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previsão de pesca

trairão

Hoplias aimara · Erythrinidae · predador

Água doce

A traíra gigante dos rios de água clara do escudo brasileiro. Ataque brutal na superfície e dentes que cortam tudo.

Também chamado de: trairão, aimara

Ilustração científica de Trairão
tamanho comum
50–80 cm
máximo
115 cm
peso comum
4–12 kg
recorde/máx.
40,0 kg
profundidade
0,5–4 m
água ideal
25–30 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o trairão

visão geral

quem é o trairão

O trairão é a maior espécie do gênero das traíras e vive em rios de água clara que descem do Planalto Central e das Guianas, como Teles Pires, Juruena, Xingu, Tapajós e Trombetas. Fica de tocaia em remansos, poços, galhadas e beiradas sombreadas e dá botes explosivos em peixes, sapos e até pequenos mamíferos. Tem dentes caninos fortes, mandíbula poderosa e pele grossa. Na pesca esportiva é procurado pelo ataque violento em iscas de superfície e pela briga de força nos primeiros segundos. Erra muito o bote, então é preciso insistir no mesmo ponto. Aguenta pouca oxigenação e vive muito tempo no mesmo poço.

curiosidades

  • Tolera água com pouco oxigênio e sobrevive em poços isolados na seca.
  • Há relatos de ataques a pássaros e pequenos mamíferos que caem na água.
como reconhecer

identificação

Corpo cilíndrico e grosso, cabeça grande e boca cheia de caninos. Dorso marrom-escuro a quase preto, flancos mais claros manchados e uma grande mancha escura no opérculo. Cauda arredondada, sem nadadeira adiposa. A traíra comum é muito menor e não tem a mancha forte no opérculo. Trairão adulto passa fácil de 5 kg.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Rios de água clara do escudo brasileiro e das Guianas: Teles Pires, Juruena, São Benedito, Xingu, Iriri, Tapajós, Trombetas, Jari e afluentes do Tocantins.

Habitat: Remansos, poços de corredeira, galhadas, beiradas sombreadas e lagos marginais de rios de água clara.

nativa nas bacias

AmazônicaTocantins-Araguaia

estados

Mato Grosso, Pará, Amapá, Amazonas, Tocantins, Roraima

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: jun–out
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Seca, de junho a outubro, é a temporada nos rios de Mato Grosso e do Pará: rio baixo, água clara e peixe nos poços.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Amanhecer e entardecer. Mais ativo no começo da manhã, no fim da tarde e à noite. De dia ataca na sombra de galhadas e barrancos.

clima, água e comportamento

o que mexe com o trairão
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Friagem reduz os ataques por um ou dois dias.

pressão atmosférica

Efeito moderado.

lua

Noites de lua clara favorecem a pesca noturna de superfície.

chuva

Pouco efeito, exceto quando suja a água.

nível da água

Rio baixo concentra o trairão nos poços e remansos.

barulho

Moderadamente sensível. Chegue sem motor nos poços pequenos.

vento

Pouco efeito em rio com mata ciliar.

profundidade

Raso e na sombra; raramente abaixo de 4 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
6'0'' a 6'6'', ação rápida e pesada, 20 a 40 lb
molinete / carretilha
carretilha de perfil baixo ou alto 200 a 300 com fricção forte
linha
multifilamento 50 a 65 lb
líder
cabo de aço encapado 60 a 90 lb ou fluorocarbono 80 a 100 lb, 40 cm
anzol
garatéias reforçadas 4/0 a 6/0; anzol offset 6/0 a 8/0 para soft

iscas artificiais

  • zara grande 12 a 15 cm
  • hélice dupla
  • sapo/frog
  • meia-água grande
  • soft com anzol offset

iscas naturais

  • peixe vivo ou morto (piau, cará)
  • filé de peixe

acessórios

  • alicate de bico longo
  • boga-grip robusto
  • luvas

dica de quem pesca

O trairão erra muito o bote. Se ele atacou e não pegou, arremesse de novo no mesmo ponto e trabalhe mais devagar.

o que a lei diz

regras para o trairão

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026).

