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previsão de pesca

pacu-branco

Myloplus rubripinnis · Serrasalmidae · onívoro

Água doce

Pacu prateado de nadadeira anal vermelha com borda preta, de águas calmas com vegetação sobre a margem. Come folhas de plantas do rio, anda em cardume e morde com força.

Também chamado de: pacu-branco, pacu-tinga, pacu

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
20–32 cm
máximo
42 cm
peso comum
0,2–0,7 kg
recorde/máx.
2,5 kg
profundidade
0,5–6 m
água ideal
24–28 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o pacu-branco

visão geral

quem é o pacu-branco

Pacu de porte médio, em forma de disco, que vive em cardumes nas partes calmas dos rios grandes, onde a vegetação pende sobre a margem. Segundo a FishBase, é gregário e pouco agressivo, mas tem dentição potente, capaz de mordidas sérias; os adultos comem folhas de plantas do rio. A anal vermelha e em forma de gancho (daí redhook, em inglês) tem função na desova: a fêmea a usa para cavar um sulco no cascalho, enquanto o macho enrola a anal bilobada em volta dela. Chega a 41,5 cm e 2,5 kg e tem pesca comercial menor. A taxonomia é complexa: Myloplus rubripinnis e M. asterias são muito parecidos, e pesquisas recentes restringem M. rubripinnis ao Escudo das Guianas, tratando o pacu da Amazônia brasileira com esse nome como possível espécie ainda não descrita.

curiosidades

  • A anal vermelha da fêmea funciona como arado: ela cava um sulco no cascalho enquanto solta os ovos, e o macho enrola a anal bilobada em volta do gancho (FishBase).
  • A espécie foi descrita da Guiana, e as populações da Amazônia podem ser outra espécie (Ota et al., 2020).
como reconhecer

identificação

Pacu alto, em forma de disco, prateado, com a nadadeira anal vermelha de borda preta, que no adulto tem forma de gancho. Cabeça pequena, quilha serrilhada na barriga e dentes fortes de macerar. Não tem a barra preta vertical do pacu-cadete (Myloplus schomburgkii), nem a mancha preta na tampa das guelras do pacu-peva (Mylossoma duriventre). Entre M. rubripinnis e M. asterias a separação usa raios da dorsal e a forma da fontanela, e não é feita no campo.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Bacias do Amazonas e do Orinoco e rios do Escudo das Guianas. No Brasil, o M. rubripinnis em sentido estrito ocorre nos rios do Escudo das Guianas (Araguari, Jari, Oiapoque); populações da Amazônia brasileira, como as do Tapajós, antes chamadas assim, são tratadas hoje como possível espécie ainda não descrita (Ota et al., 2020).

Habitat: Partes calmas dos rios grandes, onde a vegetação pende sobre a margem; também afluentes com vegetação densa (estimativa pelo hábito de pacu de folhas).

nativa nas bacias

Amazônica

estados

Amapá, Pará, Amazonas

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: jul–nov
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Estimativa: a vazante e a seca concentram os cardumes em remansos com vegetação. Na cheia o peixe se espalha pela mata alagada.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Diurno. Sem estudos de horário. Como os pacus em geral, come de dia (estimativa).

clima, água e comportamento

o que mexe com o pacu-branco
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Friagens derrubam a atividade por alguns dias.

pressão atmosférica

Pressão estável favorece.

lua

Pouco efeito conhecido.

chuva

Chuva fina não atrapalha.

nível da água

Rio baixando concentra o cardume sob a vegetação.

barulho

A Seriously Fish o descreve como um pouco nervoso: chegue em silêncio.

vento

Pouco efeito.

profundidade

Meia-água e perto da margem, de 0,5 a 4 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
caniço de 3 a 4 m ou vara de 5'6" a 6', 8 a 15 lb
molinete / carretilha
molinete 1000 a 2500
linha
monofilamento 0,25 a 0,30 mm
líder
fluorocarbono 30 lb, 30 cm: os dentes cortam linha fina
anzol
nº 2 a 1/0, forte, de haste curta

iscas naturais

  • frutos e folhas da margem
  • milho cozido
  • massa de farinha

acessórios

  • boia pequena
  • alicate de bico longo

dica de quem pesca

Isca vegetal na boia, rente à vegetação que pende sobre a água (estimativa pelo hábito de comer folhas). Fisgue rápido e use líder: a mordida dói.

o que a lei diz

regras para o pacu-branco

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional brasileira (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026).

