Pargo rosado-avermelhado de olhos enormes e cauda vermelha bem furcada, que vive em fundos rochosos de 100 a 450 m, perto de ilhas oceânicas. Aparece na pesca de fundo profundo do Caribe a Fernando de Noronha e é muito apreciado na mesa.
Também chamado de: olhão, vermelho-olhão, olho-de-vidro, queen snapper, night snapper, brim snapper
silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
40–64 cm
máximo
100 cm
peso comum
0,8–3,5 kg
recorde/máx.
6,3 kg
profundidade
100–450 m
água ideal
12–20 °C
previsão de pesca
a hora certa de estar na água
Escolha o lugar e a espécie. O índice, de 0 a 100, cruza tempo, sol, lua e maré com o jeito de cada peixe. Até 28 dias, com a confiança de cada dia.
local
Local de exemplo: escolha o seu para ver a previsão de onde você pesca.
período
Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…
0—
índice Nota de 0 a 100 para as condições de pesca de cada hora. Lê tempo, sol, lua, maré e o jeito da espécie. Não promete peixe: diz quando a água está a favor. 0–24 fraca · 25–44 regular · 45–64 boa · 65–84 muito boa · 85–100 excelente.
hoje
—
confiança —
confiança O quanto dá para acreditar no tempo previsto para o dia. Cai com a distância e quando os modelos discordam. Não é a chance de pegar peixe.
modelos e tendência Até 16 dias, três modelos globais de tempo (o europeu ECMWF, o americano GFS e uma seleção de alta resolução) lidos hora a hora; quando discordam, a faixa clara do gráfico abre. Depois disso é tendência: 31 simulações do modelo americano GEFS. Confirme quando faltar 1 semana.
janela Horas seguidas com o índice perto do pico do dia e sem alerta de perigo. É a hora de estar com a isca na água.
hora a hora
toque ou arraste no gráfico para ler cada hora · no teclado, setas
ver tabela hora a hora
por que esse índice às —?
próximos 7 dias
escolha o dia
gráfico: altura da barra = índice do dia · traço = variação entre modelos · listrado = tendência · mais apagado = menos confiança
Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.
calendário de 4 semanas
o mês de pesca de relance
planejar viagem
qual a melhor janela para a turma?
Escolha quantos dias de pesca. Comparamos cada sequência pelo índice médio, descontamos dias com alerta ou defeso e mostramos as 3 melhores.
tendência das próximas semanas
Linha: o valor do meio entre 31 simulações do modelo americano GEFS. Faixa: onde caem 8 de cada 10. Estreita, tendência firme; larga, incerteza alta.
a espécie
tudo sobre o olhão
visão geral
quem é o olhão
O olhão (queen snapper) é um pargo de águas profundas do Atlântico ocidental, que vai das Bermudas e da Carolina do Norte ao Golfo do México, ao Caribe e ao litoral brasileiro até São Paulo, incluindo Fernando de Noronha e o Atol das Rocas. Os adultos vivem em fundos rochosos entre 100 e 450 m, onde comem sobretudo peixes pequenos e lulas, e são abundantes perto de ilhas oceânicas. Chega a 100 cm e 6,3 kg. Os jovens aparecem como captura incidental na pesca de arrasto. A carne é de boa qualidade e vendida principalmente fresca. Na pesca esportiva é um alvo do deep drop, a pesca de fundo profundo feita com carretilha elétrica e chumbo pesado.
curiosidades
A Portaria MPA nº 532/2025 lista três nomes para a espécie: olhão, vermelho-olhão e olho-de-vidro.
O olho grande é a marca do peixe e dá nome a ele em português; em inglês é queen snapper, "pargo-rainha".
Em Cuba e Porto Rico é conhecido como cachucho.
como reconhecer
identificação
Corpo fusiforme e cabeça pequena, com olho grande e focinho curto. Dorso e flancos de rosa forte a vermelho, ventre rosado, nadadeiras rosadas (menos a parte espinhosa da dorsal) e cauda toda de um vermelho vivo, profundamente furcada. As fileiras de escamas do dorso correm paralelas à linha lateral, diferente dos Lutjanus, em que sobem em diagonal. O saçupema (Lutjanus buccanella) tem mancha preta na base da peitoral.
