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catálogo Cichlidae · predador

jacundá

Lugubria lugubris

Água doce

O maior jacundá da Amazônia. Predador de emboscada que ataca as mesmas iscas do tucunaré no rio Negro e afluentes.

Também chamado de: jacundá, mariana, sabão

Ilustração científica de Jacundá
tamanho comum
20–30 cm
máximo
33 cm
peso comum
0,1–0,3 kg
recorde/máx.
0,5 kg
profundidade
0,5–4 m
água ideal
27–31 °C
visão geral

quem é o jacundá

Ciclídeo de corpo comprido e boca grande, o jacundá caça de tocaia entre pedras, troncos e galhadas da margem. Lugubria lugubris, chamada até 2023 de Crenicichla lugubris, é um dos maiores jacundás da Amazônia e vive em rios de água preta e clara, como o Negro, o Branco e o Uatumã. Para o pescador esportivo, é captura frequente na pesca de tucunaré: ataca jigs, jerkbaits e plugs de meia-água trabalhados rente à estrutura. Briga com cabeçadas curtas e fortes para o tamanho. Como outros ciclídeos, o casal cuida dos ovos e dos filhotes.

curiosidades

  • Mariana, um dos nomes populares, também é usado para outros jacundás.
  • Até 2023 era classificado no gênero Crenicichla; a ficha do ICMBio e a avaliação da IUCN ainda usam o nome antigo.
como reconhecer

identificação

Corpo alongado e quase cilíndrico, cabeça comprida e boca grande, com a mandíbula de baixo mais saliente. Coloração oliva a acinzentada, com manchas ou barras escuras irregulares no flanco e uma mancha escura logo atrás da cabeça, acima da peitoral. Nadadeira dorsal longa, com espinhos na parte da frente. Os tucunarés têm o ocelo na cauda e corpo mais alto.

como está a pesca de jacundá

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Rios Negro, Branco e Uatumã, no Amazonas e em Roraima; fora do Brasil, rios Essequibo (Guiana) e Corantijn (Suriname).

Habitat: Margens com pedras, troncos e galhadas, igapó e praias com estrutura em rios de água preta e clara.

nativa nas bacias

Amazônica

estados

Amazonas, Roraima

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: ago–nov
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Acompanha a temporada do tucunaré: a seca (setembro a dezembro no rio Negro) concentra o peixe nas margens com estrutura.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Dia, com picos no amanhecer e entardecer. Caça de dia, com picos no início da manhã e no fim da tarde.

clima, água e comportamento

o que mexe com o jacundá
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Friagens derrubam a atividade por um a três dias.

pressão atmosférica

Pressão estável favorece.

lua

Pouco efeito.

chuva

Chuva fina não atrapalha; temporal com raio, saia da água.

nível da água

Rio baixando concentra o peixe nas margens com estrutura.

barulho

Sensível a batida no casco e motor perto da margem.

vento

Vento forte atrapalha o arremesso preciso na estrutura.

profundidade

Raso, de 0,5 a 3 m, junto à estrutura.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
5'6" a 6', ação rápida, 10 a 20 lb
molinete / carretilha
carretilha de perfil baixo ou molinete 2500
linha
multifilamento 20 a 30 lb
líder
fluorocarbono 30 a 40 lb
anzol
garatéias nº 2 a 1/0 ou anzol de jig 1/0

iscas artificiais

  • jig de penas 1/8 a 1/4 oz
  • jerkbait de 7 a 9 cm
  • spinner
  • streamer

iscas naturais

  • lambari vivo (onde a norma permitir)

acessórios

  • alicate de bico longo
  • óculos polarizados

dica de quem pesca

Isca rente à galhada e pausas longas: ele sai da toca e ataca na parada.

o que a lei diz

regras para o jacundá

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026).

Não encontramos regra específica para esta espécie além das regras gerais da região.

piracemas das bacias onde a espécie vive

Piracema em Mato Grosso (todas as bacias)

01/10 a 31/01MT

Permitido: Todas as modalidades de pesca ficam proibidas nos rios, inclusive o pesque-e-solte (Lei 9.096/2009, art. 19-A). Exceções: subsistência desembarcada (3 kg ou 1 exemplar, sem transporte nem venda) e pesca científica. A Lei 13.159/2025 passou a admitir pesca desportiva licenciada em reservatórios de UHE/PCH, lagos naturais e rios de divisa, condicionada a estudo científico e a licença do órgão ambiental. Não confirmamos se essas licenças já são emitidas.

Fonte: IN Interministerial MAPA/MMA nº 10/2017; Resolução Cepesca-MT nº 1/2026; Lei estadual MT nº 9.096/2009, arts. 19-A e 27 (Leis 12.434/2024 e 13.159/2025)

Defeso nos rios da Ilha de Marajó (PA)

01/01 a 30/04PA

Permitido: Mesmas exceções do amador previstas na Portaria 48/2007 (linha de mão ou vara, 5 kg + 1 exemplar), salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Defeso da bacia Amazônica no Amapá

15/11 a 15/03AP

Permitido: Amador com linha de mão ou vara, linha e anzol fica fora das proibições do Anexo II, com cota de 5 kg + 1 exemplar, salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Rios de divisa MT/RO e MT/PA

05/11 a 28/02MTROPA

Permitido: Veja as exceções da Portaria 48/2007 e as regras estaduais de cada margem.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Segure pela boca com alicate ou boga, apoie a barriga e solte junto à estrutura de onde saiu.

na cozinha

Carne branca e saborosa, mas o peixe é pequeno: frito inteiro.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00912, b = 3.1; FishBase). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Lugubria lugubris (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Crenicichla lugubris (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Crenicichla lugubris (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 11/11/2020)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Varella, H. R.; Kullander, S. O.; Menezes, N. A.; Oliveira, C.; López-Fernández, H. (2023). Revision of the generic classification of pike cichlids using an integrative phylogenetic approach (Cichlidae: tribe Geophagini: subtribe Crenicichlina). Zoological Journal of the Linnean Society.Revisão que criou o gênero Lugubria para o grupo do jacundá-açu. DOI conferido no Crossref.
  6. científica Kullander, S. O. (2003). Cichlidae (cichlids). In: Reis, R. E.; Kullander, S. O.; Ferraris Jr., C. J. (orgs.). Check List of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, p. 605–654.Capítulo de livro impresso; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita o capítulo para a espécie.
não confunda

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