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previsão de pesca

mero

Epinephelus itajara · Epinephelidae · predador

MarEstuáriolista nacional: CR · criticamente em perigo

A maior garoupa do Atlântico, passando de 2 m. Criticamente em Perigo: pesca proibida desde 2002.

Também chamado de: mero, canapu (jovem, Nordeste), mero-gigante

Ilustração científica de Mero
tamanho comum
100–200 cm
máximo
250 cm
peso comum
30–200 kg
recorde/máx.
455,0 kg
profundidade
1–100 m
água ideal
24–29 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o mero

visão geral

quem é o mero

O mero é o maior peixe de recife do Atlântico: passa de 2 m e 300 kg. Vive em naufrágios, pilares, costões e parcéis, e os jovens crescem em manguezais e estuários, do Amapá a Santa Catarina. Lento, curioso e muito fiel ao território, é presa fácil de espinhel, rede e arpão, o que levou a população ao colapso. Foi o primeiro peixe marinho do Brasil com moratória de pesca, em 2002, e hoje é Criticamente em Perigo: pescar, transportar, guardar ou vender é infração e crime ambiental. Agrega-se para desovar no verão em naufrágios e pedras. Vale mais vivo: o mergulho com meros movimenta o turismo em vários pontos da costa.

curiosidades

  • Pode passar de 400 kg e viver quase 40 anos.
  • Produz um som grave, como um trovão, quando se sente ameaçado.
  • Foi a primeira espécie marinha a ter moratória de pesca no Brasil.
como reconhecer

identificação

Garoupa gigante: corpo alongado e muito grosso, cabeça larga e achatada, olhos minúsculos e boca enorme. Marrom-amarelado a oliva com pequenas pintas pretas na cabeça e nadadeiras e manchas escuras inclinadas no corpo, mais nítidas nos jovens. Nadadeiras arredondadas; espinhos dorsais mais baixos que a parte mole. Diferença para a garoupa e o badejo: tamanho muito maior, cabeça mais larga e pintas pretas pequenas.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Do Amapá a Santa Catarina. Jovens em manguezais e estuários (destaque para o litoral do Pará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Babitonga, SC); adultos em naufrágios, parcéis e pilares.

Habitat: Naufrágios, pilares de píeres e plataformas, costões e parcéis; jovens em manguezais e estuários.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiroplataforma

estados

Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: nov–fev
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Agregações de reprodução no verão, em naufrágios e pedras. Informação biológica: a captura é proibida o ano todo.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Amanhecer e entardecer. Mais ativo no amanhecer, no entardecer e à noite; de dia fica parado na estrutura.

clima, água e comportamento

o que mexe com o mero
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Muito sensível ao frio: ondas de frio já mataram meros em águas rasas.

pressão atmosférica

Pouco relevante.

lua

As agregações reprodutivas parecem ligadas à lua.

chuva

Pouco relevante.

nível da água

Jovens no estuário toleram água de baixa salinidade.

barulho

Curioso, aproxima-se de mergulhadores; isso o torna vulnerável.

vento

Pouco relevante.

maré

Jovens no mangue acompanham a enchente para dentro das gamboas e voltam aos poços na vazante. Adultos em naufrágios ficam no abrigo da corrente.

profundidade

Jovens de 1 a 5 m; adultos de 5 a 50 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
Captura proibida.
molinete / carretilha
—
linha
—
líder
—
anzol
—

acessórios

  • alicate de corte para soltar com rapidez

dica de quem pesca

Se um mero pegar por acidente, não tire da água: retire o anzol com alicate se estiver acessível ou corte a linha rente à boca. Registre e avise o órgão ambiental se ele estiver ferido.

o que a lei diz

regras para o mero

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Captura proibida em todo o Brasil.

Histórico da moratória específica

moratória desde 2002confirme no órgão

A captura do mero foi proibida em 2002 (Portaria Ibama 121/2002), com prorrogações sucessivas (2007 e 2012) e a última pela Portaria Interministerial MPA/MMA nº 13/2015, válida até 2023. Não foi localizada nova prorrogação específica: desde então a proteção é garantida pela lista nacional de espécies ameaçadas.

Fonte: Portaria Interministerial MPA/MMA nº 13/2015; Portaria Ibama nº 121/2002

Mero: captura proibida

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sul

Epinephelus itajara é Criticamente em Perigo (CR). Proibidos captura, transporte, armazenamento e comércio, sem prazo de fim. A proteção começou com moratórias desde 2002 (Portaria IBAMA 121/2002, renovada depois). Hoje decorre da lista nacional de ameaçadas. Captura incidental: solte vivo, com cuidado (o mero sofre com a descompressão).

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 3º) e nº 1.667/2026 (CR); antes, Portaria MMA 445/2014 e 148/2022

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Não é pesque-e-solte: é soltura de captura acidental. Mantenha o peixe na água, sem boga e sem foto fora d'água.

na cozinha

Captura e comércio proibidos. Não compre.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.0233493, b = 3.04; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total); coeficiente a ajustado ao porte máximo registrado). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Epinephelus itajara (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie consta da lista como CR (conferido no texto publicado no DOU de 28/04/2026, seção 1, p. 96).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Epinephelus itajara (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2024. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Epinephelus itajara (avaliação global: Vulnerável, VU, 20/11/2016)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Heemstra, P. C.; Randall, J. E. (1993). FAO species catalogue. Vol. 16. Groupers of the world (family Serranidae, subfamily Epinephelinae). FAO Fisheries Synopsis 125(16). Roma: FAO.
  6. científica Bueno, L. S.; Bertoncini, A. A.; Koenig, C. C.; Coleman, F. C.; Freitas, M. O.; Leite, J. R.; et al. (2016). Evidence for spawning aggregations of the endangered Atlantic goliath grouper Epinephelus itajara in southern Brazil. Journal of Fish Biology 89: 876–889.
  7. científica Menezes, N. A.; Buckup, P. A.; Figueiredo, J. L.; Moura, R. L. (orgs.) (2003). Catálogo das espécies de peixes marinhos do Brasil. São Paulo: Museu de Zoologia da USP. 160 p.Lista das espécies marinhas registradas no Brasil. Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita o catálogo para a espécie.
não confunda

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