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catálogo Serrasalmidae · onívoro

patinga (híbrido)

Piaractus mesopotamicus × Piaractus brachypomus

Água doceexótica no Brasil

Híbrido de pacu com pirapitinga, produzido em piscicultura e solto em pesqueiros, onde briga como um pacu. Nunca solte em rio.

Também chamado de: patinga

Ilustração científica de Patinga (híbrido)
tamanho comum
30–50 cm
máximo
80 cm
peso comum
1,5–6 kg
recorde/máx.
20,0 kg
profundidade
0,5–4 m
água ideal
26–31 °C
visão geral

quem é a patinga (híbrido)

Híbrido produzido em piscicultura cruzando o pacu (Piaractus mesopotamicus) com a pirapitinga (P. brachypomus), as duas espécies do gênero Piaractus. Junto com o tambacu e a tambatinga, é um dos híbridos de peixes redondos criados no Brasil e aparece em pesqueiros, onde come e briga como um pacu. Um estudo em viveiros mostrou crescimento parecido com o do pacu, ao contrário da fama de crescer muito mais. Não existe na natureza: quando aparece em rio é escape de tanque ou soltura irregular. Como os híbridos desse grupo cruzam com as espécies que os originaram, a soltura ameaça a genética do pacu nativo da bacia do Prata. Soltar patinga em rio, lago ou represa sem licença é infração ambiental. Em pesqueiro, siga a regra da casa.

curiosidades

  • O nome junta pacu e pirapitinga.
  • A Portaria MPA nº 532/2025 reconhece patinga como nome comercial oficial do híbrido Piaractus mesopotamicus × P. brachypomus.
como reconhecer

identificação

Corpo alto e arredondado, como o do pacu, e coloração intermediária entre os pais: cinza-escuro a prateado no dorso e nos flancos, com peito e barriga claros, às vezes amarelados ou alaranjados. Na prática não dá para separar com segurança do pacu e de outros híbridos pela aparência: só exame genético confirma. Em pesqueiro, o nome usado pela casa costuma indicar o que foi estocado.

como está a pesca de patinga (híbrido)

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Pisciculturas e pesqueiros, com registros publicados em SP e MS. Não há população natural; peixes em rios e represas vêm de escape ou soltura.

Habitat: Lagos de pesqueiro, tanques e represas; em rio, perto de pisciculturas.

introduzida em

Paraná

estados

São Paulo, Mato Grosso do Sul

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: out–abr
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Meses quentes. No inverno come pouco, principalmente em SP e no Sul.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Dia, com picos no amanhecer e entardecer. Come de dia; nos pesqueiros, horário de trato com ração e fim de tarde são os melhores.

clima, água e comportamento

o que mexe com a patinga (híbrido)
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Água abaixo de 22 °C derruba a atividade.

pressão atmosférica

Dias quentes e abafados são os melhores.

lua

Pouco efeito.

chuva

Chuva fria derruba; chuva de verão pode ativar.

nível da água

Pouco relevante em pesqueiro.

barulho

Acostumado a gente, mas foge de batida no deque.

vento

Vento empurra a ração e concentra o peixe na margem a favor.

profundidade

Superfície quando come ração; meia-água e fundo no frio.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
6' a 7', ação média-pesada, 17 a 40 lb
molinete / carretilha
molinete 4000 a 5000 ou carretilha 200
linha
monofilamento 0,40 a 0,50 mm ou multifilamento 30 a 40 lb
líder
fluorocarbono ou monofilamento 50 a 60 lb
anzol
2/0 a 5/0 forte, tipo chinu ou maruseigo

iscas artificiais

  • pellet artificial de EVA
  • frutinha de borracha

iscas naturais

  • ração em pellet
  • massa de ração
  • frutas (goiaba, uva)

acessórios

  • boia cevadeira
  • alicate
  • boga-grip
  • passaguá grande

dica de quem pesca

Boia cevadeira com ração e anzol a 20 a 40 cm. Ferre quando a boia sair andando e segure a primeira arrancada: os dentes cortam linha fina.

o que a lei diz

regras para a patinga (híbrido)

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Risco de hibridização com o pacu nativo se solto na natureza.