PA e AP: a portaria cita 'pacu (Myleus spp.)' no defeso

pesca proibida de 15/11 a 15/03 para 'pacu (Myleus spp.)'; aplicação ao gênero Myloplus não confirmada15/11 a 15/03PAAPAmazônicaconfirme no órgão

A portaria proíbe no PA e no AP, de 15 de novembro a 15 de março, a pesca de 'pacu (Myleus spp. e Mylossoma spp.)'. Os Myloplus não são citados e já foram classificados em Myleus; a aplicação a eles depende da interpretação do órgão. Pelo art. 2º, II, o amador de linha de mão ou vara fica fora da proibição, salvo norma estadual mais restritiva. Na dúvida, consulte o órgão estadual.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007, Anexos I e II

piracemas das bacias onde a espécie vive

Piracema em Mato Grosso (todas as bacias)

01/10 a 31/01MT

Permitido: Todas as modalidades de pesca ficam proibidas nos rios, inclusive o pesque-e-solte (Lei 9.096/2009, art. 19-A). Exceções: subsistência desembarcada (3 kg ou 1 exemplar, sem transporte nem venda) e pesca científica. A Lei 13.159/2025 passou a admitir pesca desportiva licenciada em reservatórios de UHE/PCH, lagos naturais e rios de divisa, condicionada a estudo científico e a licença do órgão ambiental. Não confirmamos se essas licenças já são emitidas.

Fonte: IN Interministerial MAPA/MMA nº 10/2017; Resolução Cepesca-MT nº 1/2026; Lei estadual MT nº 9.096/2009, arts. 19-A e 27 (Leis 12.434/2024 e 13.159/2025)

Defeso nos rios da Ilha de Marajó (PA)

01/01 a 30/04PA

Permitido: Mesmas exceções do amador previstas na Portaria 48/2007 (linha de mão ou vara, 5 kg + 1 exemplar), salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Defeso da bacia Amazônica no Amapá

15/11 a 15/03AP

Permitido: Amador com linha de mão ou vara, linha e anzol fica fora das proibições do Anexo II, com cota de 5 kg + 1 exemplar, salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Rios de divisa MT/RO e MT/PA

05/11 a 28/02MTROPA

Permitido: Veja as exceções da Portaria 48/2007 e as regras estaduais de cada margem.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Segure por baixo, com pano úmido, longe da boca: os dentes esmagam e cortam. Tire o anzol com alicate de bico longo e devolva na água.

na cozinha

A FishBase o dá como peixe de pesca comercial menor. Carne de pacu, boa assada ou frita; não localizamos notas de mercado específicas da espécie.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.02344, b = 2.97; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase: Myloplus rubripinnis (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026. O peso máximo de 2,5 kg é o publicado na FishBase; os tamanhos e pesos comuns da ficha são estimativas editoriais, calculadas com a relação peso-comprimento.
  2. científica FishBase: nomes populares de Myloplus rubripinnisNomes por país e língua.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie não consta da lista. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. científica IUCN Red List: Myloplus rubripinnis (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 21/12/2020)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Ota, R. P.; Machado, V. N.; Andrade, M. C.; Collins, R. A.; Farias, I. P.; Hrbek, T. (2020). Integrative taxonomy reveals a new species of pacu (Characiformes: Serrasalmidae: Myloplus) from the Brazilian Amazon. Neotropical Ichthyology 18(1): e190112.Dificuldade de separar M. asterias e M. rubripinnis; M. rubripinnis restrito ao Escudo das Guianas e pacus da Amazônia brasileira tratados como M. aff. rubripinnis. Texto conferido em 13/10/2026.
  6. técnica Seriously Fish: Myloplus rubripinnisAnal vermelha com borda preta, hábito herbívoro e de cardume, ambiente de rios lentos com vegetação densa. Página conferida em 13/10/2026.
  7. oficial Portaria IBAMA nº 48/2007: defeso na bacia do rio AmazonasAnexo II: pacu (Myleus spp. e Mylossoma spp.) no Pará e no Amapá durante o defeso. Os Myloplus não são nomeados. Página conferida em 13/10/2026.
não confunda

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