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previsão de pesca

trairão-do-sudeste

Hoplias intermedius · Erythrinidae · predador

Água doce

O trairão nativo do São Francisco, do alto Paraná e do rio Doce. Predador de tocaia que explode em iscas de superfície perto de galhada, aguapé e pedra.

Também chamado de: trairão, trairão-do-sudeste

Ilustração científica de Trairão-do-sudeste
tamanho comum
35–55 cm
máximo
70 cm
peso comum
1–3 kg
recorde/máx.
3,8 kg
profundidade
0,3–4 m
água ideal
23–30 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o trairão-do-sudeste

visão geral

quem é o trairão-do-sudeste

Um dos cinco trairões do grupo Hoplias lacerdae, revalidado na revisão de 2009, que separou os trairões brasileiros por bacia. Vive nas bacias do São Francisco, do alto Paraná e do rio Doce, com destaque para Minas Gerais. É maior e mais robusto que a traíra comum: a FishBase registra 60 cm de comprimento padrão e 3,8 kg em peixes do rio Sapucaí-Mirim, na bacia do rio Grande. Fica parado na beira, entre galhadas, aguapés e pedras, e ataca peixes e outros animais que passam perto. Rende mais nos meses quentes. Parte do trairão de pesqueiros e represas do Sudeste vem de piscicultura e nem sempre tem a espécie identificada; em Goiás, a norma de pesca trata o trairão da bacia do São Francisco como alóctone, vindo de piscicultura.

curiosidades

  • Até 2009 quase todo trairão do Brasil era chamado de Hoplias lacerdae; a revisão separou cinco espécies, e o trairão do São Francisco, do alto Paraná e do Doce voltou a ser H. intermedius.
  • A maior medida da FishBase vem de um estudo em pequenas hidrelétricas do rio Sapucaí-Mirim, na bacia do rio Grande.
como reconhecer

identificação

Corpo cilíndrico e robusto, cabeça grande e boca larga cheia de dentes cônicos. Como todo trairão, não tem dentes na língua e as margens internas da mandíbula correm paralelas; na traíra (H. malabaricus) elas convergem para a ponta. Tem 42 a 46 escamas na linha lateral e 4 a 6 poros sob a mandíbula (6 a 8 no trairão-do-sul). Cor marrom-acinzentada, ventre claro, sem o desenho manchado forte da traíra.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Bacias do São Francisco, do alto Paraná (como o rio Grande e seus afluentes) e do rio Doce, principalmente em Minas Gerais. Também em represas e pesqueiros, às vezes com peixes de piscicultura de origem incerta.

Habitat: Remansos de rios, lagoas marginais, veredas e represas; beiras com galhada, aguapé, capim alagado e pedras.

nativa nas bacias

São FranciscoParanáAtlântico Sudeste

estados

Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Goiás, Espírito Santo

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: out–mar
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Meses quentes, de setembro a março. No inverno come pouco e fica mais fundo. A piracema fecha a pesca das nativas na bacia do Paraná e em MG de novembro a fevereiro.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Dia, com picos no amanhecer e entardecer. Ataca de dia, com picos no começo da manhã e no fim da tarde; em noites quentes também caça.

clima, água e comportamento

o que mexe com o trairão-do-sudeste
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Água fria derruba a atividade; nas frentes frias ele quase para.

pressão atmosférica

Dias quentes e estáveis são os melhores.

lua

Pouco efeito.

chuva

Chuva fina não atrapalha; enxurrada turva a água e espalha o peixe.

nível da água

Rio estável e limpo concentra o peixe na beira.

barulho

Sensível a batida e motor perto da beira; chegue no remo ou no elétrico.

vento

Marola leve ajuda iscas de superfície; vento forte atrapalha o arremesso preciso.

profundidade

Raso, de 0,3 a 2 m, colado na estrutura; desce um pouco no frio.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
6' a 6'6", ação rápida, 12 a 25 lb
molinete / carretilha
carretilha de perfil baixo 100 a 200 ou molinete 3000
linha
multifilamento 30 a 50 lb
líder
fluorocarbono ou monofilamento 40 a 60 lb, 40 a 60 cm
anzol
garatéias reforçadas 1/0 a 2/0; anzol offset 4/0 a 5/0 para iscas de borracha

iscas artificiais

  • sapinho (frog) de borracha
  • zara/stickbait 9 a 12 cm
  • hélice
  • spinnerbait

iscas naturais

  • lambari vivo
  • isca viva nativa da própria bacia

acessórios

  • alicate de bico longo
  • boga-grip

dica de quem pesca

Trabalhe a isca devagar rente à galhada e espere sentir o peso antes de ferrar: ele costuma errar o primeiro bote.

o que a lei diz

regras para o trairão-do-sudeste

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional de espécies ameaçadas (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026).