Atlântico ocidental, das Bermudas e da Carolina do Norte (EUA) ao Golfo do México, ao Caribe e ao litoral brasileiro até São Paulo, incluindo Fernando de Noronha e o Atol das Rocas (FishBase). No Brasil vive no talude e em volta das ilhas oceânicas, abaixo de 100 m.
Habitat: Fundos rochosos e bordas de talude de 100 a 450 m, em água fria de profundidade, muito abundante perto de ilhas oceânicas. Os pequenos entram como captura incidental do arrasto.
litoral
Costa NorteCosta NordesteCosta Sudesteplataformaoceanico
calendário e relógio
quando pescar
melhor época
época no anomelhor: mai–jul
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez
Pesca-se o ano todo no talude. Na prática, a época é a das janelas de mar calmo, que permitem a deriva reta; a espécie quase não responde às estações da superfície.
melhor horário
Qualquer hora. A 100 m ou mais a luz do dia pesa pouco; o que decide é a corrente e a deriva do barco. Corrente em movimento tende a ajudar.
clima, água e comportamento
o que mexe com o olhão
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.
frio e frente fria
Vive em água fria de profundidade; frente fria na superfície não chega ao fundo.
pressão atmosférica
Efeito pequeno a 200 m; o transtorno da frente é o mar grosso que ela traz.
lua
A fase da lua mexe com a corrente em torno de ilhas e bancos, e a corrente é que acende o fundo.
chuva
Pouco efeito no peixe, só no conforto de quem pesca.
nível da água
Não se aplica no mar. O equivalente é a corrente de fundo: com corrente forte a linha não desce reta.
barulho
A essa profundidade o barulho do barco não chega ao peixe.
vento
Vento forte tira a linha do prumo e o chumbo deixa de tocar o fundo. Prefira mar calmo.
maré
Em torno de ilhas oceânicas, a maré em movimento organiza a corrente e liga a pesca.
profundidade
Vive entre 100 e 450 m, em fundo rochoso ou em bordas de talude.
5'6" a 6'6", ação pesada de ponta firme, própria para pesca de profundidade, 50 a 80 lb
molinete / carretilha
carretilha elétrica ou carretilha grande de profundidade, com 400 a 600 m de linha
linha
multifilamento 50 a 80 lb
líder
monofilamento ou fluorocarbono 80 a 130 lb, 2 a 3 m, com chicote de anzóis em linha
anzol
circle hook 8/0 a 12/0, em chicote de dois a quatro anzóis
iscas artificiais
jig de fundo de 200 a 400 g (jigging profundo)
luz de LED ou tira refletiva acima do chicote
iscas naturais
lula em tiras
sardinha ou cavala em pedaços
camarão
acessórios
chumbo pesado (500 g a 1 kg, conforme a corrente)
dispositivo de descida
luvas e alicate
dica de quem pesca
Assim que o chumbo tocar o fundo, suba poucos metros e mantenha a linha esticada na deriva, com as iscas do chicote a poucos metros do fundo.
o que a lei diz
regras para o olhão
Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado. Conservação: Não consta da lista nacional brasileira (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026). A IUCN a classifica com dados insuficientes (avaliação de 2015): não há estimativa do risco de extinção. Não localizamos tamanho mínimo nem cota federal brasileira específicos para a espécie.
Porto Rico (águas federais): até 5 por pessoa por dia
5 por pessoa por dia; 15 por barco com 3 ou mais pessoas
Nas águas federais em volta de Porto Rico, além de 9 milhas da costa, o pescador recreativo pode levar no máximo 5 peixes por dia somando garoupas, pargos e budiões (até 15 por barco quando há 3 ou mais pessoas a bordo). O olhão (queen snapper) conta como pargo nesse limite. A cota não vale para quem tem licença comercial de Porto Rico ou das Ilhas Virgens.
