Pular para o conteúdo
previsão de pesca

olhão

Etelis oculatus · Lutjanidae · predador

Mar

Pargo rosado-avermelhado de olhos enormes e cauda vermelha bem furcada, que vive em fundos rochosos de 100 a 450 m, perto de ilhas oceânicas. Aparece na pesca de fundo profundo do Caribe a Fernando de Noronha e é muito apreciado na mesa.

Também chamado de: olhão, vermelho-olhão, olho-de-vidro, queen snapper, night snapper, brim snapper

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
40–64 cm
máximo
100 cm
peso comum
0,8–3,5 kg
recorde/máx.
6,3 kg
profundidade
100–450 m
água ideal
12–20 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o olhão

visão geral

quem é o olhão

O olhão (queen snapper) é um pargo de águas profundas do Atlântico ocidental, que vai das Bermudas e da Carolina do Norte ao Golfo do México, ao Caribe e ao litoral brasileiro até São Paulo, incluindo Fernando de Noronha e o Atol das Rocas. Os adultos vivem em fundos rochosos entre 100 e 450 m, onde comem sobretudo peixes pequenos e lulas, e são abundantes perto de ilhas oceânicas. Chega a 100 cm e 6,3 kg. Os jovens aparecem como captura incidental na pesca de arrasto. A carne é de boa qualidade e vendida principalmente fresca. Na pesca esportiva é um alvo do deep drop, a pesca de fundo profundo feita com carretilha elétrica e chumbo pesado.

curiosidades

  • A Portaria MPA nº 532/2025 lista três nomes para a espécie: olhão, vermelho-olhão e olho-de-vidro.
  • O olho grande é a marca do peixe e dá nome a ele em português; em inglês é queen snapper, "pargo-rainha".
  • Em Cuba e Porto Rico é conhecido como cachucho.
como reconhecer

identificação

Corpo fusiforme e cabeça pequena, com olho grande e focinho curto. Dorso e flancos de rosa forte a vermelho, ventre rosado, nadadeiras rosadas (menos a parte espinhosa da dorsal) e cauda toda de um vermelho vivo, profundamente furcada. As fileiras de escamas do dorso correm paralelas à linha lateral, diferente dos Lutjanus, em que sobem em diagonal. O saçupema (Lutjanus buccanella) tem mancha preta na base da peitoral.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Atlântico ocidental, das Bermudas e da Carolina do Norte (EUA) ao Golfo do México, ao Caribe e ao litoral brasileiro até São Paulo, incluindo Fernando de Noronha e o Atol das Rocas (FishBase). No Brasil vive no talude e em volta das ilhas oceânicas, abaixo de 100 m.

Habitat: Fundos rochosos e bordas de talude de 100 a 450 m, em água fria de profundidade, muito abundante perto de ilhas oceânicas. Os pequenos entram como captura incidental do arrasto.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta Sudesteplataformaoceanico
calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: mai–jul
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Pesca-se o ano todo no talude. Na prática, a época é a das janelas de mar calmo, que permitem a deriva reta; a espécie quase não responde às estações da superfície.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Qualquer hora. A 100 m ou mais a luz do dia pesa pouco; o que decide é a corrente e a deriva do barco. Corrente em movimento tende a ajudar.

clima, água e comportamento

o que mexe com o olhão
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Vive em água fria de profundidade; frente fria na superfície não chega ao fundo.

pressão atmosférica

Efeito pequeno a 200 m; o transtorno da frente é o mar grosso que ela traz.

lua

A fase da lua mexe com a corrente em torno de ilhas e bancos, e a corrente é que acende o fundo.

chuva

Pouco efeito no peixe, só no conforto de quem pesca.

nível da água

Não se aplica no mar. O equivalente é a corrente de fundo: com corrente forte a linha não desce reta.

barulho

A essa profundidade o barulho do barco não chega ao peixe.

vento

Vento forte tira a linha do prumo e o chumbo deixa de tocar o fundo. Prefira mar calmo.

maré

Em torno de ilhas oceânicas, a maré em movimento organiza a corrente e liga a pesca.

profundidade

Vive entre 100 e 450 m, em fundo rochoso ou em bordas de talude.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
5'6" a 6'6", ação pesada de ponta firme, própria para pesca de profundidade, 50 a 80 lb
molinete / carretilha
carretilha elétrica ou carretilha grande de profundidade, com 400 a 600 m de linha
linha
multifilamento 50 a 80 lb
líder
monofilamento ou fluorocarbono 80 a 130 lb, 2 a 3 m, com chicote de anzóis em linha
anzol
circle hook 8/0 a 12/0, em chicote de dois a quatro anzóis

iscas artificiais

  • jig de fundo de 200 a 400 g (jigging profundo)
  • luz de LED ou tira refletiva acima do chicote

iscas naturais

  • lula em tiras
  • sardinha ou cavala em pedaços
  • camarão

acessórios

  • chumbo pesado (500 g a 1 kg, conforme a corrente)
  • dispositivo de descida
  • luvas e alicate

dica de quem pesca

Assim que o chumbo tocar o fundo, suba poucos metros e mantenha a linha esticada na deriva, com as iscas do chicote a poucos metros do fundo.

o que a lei diz

regras para o olhão

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional brasileira (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026). A IUCN a classifica com dados insuficientes (avaliação de 2015): não há estimativa do risco de extinção. Não localizamos tamanho mínimo nem cota federal brasileira específicos para a espécie.

