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catálogo Lutjanidae · predador

saçupema

Lutjanus buccanella

Mar

Pargo escarlate com uma mancha preta na base da peitoral, que vive em fundos de 80 a 150 m, em bordas de plataforma e barrancos. É muito comum no Caribe, chega ao norte do Brasil e é bom de mesa.

Também chamado de: saçupema, saçupema-boca-preta, vermelho-de-fundo, vermelho, blackfin snapper, black spot snapper

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
30–50 cm
máximo
75 cm
peso comum
0,3–1,5 kg
recorde/máx.
14,0 kg
profundidade
80–150 m
água ideal
18–24 °C
visão geral

quem é a saçupema

A saçupema é um pargo de plataforma externa do Atlântico ocidental, da Carolina do Norte e das Bermudas até Trinidad e o norte do Brasil, incluindo o Golfo do México, e é muito comum no Caribe, sobretudo nas Antilhas. Os adultos ficam em águas mais fundas, sobre fundos de areia ou rocha e perto de barrancos e saliências, geralmente entre 80 e 150 m; os jovens aparecem em água mais rasa, em geral entre 35 e 50 m. Come principalmente peixes. Chega a 75 cm e 14 kg e é um bom peixe de mesa, vendido fresco. Há relatos de ciguatera, e o peixe às vezes é vendido como pargo-vermelho.

curiosidades

  • A Portaria MPA nº 532/2025 lista saçupema, saçupema-boca-preta e vermelho-de-fundo como nomes da espécie.
  • Anda em grupos e desova quase o ano todo, com picos em abril e setembro na Jamaica (Florida Museum).
  • Às vezes é vendida como pargo-vermelho, o que mistura espécies na mesa e nos desembarques.
como reconhecer

identificação

Corpo oval, vermelho-escarlate, prateado nos flancos baixos e no ventre, com nadadeiras amareladas a alaranjadas. A marca é uma mancha preta bem definida, em forma de vírgula, na base e na axila da peitoral. As fileiras de escamas do dorso sobem em diagonal acima da linha lateral. O pargo-do-golfo (Lutjanus campechanus) não tem essa mancha e tem a anal pontuda, e o olhão (Etelis oculatus) tem a cauda inteira de um vermelho vivo e furcada.

como está a pesca de saçupema

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Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Atlântico ocidental, da Carolina do Norte (EUA) e das Bermudas até Trinidad e o norte do Brasil, incluindo o Golfo do México (FishBase). No Brasil ocorre na costa norte e no Nordeste, na plataforma externa e nas bordas do talude.

Habitat: Plataforma externa e bordas de talude, sobre fundo de areia ou rocha, perto de barrancos e saliências, de 80 a 150 m (a FishBase dá o intervalo total de 20 a 200 m). Os jovens ficam em água mais rasa, entre cerca de 35 e 50 m.

litoral

Costa NorteCosta Nordesteplataforma
calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: abr–mai e out
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Pesca-se o ano todo. Na literatura a espécie desova na maior parte do ano, com picos em abril e setembro (Jamaica); na prática, a época melhor é a de mar calmo e corrente moderada.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Dia, com picos no amanhecer e entardecer. Pesca-se o dia todo a 100 m, mas o amanhecer e o fim da tarde costumam render mais, quando os cardumes sobem para caçar acima do fundo.

clima, água e comportamento

o que mexe com a saçupema
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Água de fundo estável; frente fria na superfície quase não muda a pesca a 100 m.

pressão atmosférica

Efeito pequeno; o problema da frente é o mar grosso.

lua

Marés grandes aumentam a corrente em bordas de plataforma e podem acender ou apagar a pesca.

chuva

Pouco efeito no peixe a 100 m; o incômodo é o conforto de quem pesca.

nível da água

Não se aplica no mar. O equivalente é a corrente de fundo, que define se a isca fica no prumo.

barulho

A 100 m o ruído do barco chega pouco ao peixe.

vento

Vento forte tira a linha do prumo; prefira mar calmo para a deriva ou o ancoramento.

maré

A maré em movimento organiza a corrente na borda da plataforma e junta o cardume na saliência.

