Martelo pequeno, de cabeça em forma de pá, que vive perto da costa e do fundo, do Pacífico equatorial ao Sul do Brasil. Pouco conhecido. Criticamente em Perigo no Brasil e no mundo: captura proibida.
Também chamado de: tubarão-martelo-colher, cação-martelo, cação-cornudo
silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
100 cm
máximo
150 cm
peso comum
—
recorde/máx.
— kg
profundidade
—
água ideal
24–29 °C
visão geral
quem é o tubarão-martelo-colher (cornuda cuchara)
O tubarão-martelo-colher é um martelo pequeno, de até 150 cm, do Atlântico ocidental (do Panamá ao sul do Brasil) e do Pacífico oriental (do golfo da Califórnia ao Equador e provavelmente ao norte do Peru). Vive em áreas costeiras sobre as plataformas continentais, perto do fundo, e é pouco estudado: a FishBase só registra que é vivíparo, com placenta, e que é aproveitado fresco e para farinha de peixe, numa pesca comercial pequena. É Criticamente em Perigo no mundo (IUCN, 2019) e no Brasil, onde está na lista nacional, e está no Apêndice II da CITES. Para o pescador de praia ou de barco que o fisga sem querer, o papel é reconhecê-lo pela cabeça e soltá-lo na hora.
curiosidades
A FishBase o chama de pouco conhecido: quase tudo o que se sabe vem de capturas incidentais.
Em inglês, scoophead: a cabeça lembra uma pá ou colher.
É vivíparo, com placenta de saco vitelino, como os outros martelos (FishBase).
como reconhecer
identificação
Cabeça em forma de colher ou pá, curta e arredondada na frente (daí os nomes scoophead, em inglês, e cuchara, em espanhol). É um dos menores martelos da costa: a FishBase dá no máximo 150 cm. Em vários países, os nomes 'cabeza de pala', 'tiburón pala' e 'cuchara' servem tanto para este martelo quanto para o martelo-de-aba-curta (S. tiburo), que também tem a cabeça arredondada, o que ajuda a confundir os dois. Como todos os martelos são protegidos no Brasil, na dúvida solte e trate como protegido.
como está a pesca de tubarão-martelo-colher (cornuda cuchara)
Carregando os próximos 7 dias…
Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.
Atlântico ocidental: do Panamá ao sul do Brasil, segundo a FishBase, o que cobre toda a costa brasileira pela latitude. Pacífico oriental: do golfo da Califórnia ao Equador e provavelmente ao norte do Peru.
Habitat: Áreas costeiras sobre as plataformas continentais, perto do fundo, a partir de cerca de 8 m (FishBase). A FishBase não dá a profundidade máxima.
litoral
Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiroplataforma
calendário e relógio
quando pescar
melhor época
época no ano
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez
Estimativa: sem época conhecida. Informação legal: a captura é proibida o ano todo no Brasil.
melhor horário
Qualquer hora. Pouco conhecido: a FishBase descreve a espécie como pouco estudada, sem horário apontado.
clima, água e comportamento
o que mexe com o tubarão-martelo-colher (cornuda cuchara)
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.
frio e frente fria
Espécie de águas quentes e subtropicais; a água fria afasta os animais do raso. Efeito pouco medido.
pressão atmosférica
Pouco conhecido.
lua
Pouco conhecido.
chuva
Pouco relevante.
nível da água
Não se aplica no mar.
barulho
Pouco conhecido.
vento
Mar grosso impede a pesca de praia e a de barco pequeno.
maré
Pouco conhecido.
profundidade
Perto do fundo, a partir de cerca de 8 m (FishBase).
técnica, equipamento e isca
como pescar
vara
Captura proibida no Brasil.
molinete / carretilha
Não se aplica.
linha
Não se aplica.
líder
Não se aplica.
anzol
Em pesca de praia ou embarcada, prefira anzol circular sem farpa (ou com a farpa amassada): facilita soltar o que não pode ser levado.
acessórios
alicate de corte
desanzolador de cabo longo
dica de quem pesca
Se um martelo pegar por acaso, não tire da água: corte a linha rente à boca ou tire o anzol com o alicate, solte na hora e não perca tempo com foto.