Mato Grosso: Transporte Zero de 12 espécies

MTParaguai (Pantanal)AmazônicaTocantins-Araguaia

Ficam integralmente vedados o transporte, o armazenamento e a comercialização, por 5 anos a partir de 01/01/2024, de: cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã (Brycon spp.), pintado/surubim (Pseudoplatystoma spp.), piraíba, piraputanga, pirarara, pirarucu, trairão e tucunaré (Cichla spp.). Para o amador: só pesque-e-solte. Essas 12 espécies não podem nem ser consumidas no local, já que a cota de 2 kg ou 1 exemplar exclui o rol do art. 19-B. A lei cita o jaú como Zungaro zungaro; incluímos também o jaú do Pantanal (Z. jahu) por precaução. Ainda podem mudar o rol: o §2º (exóticas e predadoras), o §3º (revisão por estudo) e a avaliação de 3 anos prevista para 2027. Notícia do TJMT de 02/06/2026 confirma as 12 espécies vedadas. O STF negou liminar nas ADIs contra a lei em 2024; não localizamos decisão de mérito.

Fonte: Lei estadual MT nº 9.096/2009, arts. 19-A, 19-B e 19-C, com redação das Leis nº 12.197/2023 e 12.434/2024

piracemas das bacias onde a espécie vive

Defeso em Goiás (regra estadual)

01/11 a 28/02GO

Permitido: Pesca esportiva e conduzida só em reservatórios, em pesque-e-solte com anzol sem fisga (sem reter, transportar ou consumir). Subsistência: até 5 kg por dia, só para consumo doméstico.

Fonte: IN Semad-GO nº 17/2026, arts. 8º a 11

Piracema em Mato Grosso (todas as bacias)

01/10 a 31/01MT

Permitido: Todas as modalidades de pesca ficam proibidas nos rios, inclusive o pesque-e-solte (Lei 9.096/2009, art. 19-A). Exceções: subsistência desembarcada (3 kg ou 1 exemplar, sem transporte nem venda) e pesca científica. A Lei 13.159/2025 passou a admitir pesca desportiva licenciada em reservatórios de UHE/PCH, lagos naturais e rios de divisa, condicionada a estudo científico e a licença do órgão ambiental. Não confirmamos se essas licenças já são emitidas.

Fonte: IN Interministerial MAPA/MMA nº 10/2017; Resolução Cepesca-MT nº 1/2026; Lei estadual MT nº 9.096/2009, arts. 19-A e 27 (Leis 12.434/2024 e 13.159/2025)

Piracema da bacia do rio Araguaia

01/11 a 28/02GOTOPAMT

Permitido: Pesca amadora só em reservatórios, com linha de mão, vara ou molinete/carretilha. O pescado só pode ser consumido no local, sem transporte. Competições proibidas. Subsistência: 3 kg + 1 exemplar. Regras estaduais (GO e TO) podem ser mais restritivas.

Fonte: IN Interministerial MPA/MMA nº 12/2011

Piracema das bacias dos rios Tocantins e Gurupi

01/11 a 28/02TOPAMAGO

Permitido: Pesca amadora só em reservatórios, com consumo no local. Subsistência: 5 kg + 1 exemplar. Regras estaduais podem ser mais restritivas.

Fonte: IN Interministerial MPA/MMA nº 13/2011

Defeso nos rios da Ilha de Marajó (PA)

01/01 a 30/04PA

Permitido: Mesmas exceções do amador previstas na Portaria 48/2007 (linha de mão ou vara, 5 kg + 1 exemplar), salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Defeso da bacia Amazônica no Amapá

15/11 a 15/03AP

Permitido: Amador com linha de mão ou vara, linha e anzol fica fora das proibições do Anexo II, com cota de 5 kg + 1 exemplar, salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Rios de divisa MT/RO e MT/PA

05/11 a 28/02MTROPA

Permitido: Veja as exceções da Portaria 48/2007 e as regras estaduais de cada margem.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Nunca ponha a mão na boca. Use boga robusto e alicate longo, apoie o corpo pesado e solte na sombra. Peixe grande cansado demora a se recuperar.

na cozinha

Carne branca e firme, mas com espinhas em Y como a traíra. Bom frito em postas finas ou assado.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00741, b = 3.13; FishBase (bayesiano, espécie + forma do corpo da família)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Hoplias aimara (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Hoplias aimara (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Hoplias aimara (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 07/08/2020)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Mattox, G. M. T.; Toledo-Piza, M.; Oyakawa, O. T. (2006). Taxonomic study of Hoplias aimara (Valenciennes, 1846) and Hoplias macrophthalmus (Pellegrin, 1907) (Ostariophysi, Characiformes, Erythrinidae). Copeia 2006(3): 516–528.
  6. científica Oyakawa, O. T. (2003). Erythrinidae (trahiras). In: Reis, R. E.; Kullander, S. O.; Ferraris Jr., C. J. (orgs.). Check List of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, p. 238–240.Capítulo de livro impresso; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita o capítulo para a espécie.
não confunda

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