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previsão de pesca

marlim-azul

Makaira nigricans · Istiophoridae · predador

Marlista nacional: VU · vulnerável

O maior troféu da pesca oceânica brasileira. Ataca iscas de corrico em mar aberto e briga por horas. Espécie ameaçada: só pesque e solte.

Também chamado de: agulhão-negro, marlim-azul, blue marlin

Ilustração científica de Marlim-azul
tamanho comum
200–330 cm
máximo
500 cm
peso comum
70–250 kg
recorde/máx.
636,0 kg
profundidade
0–200 m
água ideal
25–29 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o marlim-azul

visão geral

quem é o marlim-azul

O marlim-azul é o peixe de bico mais pesado da costa brasileira. Os machos raramente passam de 150 kg; as fêmeas podem superar 500 kg. Vive na camada quente sobre o talude e a quebra da plataforma, seguindo correntes, frentes térmicas e cardumes de bonitos, dourados e lulas. Usa o bico para atordoar a presa. No Brasil a pesca é esportiva e sempre com soltura: a espécie está na lista nacional de ameaçadas e a venda é proibida. A temporada de Vitória-ES, de outubro a março, atrai barcos do país inteiro. Exige barco preparado para navegar de 30 a 60 milhas, tripulação treinada e equipamento pesado. Um dia bom rende uma ou duas ações; paciência faz parte do jogo.

curiosidades

  • As fêmeas são muito maiores que os machos; peixes acima de 150 kg são quase sempre fêmeas.
  • As listras azuis acendem quando o peixe está caçando ou excitado atrás dos teasers.
  • Na pesca comercial brasileira é chamado de agulhão-negro.
como reconhecer

identificação

Bico longo e grosso. A primeira dorsal é pontuda na frente e mais baixa que a altura do corpo. Peitorais longas, que dobram rente ao corpo. Dorso azul-cobalto escuro, ventre prateado e listras verticais azul-claras que somem após a morte. O marlim-branco é bem menor, tem dorsal e anal de ponta arredondada e dorsal com pintas pretas. O agulhão-vela tem dorsal em forma de vela, mais alta que o corpo, e pélvicas muito longas.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Águas oceânicas quentes de toda a ZEE brasileira, sobre o talude e a quebra da plataforma. Destinos clássicos: Vitória-ES, a capital nacional do marlim-azul, com pesqueiros na quebra da plataforma a 30-60 milhas da costa; banco Royal Charlotte, no sul da Bahia (saídas de Canavieiras e Belmonte); Cabo Frio e Arraial do Cabo-RJ; Natal-RN; Fernando de Noronha-PE. Em Noronha a pesca é proibida dentro do Parque Nacional Marinho; fora dele, só com operador local e dentro das regras do ICMBio.

Habitat: Camada superficial de água azul e quente (0 a 200 m) sobre fundos de 200 a 3.000 m. Concentra-se em quebras de plataforma, cânions, montes submarinos, bordas de corrente e linhas de sargaço com isca.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Suloceanico

estados

Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: nov–jan
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Em Vitória e no Royal Charlotte a temporada vai de outubro a março, com pico de novembro a janeiro, quando a Corrente do Brasil traz água azul acima de 25 °C para perto da quebra da plataforma. No Nordeste aparece o ano todo em mar aberto, com menos previsibilidade.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Diurno. Ataca ao longo de todo o dia. Muitos capitães relatam picos no meio da manhã e no meio da tarde, e nas viradas de maré ou de corrente. A pesca esportiva noturna não é praticada.

clima, água e comportamento

o que mexe com o marlim-azul
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Água abaixo de 24 °C derruba a pesca. Procure a borda quente da Corrente do Brasil; quebras térmicas de 1 a 2 °C concentram isca e peixe.

pressão atmosférica

Pouco efeito direto. A frente fria vira o mar e esfria a superfície; depois dela a pesca costuma parar por 2 a 4 dias.

lua

No cais se diz que, na lua cheia, o peixe come à noite e fica preguiçoso de dia. O efeito existe, mas pesa menos que água e isca.

chuva

Chuva fraca não atrapalha. Temporal com raio em mar aberto: volte.

nível da água

Não se aplica no mar. O equivalente é a cor e a limpeza da água: procure água azul e limpa e linhas de corrente.

barulho

Motor e esteira atraem: o marlim sobe atrás do barco por curiosidade. Teasers barulhentos ajudam.

vento

Marola moderada ajuda as iscas a trabalhar. Vento acima de 20 nós torna a saída perigosa e inviável para barcos menores.

maré

Em mar aberto a maré pesa pouco; corrente e virada de corrente importam mais.