profundidade

Em geral entre 80 e 150 m; os jovens ocupam fundos mais rasos, de 35 a 50 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
5'6" a 6'6", ação pesada, 40 a 60 lb
molinete / carretilha
carretilha de profundidade tamanho 6/0 a 9/0 ou elétrica, com 300 a 500 m de linha
linha
multifilamento 50 a 80 lb
líder
fluorocarbono ou monofilamento 60 a 100 lb, 2 a 3 m, com chicote de dois anzóis
anzol
circle hook 6/0 a 9/0

iscas artificiais

  • jig de fundo de 150 a 300 g
  • luz de LED acima do chicote

iscas naturais

  • sardinha inteira ou em pedaços
  • lula em tiras
  • cavalinha

acessórios

  • chumbo de 300 a 600 g conforme a corrente
  • dispositivo de descida
  • luvas e alicate

dica de quem pesca

Mantenha a isca a um ou dois metros do fundo e suba o chumbo quando a linha encostar: a saçupema ataca perto do fundo, junto de saliências.

o que a lei diz

regras para a saçupema

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional brasileira (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026). A IUCN a classifica com dados insuficientes (avaliação de 2015). Não localizamos tamanho mínimo nem cota federal brasileira específicos para a espécie.

Porto Rico (águas federais): até 5 por pessoa por dia

5 por pessoa por dia; 15 por barco com 3 ou mais pessoas

Nas águas federais em volta de Porto Rico, além de 9 milhas da costa, o pescador recreativo pode levar no máximo 5 peixes por dia somando garoupas, pargos e budiões (até 15 por barco quando há 3 ou mais pessoas a bordo). A saçupema (blackfin snapper) conta como pargo nesse limite. A cota não vale para quem tem licença comercial de Porto Rico ou das Ilhas Virgens.

Fonte: 50 CFR 622.431 e 622.444(a)(1) (NOAA Fisheries, EUA)

Porto Rico (águas federais): fechada de 1º/10 a 31/12

pesca e posse proibidas de 1º/10 a 31/1201/10 a 31/12

Nas águas federais em volta de Porto Rico, além de 9 milhas da costa, é proibido pescar ou ter a bordo a saçupema (blackfin snapper) de 1º de outubro a 31 de dezembro de cada ano (a norma trata juntos os pargos black, blackfin, silk e vermilion). A proibição de posse não vale para peixe pescado e desembarcado antes do fechamento.

Fonte: 50 CFR 622.439(b)(3) (NOAA Fisheries, EUA)

Porto Rico (águas federais): dispositivo de descida obrigatório a bordo

1 dispositivo de descida pronto para uso em quem pesca ou transporta peixe de recife

Quem pesca ou leva peixe de recife (a saçupema (blackfin snapper) entra na definição) nas águas federais de Porto Rico precisa ter a bordo, pronto para uso, ao menos um dispositivo de descida: instrumento capaz de devolver o peixe à profundidade em que foi pescado, com no mínimo 454 g (16 onças) de peso e 18,3 m (60 pés) de linha, que solta o peixe sozinho, por ação do operador ou quando ele escapa no fundo.

Fonte: 50 CFR 622.437(a)(4) (NOAA Fisheries, EUA)

México: até 5 por espécie e 10 peixes marinhos por dia

5 exemplares da espécie por pescador por dia, dentro do limite de 10 peixes marinhos

Na pesca esportivo-recreativa em águas federais mexicanas, cada pescador pode reter até 10 peixes marinhos por dia, no máximo 5 da mesma espécie. A saçupema (huachinango aleta negra) não está entre as espécies reservadas à pesca esportiva (marlins, veleiros, espadarte, dourado, pez gallo e sábalo) e não tem cota própria. O que passar da cota volta vivo à água, e o peixe da pesca esportiva é para consumo próprio, não para venda. Quem pesca embarcado precisa de permiso da Conapesca.

Fonte: Modificação da NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa em águas de jurisdição federal do México), publicada no DOF em 25/11/2013, itens 4.9.1 e 4.9.5 (Sagarpa/Conapesca)

México (Golfo e Caribe): até 3 kg por dia na pesca de consumo doméstico

3 kg por pescador por dia, somando meros e espécies associadas

Nas águas federais do Golfo do México e do Mar Caribe mexicano, a norma dos meros lista a espécie (pargo sesí ou huachinango aleta negra) entre as "espécies associadas". Na pesca de consumo doméstico, cada pescador pode levar até 3 kg por dia de qualquer mero ou espécie associada, só para consumo próprio e da família, sem venda, com equipamento que uma pessoa opere sozinha. A veda de 1º/02 a 31/03 dessa norma vale para os meros, não para as espécies associadas.