Soltar em ambiente natural sem licença é infração

proibido soltar/introduzir em rios, represas e lagosconfirme no órgão

Introduzir espécie exótica, híbrido ou peixe fora da sua área natural sem parecer técnico e licença é infração ambiental federal. Isso inclui soltar peixe de tanque, pesqueiro ou aquário em rio ou represa.

Fonte: Lei federal nº 9.605/1998, art. 31, e Decreto federal nº 6.514/2008, art. 25

GO: proibido soltar híbridos em ambientes naturais

proibida a soltura em ambientes aquáticos naturaisGO

Em Goiás é proibido soltar organismos geneticamente modificados, híbridos, alóctones ou exóticos em ambientes aquáticos naturais. A patinga não aparece no Anexo II de espécies com captura livre, que cita o tambacu.

Fonte: IN Semad-GO nº 17/2026, art. 7º, § 5º

PR: híbridos capturados não podem ser devolvidos

soltura vedada; livre das regras de tamanhoPRParanáAtlântico Sudeste

Nas bacias interiores do Paraná, peixes não nativos, exóticos, alóctones e híbridos estão livres das regras de tamanho, e é vedado soltar os que forem capturados na pesca.

Fonte: Portaria IAT nº 650/2025, art. 3º e § 1º

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Em pesqueiro, siga a regra da casa. Em rio, não devolva: é híbrido fora do ambiente natural; no Paraná, a soltura de híbridos é vedada.

na cozinha

Carne de peixe redondo, gorda e saborosa; costela e banda assadas na brasa.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.02455, b = 3.0; estimado (pacu, FishBase)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Piaractus mesopotamicus (ficha do pacu, espécie parental)A patinga é híbrido de cativeiro e não tem ficha própria no FishBase. Relação peso-comprimento usada como estimativa; tamanhos da ficha do app estimados a partir das espécies parentais. Página conferida em 13/10/2026.
  2. científica FishBase — Piaractus brachypomus (ficha da pirapitinga, espécie parental)A patinga é híbrido de cativeiro e não tem ficha própria no FishBase. Página conferida em 13/10/2026.
  3. científica Hashimoto, D. T.; Senhorini, J. A.; Foresti, F.; Porto-Foresti, F. (2012). Interspecific fish hybrids in Brazil: management of genetic resources for sustainable use. Reviews in Aquaculture 4: 108-118.Híbridos de redondos (tambacu, tambatinga e patinga) e o risco de cruzamento com as espécies parentais.
  4. científica Seraphim, G. et al. (2020). Growth curve of pacu and the patinga hybrid farmed in a semi-intensive system. Semina: Ciências Agrárias 41(5 supl. 1): 2285-2296.Crescimento da patinga semelhante ao do pacu. DOI conferido no Crossref.
  5. científica Franceschini, L. et al. (2013). Parasitic infections of Piaractus mesopotamicus and hybrid (P. mesopotamicus x Piaractus brachypomus) cultured in Brazil. Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária 22(3): 407-414.Patingas em pisciculturas e em um pesqueiro do noroeste de SP. DOI conferido no Crossref.
  6. oficial Portaria MPA nº 532, de 23 de setembro de 2025 — nomes comuns das espécies de peixes de interesse comercialPeixes híbridos: Piaractus mesopotamicus x Piaractus brachypomus = Patinga. Página conferida em 13/10/2026.
  7. oficial IN Semad-GO nº 17/2026 — normas de pesca em GoiásArt. 7º, § 5º. Página conferida em 13/10/2026.
  8. oficial Portaria IAT nº 650/2025 — pesca nas bacias interiores do ParanáArt. 3º. Página conferida em 13/10/2026.
não confunda

espécies parecidas