GO: trairão do São Francisco tratado como alóctone

captura e transporte sem limite de tamanho ou quantidadeGOSão Francisco

O Anexo II da norma de Goiás lista o trairão (Hoplias cf. lacerdae) como espécie alóctone vinda de piscicultura na bacia do São Francisco, com captura e transporte livres. A identificação 'cf.' indica dúvida sobre a espécie; nas outras bacias de GO o trairão não está nessa lista.

Fonte: IN Semad-GO nº 17/2026, art. 5º e Anexo II (bacia do São Francisco)

piracemas das bacias onde a espécie vive

Piracema da bacia do rio Paraná

01/11 a 28/02SPPRMGGOMSDF

Permitido: Pesca amadora só de espécies não nativas e híbridos (tucunaré, tilápia, black bass, carpa, corvina etc.; o piauçu continua proibido), com linha de mão, caniço ou vara com molinete/carretilha, até 10 kg + 1 exemplar. Nos rios, só desembarcada; nos reservatórios, embarcada ou desembarcada. Proibido: lagoas marginais, isca de animal aquático, até 1.500 m de barragens e cachoeiras e até 500 m de confluências. Torneio só em reservatório e só com não nativas.

Fonte: IN IBAMA nº 25/2009

Defeso em Goiás (regra estadual)

01/11 a 28/02GO

Permitido: Pesca esportiva e conduzida só em reservatórios, em pesque-e-solte com anzol sem fisga (sem reter, transportar ou consumir). Subsistência: até 5 kg por dia, só para consumo doméstico.

Fonte: IN Semad-GO nº 17/2026, arts. 8º a 11

Piracema da bacia do rio São Francisco (rios e reservatórios)

01/11 a 28/02MGBAPEALSEGODF

Permitido: Pesca amadora embarcada ou desembarcada com linha de mão, vara, molinete ou carretilha, até 5 kg + 1 exemplar. Proibido pescar até 1.000 m de barragens, cachoeiras e corredeiras e até 500 m de confluências. Lagoas marginais têm defeso maior (veja o item seguinte).

Fonte: Portaria IBAMA nº 50/2007

São Francisco: lagoas marginais

01/11 a 30/04MGBAPEALSEGODF

Permitido: Nenhuma pesca nas lagoas marginais durante o período.

Fonte: Portaria IBAMA nº 50/2007

Piracema das bacias do Sudeste

01/11 a 28/02ESMGRJSPPR

Permitido: Nos rios, só pesca desembarcada; nos reservatórios, embarcada ou desembarcada. Só espécies não nativas, híbridos e camarão-gigante-da-malásia, até 10 kg + 1 exemplar. Proibido em lagoas marginais e até 1.000 m de barragens.

Fonte: IN IBAMA nº 195/2008

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Use alicate de bico longo e boga: os dentes cortam. Apoie o corpo, foto rápida e solte na beira onde pegou.

na cozinha

Carne branca e saborosa, com espinhas em Y no lombo; frito em postas ou em filé bem ticado.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00794, b = 3.18; FishBase). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Hoplias intermedius (ficha da espécie)Diagnose, distribuição, comprimento e peso máximos, relação peso-comprimento e lista de países. A ficha não traz nomes populares. Página conferida em 13/10/2026.
  2. científica IUCN Red List — Hoplias intermedius (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 07/11/2018)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie não consta da lista (conferido no texto publicado no DOU de 28/04/2026, seção 1, p. 96).
  4. científica Oyakawa, O. T.; Mattox, G. M. T. (2009). Revision of the Neotropical trahiras of the Hoplias lacerdae species-group (Ostariophysi: Characiformes: Erythrinidae) with descriptions of two new species. Neotropical Ichthyology 7(2): 117-140.Distribuição de H. intermedius (São Francisco, alto Paraná e Doce) e caracteres do grupo. DOI conferido no Crossref.
  5. científica Freitas-Souza, D. et al. (2016). Length-weight relationships for 11 species at three small hydropower plants on the Sapucaí-Mirim River (Grande River basin, Brazil). Journal of Applied Ichthyology 32: 1360-1362.Fonte do comprimento e do peso máximos citados pela FishBase.
  6. oficial IN Semad-GO nº 17/2026 — normas de pesca em Goiás (Anexos I e II)Anexo II, bacia do São Francisco: trairão (Hoplias cf. lacerdae) alóctone de piscicultura. Página conferida em 13/10/2026.
não confunda

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