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previsão de pesca

peixe-batata

Lopholatilus villarii · Latilidae · predador

Marlista nacional: VU · vulnerável

Peixe de fundo profundo do Sudeste e do Sul, com uma crista carnuda na nuca. Vulnerável: retenção só a partir de 40 cm e defeso da frota em setembro e outubro.

Também chamado de: peixe-batata, batata, batata-do-alto

Ilustração científica de Peixe-batata
tamanho comum
45–75 cm
máximo
107 cm
peso comum
1–5 kg
recorde/máx.
16,7 kg
profundidade
140–500 m
água ideal
10–16 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o peixe-batata

visão geral

quem é o peixe-batata

O peixe-batata é um latilídeo (família dos tilefishes) de águas profundas, que vive em fundos de lama e areia da plataforma externa e do talude, de 140 a 500 m, do Rio de Janeiro à Argentina. É capturado sobretudo pelo espinhel e pela linha de fundo, muitas vezes junto com o cherne-verdadeiro, e a pesca reduziu seus estoques. Está na lista nacional como Vulnerável, e a Portaria Interministerial 40/2018 permite capturar e reter só exemplares a partir de 40 cm, com defeso para a frota de 1º de setembro a 31 de outubro entre 100 e 600 m no Sudeste e no Sul. Na pesca amadora, aparece em pescarias de fundo muito profundas. Pela profundidade, quase sempre sobe com barotrauma.

curiosidades

  • A crista carnuda na nuca é marca do gênero Lopholatilus.
  • É pescado junto com o cherne-verdadeiro, e as duas espécies têm o mesmo plano de recuperação.
como reconhecer

identificação

Corpo alongado e robusto, cabeça grande e arredondada com uma crista carnuda sobre a nuca, à frente da dorsal, típica do gênero. Dorso acinzentado a pardo e ventre claro. Dorsal longa e contínua e anal longa. Difere do namorado pela crista na nuca e pelo perfil arredondado da cabeça.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul, seguindo para o Uruguai e a Argentina, na plataforma externa e no talude.

Habitat: Fundos de lama e areia da plataforma externa e do talude superior, de 140 a 500 m.

litoral

Costa SudesteCosta Sulplataformaoceanico

estados

Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no ano
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Pescado o ano todo, respeitado o defeso da frota em setembro e outubro.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Qualquer hora. Em grande profundidade, a hora do dia pesa pouco.

clima, água e comportamento

o que mexe com o peixe-batata
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Vive em água fria de fundo.

pressão atmosférica

Frente fria traz mar grosso.

lua

Sem efeito relevante.

chuva

Sem efeito em profundidade.

nível da água

Não depende de nível de água.

barulho

Pouco sensível.

vento

Vento forte impede manter a linha vertical.

maré

Corrente forte exige chumbo muito pesado.

profundidade

De 150 a 400 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
5'6" a 6'6", 50 a 80 lb
molinete / carretilha
carretilha elétrica ou de perfil alto
linha
multifilamento 50 a 80 lb
líder
monofilamento 100 lb
anzol
circle 6/0 a 9/0

iscas naturais

  • lula
  • filé de peixe

acessórios

  • chumbo de 1 kg ou mais
  • descompressor
  • régua

dica de quem pesca

Meça antes de decidir: abaixo de 40 cm, solte com descompressor.

o que a lei diz

regras para o peixe-batata

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Plano de recuperação (Portaria MMA 227/2018) com regras na PI SG-PR/MMA 40/2018, em revisão pela Portaria 1.666/2026 (art. 11). Avaliação global: VU (IUCN, 2024). A IN MMA 53/2005 já previa 40 cm do ES ao RS.

Captura e retenção só a partir de 40 cm

40 cm (CT)Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sul

Captura, retenção, transporte e comércio são permitidos só para exemplares com comprimento total igual ou maior que 40 cm. Fora dos limites da portaria, a pesca dirigida é proibida, e o peixe capturado por acaso deve ser liberado vivo ou descartado no ato, com registro.

Fonte: Portaria Interministerial SG-PR/MMA nº 40/2018, arts. 2º e 4º, alínea b

Defeso da frota de 1º/09 a 31/10 (100 a 600 m, Sudeste e Sul)

pesca entre 100 e 600 m de profundidade proibida para as modalidades listadas01/09 a 31/10Costa SudesteCosta Sul

De 1º de setembro a 31 de outubro, fica proibida a pesca entre 100 e 600 m de profundidade no litoral Sudeste e Sul para as modalidades de pesca listadas na portaria (INI MPA/MMA 10/2011). A retenção a bordo e o desembarque de peixe-batata são tolerados só até 5 de setembro.

Fonte: Portaria Interministerial SG-PR/MMA nº 40/2018, art. 6º

Plano de recuperação em revisão

regras vigentes durante a revisão

A espécie segue Vulnerável na lista de 2026. O uso depende do plano de recuperação (Portaria MMA 227/2018) e das regras da PI 40/2018. A Portaria GM/MMA 1.666/2026 mandou revisar os planos das espécies que já estavam na lista, e as regras anteriores continuam valendo durante a revisão. Confirme antes de reter.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026, art. 11; PI SG-PR/MMA nº 40/2018, art. 1º

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Vem de centenas de metros: sem descompressor, a soltura raramente dá certo. Se for soltar, devolva ao fundo com descompressor.

na cozinha

Carne branca e macia. Só pode ser retido a partir de 40 cm.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00708, b = 3.14; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Lopholatilus villarii (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026. O peso máximo da ficha foi calculado pela relação peso-comprimento para 107 cm.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie consta da lista como VU (conferido no texto publicado no DOU de 28/04/2026, seção 1, p. 96).
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.666, de 27 de abril de 2026 — regras e restrições para as espécies ameaçadas de peixes e invertebrados aquáticosArts. 3º e 11: proteção integral das espécies ameaçadas, salvo uso previsto em plano de recuperação; planos vigentes continuam valendo durante a revisão.
  4. oficial Portaria Interministerial SG-PR/MMA nº 40, de 27 de julho de 2018 — uso sustentável e recuperação do cherne-verdadeiro (Hyporthodus niveatus) e do peixe-batata (Lopholatilus villarii)Texto publicado no DOU de 30/07/2018 (seção 1, p. 4), em cópia no site do Ibama, conferido em 13/10/2026.
  5. oficial Instrução Normativa MMA nº 53, de 22 de novembro de 2005 — tamanho mínimo de captura de espécies marinhas e estuarinas do litoral Sudeste e SulReprodução do texto publicado no DOU de 24/11/2005, conferida em 13/10/2026. Anexo II; o § 2º do art. 2º (dispensa em competições) foi revogado pela IN MMA nº 3/2006.
  6. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Lopholatilus villarii (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2024. DOI conferido no Crossref.
  7. científica IUCN Red List — Lopholatilus villarii (avaliação global: Vulnerável, VU, 17/09/2024)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  8. científica Figueiredo, J. L.; Menezes, N. A. (1980). Manual de peixes marinhos do sudeste do Brasil. III. Teleostei (2). São Paulo: Museu de Zoologia da USP. 90 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
  9. científica Haimovici, M.; Velasco, G. (2000). Length-weight relationships of marine fishes from southern Brazil. Naga, ICLARM Quarterly 23(1): 19–23.Relações peso-comprimento medidas no Sul do Brasil. Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
não confunda

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