o que a lei diz
regras para o tubarão-martelo-colher (cornuda cuchara)
Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado. Conservação: Na lista nacional de espécies ameaçadas como CR; captura proibida em todo o Brasil. Avaliação global da IUCN: CR (A2bcd), de 08/02/2019. Apêndice II da CITES (FishBase). A ICCAT proíbe reter tubarões-martelo (exceto S. tiburo) nas pescarias que maneja (Rec. 10-08). Os tubarões-martelo do gênero Sphyrna já eram protegidos pela Portaria MMA 445/2014.
Espécie ameaçada no Brasil: captura proibida
proteção integral
A lista nacional (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026) classifica a espécie como CR. Pela Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 3º), espécies VU, EN e CR têm proteção integral: ficam proibidos captura, transporte, armazenamento, beneficiamento e comercialização. Se fisgar sem querer, solte na hora, com o mínimo de manuseio.
Finning proibido: tubarão só inteiro, com as nadadeiras
nadadeiras naturalmente aderidas ao corpo
No Brasil é proibido o finning (capturar tubarões e raias e aproveitar só as barbatanas, descartando o resto do corpo). A norma trata de desembarque, transporte e comércio por embarcações de pesca: todo tubarão ou raia deve chegar com as nadadeiras naturalmente aderidas ao corpo (o corte parcial para dobrá-las contra o corpo é permitido); é proibido transportar a bordo animal sem nadadeiras ou nadadeiras soltas e transferir tubarões e raias entre embarcações. Isto não autoriza a captura desta espécie, que é proibida.
1 exemplar por pescador por dia (vale por 5 na cota de 10)
Na pesca esportivo-recreativa em águas marinhas mexicanas, o limite para tubarões é de um exemplar por pescador por dia, que conta como cinco no limite total de dez peixes (no máximo cinco da mesma espécie). Exemplares além da cota só podem ser devolvidos vivos, em boas condições de sobrevivência (captura e soltura), e o pescado da pesca esportiva não pode ser vendido. A pesca esportiva também não pode ser feita em zonas e épocas de veda nem em áreas naturais protegidas sem as autorizações próprias. O martelo-colher é Criticamente em Perigo no mundo: prefira soltar.
México: NOM-029-PESC-2006 regula a pesca comercial de tubarões e raias
A NOM-029 é a norma da pesca de tubarões e raias em escala comercial: vale para os titulares de permissões de pesca dirigida a esses animais e para quem os captura por acaso (item 1.2) e trata de embarcações de pesca comercial (item 4.2.1); a pesca esportiva tem a norma própria, a NOM-017. Proíbe aproveitar só as barbatanas de tubarões (item 4.2.1) e prevê vedas e zonas vedadas, fixadas por aviso no DOF, para a pesca dirigida (itens 4.2.3 e 4.3.4: nada de pesca dirigida em veda, a 5 km de recifes de coral, diante de bocas de rios e lagunas, em frente a praias de desova de tartarugas e perto de colônias de leões-marinhos). A espécie consta do Apêndice Normativo A (tubarões do Pacífico e do Golfo do México e Mar do Caribe).
México: vedas anuais de tubarões e raias (confira as datas do ano)
confirme no órgão
A NOM-017 (item 4.10 a) proíbe a pesca esportiva em zonas e épocas de veda, e a NOM-029 (item 4.2.3) manda a autoridade fixar vedas para tubarões e raias por aviso no DOF; as datas mudam e variam por litoral. Em 01/08/2025 a Secretaría de Agricultura e a Conapesca anunciaram, para o litoral do Pacífico, o aproveitamento de tubarões e raias de 1º de agosto a 30 de abril (os meses de maio a julho ficam de fora, interpretação nossa a partir do anúncio) e, em Tabasco, Campeche e Yucatán, veda de 1 a 29 de agosto. Não encontramos o aviso oficial vigente em 2026: confirme as datas com a Conapesca antes de pescar.
