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previsão de pesca

pacu-peva

Mylossoma duriventre · Serrasalmidae · onívoro

Água doce

Pacu pequeno, prateado e achatado, com mancha preta na tampa das guelras, da bacia do Prata. Come frutos e sementes, belisca anzol pequeno e tem medida mínima de 20 cm no Pantanal.

Também chamado de: pacu-peva, pacupeba, pacu-peba, pacu-comum

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
15–22 cm
máximo
25 cm
peso comum
0,1–0,3 kg
recorde/máx.
1,0 kg
profundidade
0,5–5 m
água ideal
24–29 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o pacu-peva

visão geral

quem é o pacu-peva

Pacu pequeno em forma de disco, de até cerca de 25 cm e 1 kg, hoje restrito à bacia do Prata (rios Paraguai, baixo Paraná e baixo Uruguai) depois que a revisão de Mateussi et al. (2018) separou as formas da Amazônia (M. albiscopum e M. aureum) e do Tocantins-Araguaia (M. unimaculatum). A FishBase o descreve como herbívoro, muito dependente das várzeas e de grande importância na pesca comercial e esportiva, e o dá como potamódromo, isto é, migrador dentro dos rios. Os jovens comem insetos e os adultos, frutos e sementes. No Pantanal e em MS é o pacu-peva, com medida mínima de 20 cm, e Goiás o trata como alóctone no Paranaíba. Pacu-manteiga é o nome que a FishBase lhe dá, mas na Amazônia o nome pertence a outra espécie (M. albiscopum).

curiosidades

  • Até 2018 o nome M. duriventre cobria o pacu-manteiga da Amazônia e do Tocantins-Araguaia; a revisão de Mateussi e colegas deixou o nome só para a bacia do Prata.
  • Mesmo pequeno, é peixe de pesca comercial e esportiva no Pantanal, segundo a FishBase.
  • Pacupeba, pacu-peba e pacu-peva são variações do mesmo nome popular.
como reconhecer

identificação

Corpo em disco, muito comprimido, prateado, com uma mancha preta bem visível na tampa das guelras e quilha serrilhada de espinhos na barriga, a última chegando à origem da anal. A anal tem 26 a 32 raios ramificados, e a linha lateral, 74 a 98 escamas. O pacu-manteiga da Amazônia (Mylossoma albiscopum) tem a anal com mais raios (31 a 38), e o M. aureum, da Amazônia, quase não tem a mancha no opérculo. Mais baixo e menor que o pacu e a pirapitinga.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Planície do Paraguai (Pantanal), em MT e MS. Fora do Brasil, baixo Paraná e baixo Uruguai, na Argentina, no Paraguai e no Uruguai. Goiás o lista como alóctone, de origem desconhecida, no Paranaíba.

Habitat: Rios, baías e lagoas de planície alagável do Pantanal; entra na vegetação inundada na cheia (pela dependência das várzeas que a FishBase aponta).

nativa nas bacias

Paraguai (Pantanal)

introduzida em

Paraná

estados

Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: ago–nov
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Estimativa: a vazante e a seca (julho a outubro no Pantanal) concentram os cardumes em baías e canais; na cheia o peixe se espalha. Confira o defeso do seu estado nas regras gerais.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Diurno. Come durante o dia, com mais atividade cedo e no fim da tarde (estimativa).

clima, água e comportamento

o que mexe com o pacu-peva
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Frio derruba a atividade por alguns dias.

pressão atmosférica

Pressão estável favorece.

lua

Pouco efeito conhecido.

chuva

Chuva fina não atrapalha.

nível da água

Água baixando concentra o cardume.

barulho

Arisco: chegue em silêncio.

vento

Pouco efeito.

profundidade

Raso a meia-água, de 0,5 a 3 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
caniço de 3 a 4 m ou vara leve de 5'6" a 6', 6 a 12 lb
molinete / carretilha
molinete 1000 a 2500
linha
monofilamento 0,20 a 0,25 mm
líder
dispensável
anzol
pequeno e forte, nº 4 a 1, de haste curta

iscas naturais

  • massa de farinha
  • milho cozido
  • frutas da margem
  • minhoca

acessórios

  • boia pequena
  • ceva de milho ou fruta onde for permitida

dica de quem pesca

Isca na boia, perto da vegetação da margem. Ferre rápido: ele belisca e solta.

o que a lei diz

regras para o pacu-peva

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional brasileira (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026).

MT (Alto Paraguai): mínimo de 20 cm

20 cmMTParaguai (Pantanal)

Na bacia do Alto Paraguai, em Mato Grosso, o pacu-peva (listado como Mylossoma paraguayensis, igual a M. duriventre) só pode ser capturado com 20 cm ou mais. A pesca amadora em MT é pesque e solte, com abate de até 2 kg ou 1 exemplar para consumo no local, a até 500 m do rio (art. 19-C da Lei nº 9.096/2009).

Fonte: Lei estadual MT nº 9.096/2009, tabela de medidas mínimas da bacia do Alto Paraguai (Sema-MT, atualizada em 06/06/2025)

GO (Paranaíba): espécie alóctone, captura liberada

captura, abate e transporte sem limite de tamanho ou quantidadeGOParaná

Na bacia do Paranaíba, em Goiás, o pacu-manteiga (Mylossoma aff. duriventre) consta da lista de espécies alóctones, de origem desconhecida, e pode ser capturado, abatido e transportado sem restrição de tamanho ou quantidade. O pescado dessa captura não pode ser vendido nem industrializado, e a licença de pesca continua obrigatória.