Porto Rico (águas federais): dispositivo de descida obrigatório a bordo
1 dispositivo de descida pronto para uso em quem pesca ou transporta peixe de recife
Quem pesca ou leva peixe de recife (o olhão (queen snapper) entra na definição) nas águas federais de Porto Rico precisa ter a bordo, pronto para uso, ao menos um dispositivo de descida: instrumento capaz de devolver o peixe à profundidade em que foi pescado, com no mínimo 454 g (16 onças) de peso e 18,3 m (60 pés) de linha, que solta o peixe sozinho, por ação do operador ou quando ele escapa no fundo.
México: até 5 por espécie e 10 peixes marinhos por dia
5 exemplares da espécie por pescador por dia, dentro do limite de 10 peixes marinhos
Na pesca esportivo-recreativa em águas federais mexicanas, cada pescador pode reter até 10 peixes marinhos por dia, no máximo 5 da mesma espécie. O olhão (cachucho) não está entre as espécies reservadas à pesca esportiva (marlins, veleiros, espadarte, dourado, pez gallo e sábalo) e não tem cota própria. O que passar da cota volta vivo à água, e o peixe da pesca esportiva é para consumo próprio, não para venda. Quem pesca embarcado precisa de permiso da Conapesca.
Colômbia: licença da AUNAP e pesque-e-solte como prática principal
licença pessoal da AUNAP; reter só peixe que cumpra o tamanho mínimo, para consumo próprioconfirme no órgão
Na pesca esportiva colombiana é preciso ter a licença pessoal e intransferível da AUNAP (pessoas naturais, nacionais ou estrangeiras). A resolução fixa como prática principal capturar e soltar, e só admite reter exemplares que cumpram os tamanhos mínimos, para consumo próprio. Não localizamos tamanho mínimo nem cota marinha específicos para esta espécie; confirme com a AUNAP antes de levar peixe.
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.
Fisgado em centenas de metros, o olhão chega à superfície com barotrauma (olhos saltados, bexiga natatória inflada). Para soltar, prefira o dispositivo de descida, que devolve o peixe ao fundo; em Porto Rico ele é obrigatório a bordo.
na cozinha
Carne de boa qualidade, vendida sobretudo fresca. Fica bem no vapor, grelhada ou em moqueca; a FishBase não aponta risco de ciguatera para a espécie.
calculadora
quanto pesa sem tirar da água
Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01698, b = 2.93; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.
peso estimado
—
fontes e referências
Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.
científicaFishBase: Etelis oculatus (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026.
O tempo vem de três modelos globais independentes, cruzados hora a hora: quando concordam, a confiança sobe; quando divergem, a faixa entre eles aparece no gráfico. Além de 16 dias, usamos o conjunto de 31 simulações do GEFS: se 20 das 31 preveem chuva, a chance de chuva é de 65%. Sol e lua são calculados por astronomia, sem incerteza.
O índice soma, com o peso de cada espécie: horário (curva da espécie ancorada no nascer e pôr do sol reais), lua (trânsitos, nascer e pôr, fase), pressão (tendência de 3 h e salto de 24 h), temperatura da água (no rio, estimada pela temperatura do ar; no mar, estimada por modelo oceânico), vento, chuva, nuvens, maré e o mês no ciclo da espécie.
Acerto medido no projeto de referência (4 regiões, 93 dias, previsto x observado): temperatura máxima erra em média 0,6 °C no dia seguinte e 1,7 °C em 7 dias; chuva de 5 mm ou mais é detectada 76% das vezes no dia seguinte e 57% em 7 dias. Detecção não é tudo: a taxa de alarme falso ainda não está publicada aqui, e 93 dias em 4 regiões ainda é amostra pequena. Agora também medimos todo dia, nos destinos do app:
onde você vai pescar?
O local fica salvo só neste aparelho e alimenta a previsão, o mapa e o "hoje" da página inicial.