Colômbia: tubarões e raias marinhas não são recurso pesqueiro
extração comercial ou esportiva não permitidaconfirme no órgão
Em 2021 a Colômbia deixou de considerar tubarões e raias marinhas recursos pesqueiros e passou a tratá-los como recurso hidrobiológico; os considerandos do Decreto 281/2021 dizem que eles não podem ser extraídos com fins comerciais ou esportivos, e o decreto criou um plano ambiental de proteção. Normas posteriores da AUNAP trataram da captura incidental na pesca artesanal; não conferimos o texto consolidado. Na dúvida, solte na água.
Panamá: tubarões e raias não podem ser capturados na pesca esportiva
captura, retenção e desembarque proibidos (a partir de cerca de 10/12/2026)
O Decreto Executivo 9/2026 (art. 19) proíbe, em todo o território nacional e na pesca esportiva, recreativa ou turística, a captura, a retenção, o manejo com fins lúdicos, o aproveitamento e o desembarque de tubarões e raias (subclasse Elasmobranchii). Se um deles for fisgado sem querer, deve ser solto de imediato, sem tirá-lo por completo da água e sem manuseio desnecessário. Também é proibido promovê-los como alvo em torneios (art. 19) e vender o pescado (art. 20). O decreto entra em vigor seis meses depois de promulgado em 10/06/2026 (art. 40), por volta de 10/12/2026, e revoga o Resuelto ADM/ARAP 002/2012 (art. 39). Confirme a data com a ARAP.
Muitos tubarões e raias estão na lista nacional (CR, EN ou VU), com captura, retenção e transporte proibidos, entre eles os listados aqui. Espécies que entraram na lista só em 2026 seguem o prazo de 180 dias (até ~25/10/2026). Na dúvida sobre a espécie, solte.
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.
Não é pesque-e-solte: é soltura de captura acidental. Deixe o animal na água, corte a linha rente ao anzol ou tire o anzol sem tirar o tubarão da água, e solte logo; evite foto e não segure pelas guelras.
na cozinha
Captura e comércio proibidos no Brasil. Fora do país, a FishBase registra uso da carne fresca e para farinha de peixe.
calculadora
quanto pesa sem tirar da água
Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00347, b = 3.12; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.
peso estimado
—
fontes e referências
Os pesos de época (meses), o horário, as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho), a faixa de temperatura da água e a faixa de tamanho comum são estimativas editoriais do app, apoiadas na FishBase e na literatura citada abaixo, sem medição própria para esta espécie. Os meses indicam a época em que o pescador pode encontrar a espécie perto da costa, não uma temporada de captura. Não são dado oficial e podem variar por região e ano. As regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.
científicaFishBase: Sphyrna media (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026.
oficialPortaria GM/MMA nº 1.666, de 27 de abril de 2026: regras e restrições para as espécies ameaçadas da lista nacionalArt. 3º: proteção integral das espécies EW, CR, EN e VU (proibidos captura, transporte, armazenamento, guarda, manejo, beneficiamento e comercialização); § 4º: a restrição não se aplica à captura incidental quando o animal é liberado vivo; art. 12: para espécies que passaram a compor a lista por nova portaria, as proibições do art. 3º começam 180 dias depois da publicação. Texto conferido no DOU em 13/10/2026.
oficialSEMIL-SP: Portaria MMA sobre espécies aquáticas ameaçadas volta a vigorar (15/08/2016)Nota da Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo sobre a Portaria MMA 445/2014 (de 17/12/2014, depois revogada pela Portaria GM/MMA 1.667/2026): lista os tubarões-martelo (Sphyrna lewini, media, mokarran, tiburo, tudes e zygaena) entre as espécies de captura proibida.
oficialMéxico: NOM-029-PESC-2006, pesca responsável de tubarões e raias (DOF de 14/02/2007)Cópia do texto publicado no DOF, na plataforma de normalização da Secretaría de Economía. Itens 1.2, 4.2.1, 4.2.3 e 4.3.4 e o Apêndice Normativo A conferidos em 13/10/2026. A norma foi escrita para a pesca comercial; a pesca esportiva tem a norma própria, a NOM-017.