profundidade

Caça da superfície até uns 200 m. Pesque sobre 200 a 2.000 m de fundo, de preferência em quebras e cânions.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
stand-up ou de cadeira, 50 a 80 lb (130 lb para peixes acima de 300 kg), com passadores de roldana
molinete / carretilha
carretilha de corrico 50 a 80 lb, duas velocidades, fricção de alavanca
linha
monofilamento 50 a 80 lb, 600 a 1.000 m; ou backing de multifilamento 100 lb com topshot de mono
líder
monofilamento 300 a 400 lb, 4,5 a 7 m, crimpado, com wind-on
anzol
simples 10/0 a 12/0 de aço inox nas iscas artificiais; circle hook 12/0 a 16/0 na isca natural

iscas artificiais

  • cabeças de resina com saia de 10 a 14 polegadas
  • plugs de corrico de grande porte
  • teasers de lulas de silicone em cadeia
  • teasers do tipo bird e dredge

iscas naturais

  • bonito vivo puxado lento
  • agulhinha ou lula inteira montada para corrico

acessórios

  • cinto e colete stand-up (harness)
  • luvas de couro para segurar o líder
  • alicate de corte e desanzolador longo
  • tags de marcação científica

dica de quem pesca

Monte um spread de 4 a 6 iscas a 7-9 nós, com teasers perto da popa. Quando o peixe subir no teaser, puxe o teaser e ponha a isca na frente dele. Com circle hook não dê fisgada: deixe a linha esticar e a fricção trabalhar.

o que a lei diz

regras para o marlim-azul

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Era EN na Portaria MMA 148/2022. A ICCAT mantém plano de recuperação do estoque do Atlântico, considerado sobrepescado (Rec. 19-05).

Marlim vivo volta para o mar; venda proibida

confirme no órgão

Marlins azuis e brancos que chegarem vivos ao barco devem ser devolvidos ao mar. Venda no mercado interno e exportação proibidas; exemplares desembarcados devem ser doados a instituições científicas ou beneficentes. Proibido cortar a primeira dorsal e a primeira anal a bordo. Texto confirmado em base de legislação; confirme a vigência no MPA.

Fonte: Instrução Normativa SEAP/PR nº 12, de 14/07/2005 (Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca)

ICCAT: regras para a pesca recreativa de marlins

251 cm LJFL (da ponta da mandíbula inferior à forquilha da cauda)

A ICCAT, da qual o Brasil faz parte, obriga os países a garantir soltura com o menor dano possível, tamanho mínimo de retenção de 251 cm LJFL (da ponta da mandíbula inferior à forquilha da cauda) para o marlim-azul e proibição de vender marlins da pesca recreativa. A norma nacional é mais restritiva: marlim vivo deve ser solto.

Fonte: Recomendação ICCAT 19-05, parágrafo 11 (Comissão Internacional para a Conservação do Atum do Atlântico)

Marlim-azul: espécie ameaçada, solte sempre

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sul

Makaira nigricans é VU na lista de 2026 (EN em 2022). Captura e retenção proibidas; só pesque-e-solte. O marlim-branco (Kajikia albida), VU em 2022, não aparece na lista de 2026, e o agulhão-vela não está listado. Mesmo assim, a soltura dos agulhões é a boa prática da pesca esportiva oceânica.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 3º) e nº 1.667/2026

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Não embarque o peixe: além de proibido, tirar da água mata. Use circle hook e briga curta, com fricção firme. Solte ao lado do barco, com o peixe na água; se não der para tirar o anzol, corte o líder bem perto da boca. Reanime com o barco engatado a 2-3 nós e água entrando pela boca, até ele recuperar a cor e nadar sozinho.

na cozinha

Não se aplica: retenção e venda são proibidas. Pesque e solte.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00427, b = 3.12; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Makaira nigricans (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie consta da lista como VU (conferido no texto publicado no DOU de 28/04/2026, seção 1, p. 96).
  3. oficial Portaria MMA nº 148, de 7 de junho de 2022 — atualização da Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de ExtinçãoLista nacional anterior, citada no histórico de conservação desta espécie.
  4. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Makaira nigricans (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
  5. científica IUCN Red List — Makaira nigricans (avaliação global: Vulnerável, VU, 10/05/2021)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  6. científica Nakamura, I. (1985). FAO species catalogue. Vol. 5. Billfishes of the world. FAO Fisheries Synopsis 125(5). Roma: FAO.
  7. técnica ICCAT Manual, cap. 2.1.6 — Blue marlin (Makaira nigricans). International Commission for the Conservation of Atlantic Tunas.Biologia e pesca da espécie no Atlântico.
  8. científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Capítulo Istiophoridae (Nakamura, I.).
não confunda

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