Fonte: Instrução Normativa Semad-GO nº 17/2026, art. 5º e Anexo II (bacia do Paranaíba)

Colômbia (Orinoquia): mínimo de 24 cm de comprimento padrão

24 cm de comprimento padrãoconfirme no órgão

Na Orinoquia colombiana a palometa do gênero Mylossoma (a compilação da AUNAP traz M. duriventre) tem talla mínima de captura de 24 cm de comprimento padrão. O texto de 1981 fala em Mylossoma sp.; confira o nome científico e a vigência na AUNAP antes de pescar.

Fonte: Resolución INDERENA nº 2086, de 31/08/1981, compilada pela AUNAP em 'Normatividad tallas mínimas vigentes' (atualização de 08/08/2018)

piracemas das bacias onde a espécie vive

Piracema do Pantanal em Mato Grosso do Sul

05/11 a 28/02MS

Permitido: Pesca de subsistência de ribeirinhos e pesca científica autorizada. O Decreto 15.166/2019 (art. 11, §5º) admite pesque-e-solte só em fevereiro e só nas calhas dos rios Paraguai e Paraná. No resto do período não há nem pesque-e-solte. Confirme a portaria do Imasul de cada temporada.

Fonte: Decreto estadual MS nº 15.166/2019, art. 11; IN IBAMA nº 201/2008

Piracema em Mato Grosso (todas as bacias)

01/10 a 31/01MT

Permitido: Todas as modalidades de pesca ficam proibidas nos rios, inclusive o pesque-e-solte (Lei 9.096/2009, art. 19-A). Exceções: subsistência desembarcada (3 kg ou 1 exemplar, sem transporte nem venda) e pesca científica. A Lei 13.159/2025 passou a admitir pesca desportiva licenciada em reservatórios de UHE/PCH, lagos naturais e rios de divisa, condicionada a estudo científico e a licença do órgão ambiental. Não confirmamos se essas licenças já são emitidas.

Fonte: IN Interministerial MAPA/MMA nº 10/2017; Resolução Cepesca-MT nº 1/2026; Lei estadual MT nº 9.096/2009, arts. 19-A e 27 (Leis 12.434/2024 e 13.159/2025)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Peixe pequeno e resistente: tire o anzol na água e solte.

na cozinha

Carne gorda e saborosa de pacu pequeno; frito ou assado na brasa. Conta como o exemplar nativo da cota do amador em MS.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.02512, b = 3.03; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase: Mylossoma duriventre (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026. O peso máximo de 1 kg é o publicado na FishBase; os tamanhos e pesos comuns da ficha são estimativas editoriais, calculadas com a relação peso-comprimento.
  2. científica FishBase: nomes populares de Mylossoma duriventreNomes por país e língua.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie não consta da lista. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. científica IUCN Red List: Mylossoma duriventre (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 21/12/2020)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Mateussi, N. T. B.; Oliveira, C.; Pavanelli, C. S. (2018). Taxonomic revision of the cis-Andean species of Mylossoma Eigenmann & Kennedy, 1903 (Teleostei: Characiformes: Serrasalmidae). Zootaxa 4387(2): 275-309.Revisão que restringe M. duriventre à bacia do Prata e dá os caracteres que o separam de M. aureum, M. albiscopum e M. unimaculatum (descrição citada pela FishBase). DOI conferido no Crossref.
  6. oficial Lei estadual MT nº 9.096/2009 e Lei nº 12.434/2024: medidas mínimas e cotas (Sema-MT)Tabela da bacia do Alto Paraguai: pacu peva, Mylossoma paraguayensis (= M. duriventre), 20 cm; art. 19-C sobre a pesca amadora. Documento atualizado em 06/06/2025 e conferido em 13/10/2026.
  7. oficial Decreto estadual MS nº 15.375/2020 (altera o Decreto nº 15.166/2019, pesca em MS)Art. 9º: pacupeva (Mylossoma paraguayensis), mínimo de 20 cm; art. 4º: pesque e solte e cota de 1 exemplar de espécie nativa. Página conferida em 13/10/2026.
  8. oficial Instrução Normativa Semad-GO nº 17/2026 (normas de pesca em Goiás)Anexo II, bacia do Paranaíba: Mylossoma aff. duriventre (pacu-manteiga), alóctone, origem desconhecida; art. 5º: captura e transporte liberados. Página conferida em 13/10/2026.
  9. oficial AUNAP: Normatividad tallas mínimas vigentes (atualização de 08/08/2018)Orinoquia, Resolução INDERENA 2086/1981: palometa, Mylossoma duriventre, 24 cm LE. A tabela de 1981 reproduzida em resoluções da AUNAP de 2019 traz 'Mylossoma sp.'. Documento conferido em 13/10/2026.
  10. técnica Wikipédia (en): Mylossoma duriventreDieta dos jovens (insetos) e dos adultos (frutos e sementes). Enciclopédia aberta, com dados do conceito antigo da espécie; página conferida em 13/10/2026.
não confunda

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