Porto Rico (águas federais): até 5 por pessoa por dia

5 por pessoa por dia; 15 por barco com 3 ou mais pessoas

Nas águas federais em volta de Porto Rico, além de 9 milhas da costa, o pescador recreativo pode levar no máximo 5 peixes por dia somando garoupas, pargos e budiões (até 15 por barco quando há 3 ou mais pessoas a bordo). O olhão (queen snapper) conta como pargo nesse limite. A cota não vale para quem tem licença comercial de Porto Rico ou das Ilhas Virgens.

Fonte: 50 CFR 622.431 e 622.444(a)(1) (NOAA Fisheries, EUA)

Porto Rico (águas federais): dispositivo de descida obrigatório a bordo

1 dispositivo de descida pronto para uso em quem pesca ou transporta peixe de recife

Quem pesca ou leva peixe de recife (o olhão (queen snapper) entra na definição) nas águas federais de Porto Rico precisa ter a bordo, pronto para uso, ao menos um dispositivo de descida: instrumento capaz de devolver o peixe à profundidade em que foi pescado, com no mínimo 454 g (16 onças) de peso e 18,3 m (60 pés) de linha, que solta o peixe sozinho, por ação do operador ou quando ele escapa no fundo.

Fonte: 50 CFR 622.437(a)(4) (NOAA Fisheries, EUA)

México: até 5 por espécie e 10 peixes marinhos por dia

5 exemplares da espécie por pescador por dia, dentro do limite de 10 peixes marinhos

Na pesca esportivo-recreativa em águas federais mexicanas, cada pescador pode reter até 10 peixes marinhos por dia, no máximo 5 da mesma espécie. O olhão (cachucho) não está entre as espécies reservadas à pesca esportiva (marlins, veleiros, espadarte, dourado, pez gallo e sábalo) e não tem cota própria. O que passar da cota volta vivo à água, e o peixe da pesca esportiva é para consumo próprio, não para venda. Quem pesca embarcado precisa de permiso da Conapesca.

Fonte: Modificação da NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa em águas de jurisdição federal do México), publicada no DOF em 25/11/2013, itens 4.9.1 e 4.9.5 (Sagarpa/Conapesca)

Colômbia: licença da AUNAP e pesque-e-solte como prática principal

licença pessoal da AUNAP; reter só peixe que cumpra o tamanho mínimo, para consumo próprioconfirme no órgão

Na pesca esportiva colombiana é preciso ter a licença pessoal e intransferível da AUNAP (pessoas naturais, nacionais ou estrangeiras). A resolução fixa como prática principal capturar e soltar, e só admite reter exemplares que cumpram os tamanhos mínimos, para consumo próprio. Não localizamos tamanho mínimo nem cota marinha específicos para esta espécie; confirme com a AUNAP antes de levar peixe.

Fonte: Resolução AUNAP nº 0549, de 18/03/2022 (pesca esportiva), arts. 6º e 8º

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Fisgado em centenas de metros, o olhão chega à superfície com barotrauma (olhos saltados, bexiga natatória inflada). Para soltar, prefira o dispositivo de descida, que devolve o peixe ao fundo; em Porto Rico ele é obrigatório a bordo.

na cozinha

Carne de boa qualidade, vendida sobretudo fresca. Fica bem no vapor, grelhada ou em moqueca; a FishBase não aponta risco de ciguatera para a espécie.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01698, b = 2.93; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase: Etelis oculatus (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026.
  2. científica FishBase: nomes populares de Etelis oculatusNomes por país e língua.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie não consta da lista. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. oficial Portaria MPA nº 532, de 23 de setembro de 2025: nomes científicos e nomes comuns das principais espécies de peixes de interesse comercialAnexo: Etelis oculatus, nomes "Olhão", "Vermelho-Olhão" e "Olho-de-Vidro" (conferido no texto do Anexo).
  5. científica Allen, G. R. (1985). FAO species catalogue. Vol. 6. Snappers of the world. FAO Fisheries Synopsis 125(6). Roma: FAO.Catálogo de referência dos pargos do mundo (família Lutjanidae).
  6. oficial 50 CFR Parte 622, Subparte S: plano de manejo da zona econômica exclusiva ao redor de Porto Rico (eCFR)Seções 622.431 (definição de peixe de recife), 622.437(a)(4) (dispositivo de descida), 622.439(b) (fechamentos por espécie) e 622.444(a) (limites diários). Texto consolidado do eCFR conferido em 13/10/2026.
  7. oficial NOM-017-PESC-1994 e sua modificação: pesca deportivo-recreativa em águas de jurisdição federal do MéxicoItem 4.9.1: até 10 peixes marinhos por pescador e dia, no máximo 5 por espécie. O texto original (DOF 09/05/1995) também foi lido em https://platiica.economia.gob.mx/normalizacion/wp-content/uploads/sites/2/PDF_Normas_Publicas/017-pesc.pdf.
  8. oficial Resolução AUNAP nº 0549, de 18 de março de 2022: lineamentos para a pesca esportiva e recreativa na ColômbiaResumo dos artigos 6º (licença) e 8º (captura e solta, tamanhos mínimos). Não conferimos os valores de cota e de tamanho por espécie, que dependem do texto integral.
  9. oficial Instrução Normativa MMA nº 53, de 22 de novembro de 2005: tamanhos mínimos de captura no litoral do ES ao RSA espécie não consta dos Anexos I e II (conferidos na reprodução consolidada da norma), logo não há tamanho mínimo federal por essa norma. Não localizamos outra norma federal de tamanho mínimo ou cota específica para a espécie.
não confunda

espécies parecidas