Fonte: NOM-065-SAG/PESC-2014 (DOF 03/07/2015), itens 4.1 e 4.13 (Sagarpa/Conapesca)

Colômbia: licença da AUNAP e pesque-e-solte como prática principal

licença pessoal da AUNAP; reter só peixe que cumpra o tamanho mínimo, para consumo próprioconfirme no órgão

Na pesca esportiva colombiana é preciso ter a licença pessoal e intransferível da AUNAP (pessoas naturais, nacionais ou estrangeiras). A resolução fixa como prática principal capturar e soltar, e só admite reter exemplares que cumpram os tamanhos mínimos, para consumo próprio. Não localizamos tamanho mínimo nem cota marinha específicos para esta espécie; confirme com a AUNAP antes de levar peixe.

Fonte: Resolução AUNAP nº 0549, de 18/03/2022 (pesca esportiva), arts. 6º e 8º

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Vinda de 80 m ou mais, chega com barotrauma. Se for soltar, use dispositivo de descida e devolva o peixe ao fundo sem demora; em Porto Rico o dispositivo é obrigatório a bordo. Na dúvida sobre a regra do local, não leve peixe.

na cozinha

Carne boa, vendida sobretudo fresca; vai bem grelhada, assada inteira ou em moqueca. Há relatos de ciguatera, que são raros; exemplares muito grandes de peixes de recife merecem mais cuidado.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01479, b = 2.96; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase: Lutjanus buccanella (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026.
  2. científica FishBase: nomes populares de Lutjanus buccanellaNomes por país e língua.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie não consta da lista. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. oficial Portaria MPA nº 532, de 23 de setembro de 2025: nomes científicos e nomes comuns das principais espécies de peixes de interesse comercialAnexo: Lutjanus buccanella, nomes "Vermelho", "Saçupema", "Saçupema-Boca-Preta" e "Vermelho-de-Fundo" (conferido no texto do Anexo).
  5. científica Florida Museum: Blackfin Snapper (Lutjanus buccanella)Mancha na base da peitoral, juvenis com mancha amarela na cauda, desova quase o ano todo (picos em abril e setembro na Jamaica) e formas de pesca. Página conferida em 13/10/2026.
  6. científica Allen, G. R. (1985). FAO species catalogue. Vol. 6. Snappers of the world. FAO Fisheries Synopsis 125(6). Roma: FAO.Catálogo de referência dos pargos do mundo (família Lutjanidae).
  7. oficial 50 CFR Parte 622, Subparte S: plano de manejo da zona econômica exclusiva ao redor de Porto Rico (eCFR)Seções 622.431 (definição de peixe de recife), 622.437(a)(4) (dispositivo de descida), 622.439(b) (fechamentos por espécie) e 622.444(a) (limites diários). Texto consolidado do eCFR conferido em 13/10/2026.
  8. oficial NOM-017-PESC-1994 e sua modificação: pesca deportivo-recreativa em águas de jurisdição federal do MéxicoItem 4.9.1: até 10 peixes marinhos por pescador e dia, no máximo 5 por espécie. O texto original (DOF 09/05/1995) também foi lido em https://platiica.economia.gob.mx/normalizacion/wp-content/uploads/sites/2/PDF_Normas_Publicas/017-pesc.pdf.
  9. oficial NOM-065-SAG/PESC-2014: aproveitamento de meros e espécies associadas no Golfo do México e Mar Caribe (DOF 03/07/2015)Item 4.1 (lista das espécies associadas) e item 4.13 (pesca de consumo doméstico: 3 kg por pescador e dia). Não conferimos se houve modificação posterior ao texto de 2015.
  10. oficial Resolução AUNAP nº 0549, de 18 de março de 2022: lineamentos para a pesca esportiva e recreativa na ColômbiaResumo dos artigos 6º (licença) e 8º (captura e solta, tamanhos mínimos). Não conferimos os valores de cota e de tamanho por espécie, que dependem do texto integral.
  11. oficial Instrução Normativa MMA nº 53, de 22 de novembro de 2005: tamanhos mínimos de captura no litoral do ES ao RSA espécie não consta dos Anexos I e II (conferidos na reprodução consolidada da norma), logo não há tamanho mínimo federal por essa norma. Não localizamos outra norma federal de tamanho mínimo ou cota específica para a espécie.
não confunda

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