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catálogo Elopidae · predador

ubarana

Elops smithi

MarEstuário

Peixe prateado e saltador de barras e estuários, parente do camurupim. Ataca iscas artificiais e salta muito; carne cheia de espinhas.

Também chamado de: ubarana, urubarana, ubaranaçu, tubarana, barana

Ilustração científica de Ubarana
tamanho comum
30–60 cm
máximo
100 cm
peso comum
0,2–1,3 kg
recorde/máx.
5,9 kg
profundidade
0,3–20 m
água ideal
23–30 °C
visão geral

quem é a ubarana

A ubarana é um elopídeo, parente do camurupim, de corpo alongado e roliço, prateado, com boca grande e cauda bem bifurcada. Tolera grande variação de salinidade: os adultos desovam no mar, e as larvas, em forma de fita, entram nos estuários, onde os jovens crescem até a água quase doce e em lagoas hipersalinas. Caça peixes e camarões em barras, canais, praias e lagoas costeiras. Para o pescador esportivo, é um dos peixes mais divertidos no equipamento leve e no fly: ataca colheres, plugs e streamers e dá saltos seguidos. A carne é cheia de espinhas e pouco aproveitada. As ubaranas do Brasil, antes identificadas como Elops saurus, são hoje atribuídas a Elops smithi, descrita em 2010.

curiosidades

  • As larvas têm forma de fita transparente, como as das enguias e do camurupim.
  • A espécie que ocorre no Brasil foi descrita só em 2010.
como reconhecer

identificação

Corpo alongado e roliço, prateado com dorso azul-esverdeado, escamas pequenas, boca grande e terminal com o maxilar passando do olho, uma placa óssea entre os ramos da mandíbula e cauda muito bifurcada. Difere do camurupim por não ter o último raio da dorsal em filamento e por ter escamas pequenas, e da ubarana-focinho-de-rato pela boca grande e terminal, não escondida sob um focinho cônico.

como está a pesca de ubarana

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Todo o litoral, em barras, estuários, lagoas costeiras e praias; mais comum do Norte ao Sudeste.

Habitat: Barras, canais de estuário, lagoas costeiras, mangues e praias; jovens em água salobra, quase doce ou hipersalina.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiro

estados

Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: out–abr
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

No Sudeste e no Sul é melhor nos meses quentes; no Norte e no Nordeste, o ano todo.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Dia, com picos no amanhecer e entardecer. Caça de dia e no crepúsculo, muitas vezes na superfície.

clima, água e comportamento

o que mexe com a ubarana
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Água fria a afasta das barras no Sul e no Sudeste.

pressão atmosférica

Frente fria derruba a atividade.

lua

Marés grandes movimentam as barras e ajudam.

chuva

Chuva forte e água muito barrenta atrapalham.

nível da água

Segue a água salgada para dentro dos canais e lagoas.

barulho

Moderadamente sensível; não passe com motor por cima do cardume.

vento

Vento moderado não atrapalha; forte dificulta o fly.

maré

Maré correndo nas barras e bocas de canal é a hora da caça.

profundidade

Superfície e meia-água, de 0 a 5 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
6'0" a 7'0", 6 a 14 lb; fly #6 a #8
molinete / carretilha
molinete 2000 a 3000
linha
multifilamento 10 a 15 lb
líder
fluorocarbono 20 a 30 lb (a boca é áspera)
anzol
anzol simples 1 a 2/0 ou garatéias pequenas

iscas artificiais

  • colheres de 7 a 15 g
  • plugs de meia-água de 6 a 9 cm
  • streamers e clousers

iscas naturais

  • camarão vivo
  • manjuba ou sardinha viva

acessórios

  • alicate
  • passaguá

dica de quem pesca

Na fisgada ela salta várias vezes: abaixe a ponta da vara a cada salto para não soltar.

o que a lei diz

regras para a ubarana

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026). Avaliação global com dados insuficientes. Não localizamos norma federal específica para a espécie.

Não encontramos regra específica para esta espécie além das regras gerais da região.

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Segure firme por baixo, tire o anzol rápido e solte de cabeça para a correnteza; ela se debate muito.

na cozinha

Carne cheia de espinhas finas, pouco aproveitada; serve para bolinho e caldo depois de moída.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00617, b = 2.99; FishBase (estimativa bayesiana por forma do corpo na subfamília, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Elops smithi (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026. Para o tamanho, o FishBase registra 44 cm para E. smithi (material da descrição) e 100 cm para a ubarana do Atlântico ocidental sob o nome E. saurus; o peso máximo da ficha é o calculado pela relação peso-comprimento para 100 cm.
  2. científica FishBase — Elops saurus (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  4. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Elops smithi (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
  5. científica IUCN Red List — Elops smithi (avaliação global: Dados Insuficientes, DD, 30/03/2011)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  6. científica McBride, R. S.; Rocha, C. R.; Ruiz-Carus, R.; Bowen, B. W. (2010). A new species of ladyfish, of the genus Elops (Elopiformes: Elopidae), from the western Atlantic Ocean. Zootaxa 2346: 29–41.Descrição de Elops smithi. Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
  7. científica Carvalho-Filho, A. (1999). Peixes: costa brasileira. 3ª ed. São Paulo: Melro. 320 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
não confunda

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