática. A IN MMA 53/2005 fixa 35 cm como tamanho mínimo do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul.

curiosidades

  • Nasce com um olho de cada lado; um deles migra para o lado esquerdo quando o peixe é jovem.
  • Muda a cor do lado de cima para combinar com o fundo.
como reconhecer

identificação

Corpo oval e achatado, com os dois olhos no lado esquerdo, que é pigmentado: pardo com manchas claras e escuras que mudam conforme o fundo. Lado cego branco. Boca grande, com dentes fortes; peitorais pequenas; cauda com a borda em duplo truncado. Separá-lo do linguado comum de estuário (Paralichthys orbignyanus) exige olhar o padrão de manchas e as contagens de raios.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Só no Brasil, da Bahia ao Rio Grande do Sul; mais comum no Sudeste e no Sul.

Habitat: Fundos de areia e lama de praias, enseadas, baías e estuários, perto de pedras, lajes e bocas de canal; até uns 40 m.

litoral

Costa NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiro

estados

Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: nov–mar
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Os maiores encostam nas praias e baías nos meses quentes, quando se reproduzem.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Dia, com picos no amanhecer e entardecer. Caça de emboscada de dia em água clara, com picos no amanhecer e no entardecer.

clima, água e comportamento

o que mexe com o linguado-de-praia
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Água fria (ressurgência) deixa o linguado parado.

pressão atmosférica

Frente fria derruba a atividade por um ou dois dias.

lua

Efeito pequeno.

chuva

Água turva atrapalha a caça visual.

nível da água

Nas baías e estuários, fica nas bocas de canal e na beira dos baixios.

barulho

Pouco sensível; enterrado, só reage à isca que passa perto.

vento

Mar mexido suja a água e piora a pesca de praia.

maré

Maré correndo traz comida para quem está enterrado nas quinas.

profundidade

De 1 a 15 m nas praias e baías.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
barco: 6'6" a 7'0", 12 a 25 lb; praia: 3,6 a 4,2 m
molinete / carretilha
molinete 3000 a 5000
linha
multifilamento 15 a 25 lb
líder
fluorocarbono 30 a 40 lb (dentes fortes)
anzol
circle 2/0 a 4/0 na isca viva; jig head 3/0 a 5/0

iscas artificiais

  • shads de 10 a 15 cm em jig head de 10 a 30 g
  • jigs leves de 20 a 60 g

iscas naturais

  • peixe vivo pequeno (parati, sardinha, carapicu)
  • camarão vivo
  • lula

acessórios

  • passaguá grande
  • alicate

dica de quem pesca

Arraste o shad devagar, batendo no fundo. Quando o linguado pegar, espere ele firmar antes de fisgar.

o que a lei diz

regras para o linguado-de-praia

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026). Tamanho mínimo de 35 cm do ES ao RS (IN MMA 53/2005).

Tamanho mínimo de 35 cm (ES ao RS)

35 cm (CT)ESRJSPPRSCRSCosta SudesteCosta Sul

No litoral do ES ao RS é proibido pescar, manter a bordo e desembarcar linguado (Paralichthys brasiliensis) com menos de 35 cm de comprimento total. A tolerância de 20% da captura (em peso) prevista na norma serve à fiscalização de desembarques; o amador deve soltar os pequenos. A regra não se aplica à pesca de arrasto.

Fonte: IN MMA nº 53/2005, Anexo II (linguado, Paralichthys patagonicus / P. brasiliensis)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Segure por baixo, com as duas mãos, apoiando o corpo; não pendure pela boca. Solte deitado na água.

na cozinha

Carne branca, fina e muito valorizada; ótima em filé, ao forno e grelhada.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00661, b = 3.15; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Paralichthys brasiliensis (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Paralichthys brasiliensis (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2026. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Paralichthys brasiliensis (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 19/11/2019)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. oficial Instrução Normativa MMA nº 53, de 22 de novembro de 2005 — tamanho mínimo de captura de espécies marinhas e estuarinas do litoral Sudeste e SulReprodução do texto publicado no DOU de 24/11/2005, conferida em 13/10/2026. Anexo II; o § 2º do art. 2º (dispensa em competições) foi revogado pela IN MMA nº 3/2006.
  6. científica Figueiredo, J. L.; Menezes, N. A. (2000). Manual de peixes marinhos do sudeste do Brasil. VI. Teleostei (5). São Paulo: Museu de Zoologia da USP. 116 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
  7. científica Carvalho-Filho, A. (1992). Peixes: costa brasileira. São Paulo: Marca D'Água. 304 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
  8. científica Szpilman, M. (2000). Peixes marinhos do Brasil: guia prático de identificação. Rio de Janeiro: Instituto Ecológico Aqualung. 288 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
não confunda

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