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previsão de pesca

matrinchã-do-são-francisco

Brycon orthotaenia · Bryconidae · onívoro

Água doce

O matrinchã exclusivo do rio São Francisco. Saltador e rápido, pega em fruta, massa, colherzinha e fly nas corredeiras de Minas e da Bahia.

Também chamado de: matrinchã, matrinxã, matrinchão, piracanjuba

Ilustração científica de Matrinchã-do-São-Francisco
tamanho comum
28–38 cm
máximo
41 cm
peso comum
0,5–1,2 kg
recorde/máx.
1,6 kg
profundidade
0,5–5 m
água ideal
23–29 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o matrinchã-do-são-francisco

visão geral

quem é o matrinchã-do-são-francisco

Espécie endêmica da bacia do São Francisco e importante na pesca comercial do rio. Como os outros Brycon, é onívoro: come frutos e sementes que caem na água, insetos e peixes pequenos. Vive em trechos de correnteza, remansos e corredeiras e faz migração reprodutiva. No médio São Francisco, na região de Pirapora (MG), a desova acontece de outubro a janeiro; os machos amadurecem a partir de cerca de 32 cm e as fêmeas a partir de cerca de 40 cm de comprimento total. A FishBase registra até 41 cm de comprimento padrão (sem a cauda) e 1,6 kg. É um dos peixes esportivos mais brigadores do rio, com saltos e arrancadas.

curiosidades

  • Em parte do São Francisco também é chamado de piracanjuba, nome que no Sul pertence a outra espécie (Brycon orbignyanus, ameaçada).
  • A revisão do gênero Brycon de 2017 reconhece 21 espécies a leste dos Andes.
como reconhecer

identificação

Corpo fusiforme e alto, prateado, com dorso escuro. Boca terminal com várias fileiras de dentes. Nadadeira adiposa e cauda bifurcada. É o único Brycon grande do São Francisco; o dourado tem cor dourada, cabeça maior e dentes cônicos, e a pirapitinga-do-sul não ocorre no rio.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Endêmico da bacia do São Francisco: calha principal e afluentes de Minas Gerais e da Bahia, como o trecho entre Três Marias e Pirapora.

Habitat: Corredeiras, remansos de pedra, beiras com vegetação e mata ciliar que deixa cair frutos.

nativa nas bacias

São Francisco

estados

Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Sergipe

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: abr–mai e ago–out
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Melhor de março a outubro, com água baixando e clareando. A desova vai de outubro a janeiro, coincidindo com o defeso da piracema.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Dia, com picos no amanhecer e entardecer. Ativo de dia, com picos no início da manhã e no fim da tarde.

clima, água e comportamento

o que mexe com o matrinchã-do-são-francisco
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Frio forte reduz a atividade.

pressão atmosférica

Pressão estável favorece.

lua

Pouco efeito.

chuva

Água barrenta depois de chuva forte atrapalha a pesca de artificial.

nível da água

Rio baixando e clareando é o melhor cenário.

barulho

Arisco em água clara: aproxime-se em silêncio.

vento

Pouco efeito.

profundidade

Raso a meia-água, de 0,5 a 3 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
6' a 6'6", ação média-rápida, 8 a 17 lb
molinete / carretilha
molinete 2000 a 3000
linha
multifilamento 15 a 20 lb ou monofilamento 0,25 a 0,30 mm
líder
fluorocarbono 20 a 30 lb
anzol
nº 1 a 2/0, forte

iscas artificiais

  • colherzinha
  • spinner
  • plug de meia-água pequeno
  • streamer

iscas naturais

  • frutas da mata ciliar
  • massa
  • milho
  • lambari

acessórios

  • boia de corrente
  • alicate

dica de quem pesca

Isca natural ou fly descendo a correnteza junto à vegetação. A batida é rápida: fricção macia, que ele salta muito.

o que a lei diz

regras para o matrinchã-do-são-francisco

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026).

piracemas das bacias onde a espécie vive

Defeso em Goiás (regra estadual)

01/11 a 28/02GO

Permitido: Pesca esportiva e conduzida só em reservatórios, em pesque-e-solte com anzol sem fisga (sem reter, transportar ou consumir). Subsistência: até 5 kg por dia, só para consumo doméstico.

Fonte: IN Semad-GO nº 17/2026, arts. 8º a 11

Piracema da bacia do rio São Francisco (rios e reservatórios)

01/11 a 28/02MGBAPEALSEGODF

Permitido: Pesca amadora embarcada ou desembarcada com linha de mão, vara, molinete ou carretilha, até 5 kg + 1 exemplar. Proibido pescar até 1.000 m de barragens, cachoeiras e corredeiras e até 500 m de confluências. Lagoas marginais têm defeso maior (veja o item seguinte).

Fonte: Portaria IBAMA nº 50/2007

São Francisco: lagoas marginais

01/11 a 30/04MGBAPEALSEGODF

Permitido: Nenhuma pesca nas lagoas marginais durante o período.

Fonte: Portaria IBAMA nº 50/2007

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Brigador e frágil: canse pouco, tire o anzol na água e solte de frente para a correnteza.

na cozinha

Carne saborosa e gorda, com espinhas em Y; assado na brasa ou frito com cortes finos.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01413, b = 3.09; FishBase). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Brycon orthotaenia (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Brycon orthotaenia (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2023. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Brycon orthotaenia (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 07/11/2018)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Gonçalves, T. L.; Bazzoli, N.; Brito, M. F. G. (2006). Gametogenesis and reproduction of the matrinxã Brycon orthotaenia (Günther, 1864) (Pisces: Characidae) in the São Francisco river, Minas Gerais, Brazil. Brazilian Journal of Biology 66(2a): 513–522.Época de desova e tamanho de primeira maturação na região de Pirapora. DOI e resumo conferidos no Crossref.
  6. científica Lima, F. C. T. (2017). A revision of the cis-andean species of the genus Brycon Müller & Troschel (Characiformes: Characidae). Zootaxa 4222(1).DOI conferido no Crossref.
  7. científica Pessali, T. C. et al. (2022). Length-weight relationships of 78 fish species from São Francisco River basin, Brazil. Journal of Applied Ichthyology.Relação peso-comprimento e tamanho máximo usados na FishBase para a espécie.
não confunda

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