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previsão de pesca

pijirica (yellow chub)

Kyphosus incisor · Kyphosidae · onívoro

Mar

Parente da pirajica, cinza com faixas cor de latão, de costões e recifes rasos. Come algas e sargaço, é forte e desconfiada, e pede linha fina.

Também chamado de: pijirica, piranjica, salema-preta, salema-do-alto, yellow chub

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
35–55 cm
máximo
90 cm
peso comum
0,7–2,9 kg
recorde/máx.
3,9 kg
profundidade
1–15 m
água ideal
21–27 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre a pijirica (yellow chub)

visão geral

quem é a pijirica (yellow chub)

A pijirica (yellow chub) é um Kyphosus, peixe herbívoro de costões e recifes rasos do Atlântico (as 'chopas' dos países de língua espanhola): no oeste, de Cape Cod ao Brasil, e também na Argentina; no leste, em Madeira, Cabo Verde, Angola e São Tomé. Vive de 1 a 15 m, sobre pedras de recife, e também entre bancos de sargaço à deriva. Come algas, muito sargaço. O FishBase a lista como pesca comercial menor e peixe esportivo; o comprimento comum é 45 cm e o máximo, 90 cm, com peso publicado de até 3,9 kg. A espécie ainda não foi avaliada pela IUCN.

curiosidades

  • Os dentes incisivos, em forma de taco de hóquei, formam uma placa estriada para raspar algas.
  • Aparece também entre bancos de sargaço à deriva, onde come sargaço.
  • No Atlântico leste aparece em Madeira, Cabo Verde, São Tomé e Angola.
como reconhecer

identificação

Cinza com faixas longitudinais cor de latão no corpo e duas faixas horizontais cor de latão na cabeça; membrana do opérculo pouco pigmentada. Cada mandíbula tem uma fileira regular de dentes incisivos fortes, de ponta redonda e em forma de taco de hóquei, que formam uma placa estriada dentro da boca. Dorsal com 11 espinhos e 13 a 15 raios moles; anal com 3 espinhos e 12 a 13 raios. Separa-se da pirajica (Kyphosus sectatrix) pelas faixas cor de latão e pela membrana do opérculo pouco pigmentada (a da pirajica é escurecida em cima); no Brasil pode aparecer como Kyphosus vaigiensis.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Em costões, recifes rasos e ilhas, do Maranhão ao Rio Grande do Sul, segundo os registros de coleção, com mais exemplares de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Santa Catarina. Fora do Brasil, de Massachusetts à Argentina e ao Uruguai no oeste, e Madeira, Cabo Verde, São Tomé e Angola no leste do Atlântico.

Habitat: Costões e fundos rochosos de recife, de 1 a 15 m, e bancos de sargaço à deriva.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiro

estados

Maranhão, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: dez–mar
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Pesca o ano todo nos costões do Nordeste; no Sudeste e no Sul rende mais com a água quente do verão e do outono.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Diurno. Come algas de dia, com mais movimento na maré enchendo e com a água mexida no costão.

clima, água e comportamento

o que mexe com a pijirica (yellow chub)
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Água fria de frente ou de ressurgência afasta o cardume do costão raso.

pressão atmosférica

Mar grosso depois da frente impede a pesca; quando acalma, a espuma ajuda.

lua

Marés de lua grande cobrem mais pedra e algas, e o cardume sobe para comer.

chuva

Pouco efeito; temporal no costão é perigo.

nível da água

Ressaca forte torna o costão perigoso.

barulho

Muito desconfiada: sombra e barulho na pedra fazem o cardume sumir.

vento

Marola e espuma moderadas ajudam a esconder a linha.

maré

Maré enchendo cobre as algas das pedras e traz o cardume para perto.

profundidade

Quase sempre até 10 m, na zona de espuma e sobre as lajes.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
costão: 9' a 12', 10 a 25 lb, ponta sensível
molinete / carretilha
molinete 3000 a 5000 com fricção suave
linha
monofilamento 0,30 a 0,40 mm ou multifilamento 15 a 25 lb
líder
fluorocarbono 0,35 a 0,45 mm, 1 m
anzol
anzol pequeno e forte, 1 a 2/0

iscas naturais

  • alga verde do próprio costão
  • sargaço
  • camarão
  • marisco

acessórios

  • boia pequena ou chumbo bem leve
  • puçá de cabo longo

dica de quem pesca

Use a alga do próprio costão como isca, com boia pequena na espuma: a pijirica solta a isca se sentir peso.

o que a lei diz

regras para a pijirica (yellow chub)

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Espécie não avaliada pela IUCN. Não consta da lista nacional brasileira (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026). Não localizamos norma federal brasileira específica para a espécie.

México: até 10 peixes marinhos por pescador por dia, no máximo 5 da mesma espécie

10 exemplares marinhos por pescador por dia; no máximo 5 da mesma espécie

Nas águas federais do México, a pesca esportivo-recreativa de espécies marinhas tem limite de 10 exemplares por pescador por dia, com no máximo 5 de uma mesma espécie. O que passa da cota só pode ser pescado se for solto vivo. O pescado da pesca esportiva é de quem tem o permiso e não pode ser vendido; não se desembarca peixe em filés (só se pode filetar a bordo para consumo durante a viagem). Na pesca subaquática o limite é de 5 peixes por dia. A pesca embarcada exige permiso.

Fonte: Modificação da NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa em águas de jurisdição federal do México), assinada em 14/10/2013 e publicada no DOF em 25/11/2013, itens 4.9.1, 4.9.4, 4.9.5, 4.11 e 4.12 (Sagarpa/Conapesca)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Tire o anzol rápido e devolva na espuma, de cabeça para a água; evite apoiar o peixe na pedra quente.

na cozinha

Comestível, vendida fresca em pequena escala. Limpe e gele logo depois da captura.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01585, b = 3.02; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase: Kyphosus incisor (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026. O peso comum foi calculado pela relação peso-comprimento. O FishBase dá o comprimento máximo como 90 cm em comprimento-padrão e o peso máximo de 3,9 kg, valores que não combinam entre si: a ficha mantém os números do FishBase.
  2. científica FishBase: nomes populares de Kyphosus incisorNomes por país e língua. O FishBase traz 'pijirica', 'piranjica', 'salema-do-alto' e 'salema-preta' como nomes em português; a ficha usa 'pijirica' para não repetir o nome da ficha da pirajica (Kyphosus sectatrix).
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie não consta da lista. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. científica GBIF: registros de Kyphosus incisor no BrasilConsultado em 13/10/2026 na base aberta do GBIF (país = Brasil). Os registros vêm de coleções e observações e mostram onde a espécie já foi vista, não quanto ela é abundante. Há registros de coleção do Maranhão, da Bahia, do Espírito Santo, do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
  5. científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Guia de identificação de referência para o Atlântico ocidental (capítulo Kyphosidae).
  6. oficial ICMBio/SALVE: Ficha de Kyphosus vaigiensis (avaliação nacional do risco de extinção)DOI conferido no Crossref. Listas brasileiras do ICMBio têm ficha para K. vaigiensis e não achamos ficha para K. incisor, o que sugere que no Brasil o peixe de faixas douradas pode aparecer sob o nome K. vaigiensis; esta ficha segue o FishBase, que usa K. incisor para o Atlântico. O conteúdo da ficha do ICMBio não foi lido.
  7. oficial Modificação da NOM-017-PESC-1994, para regular a pesca deportivo-recreativa nas águas de jurisdição federal do México (DOF, 25/11/2013)Texto lido no DOF: itens 4.2 a 4.12 (cotas, pesca subaquática, venda e filés).
não confunda

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