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previsão de pesca

raia-de-cauda-áspera (chucho)

Bathytoshia centroura · Dasyatidae · predador

EstuárioMarlista nacional: CR · criticamente em perigo

Raia-chicote grande do Atlântico ocidental, de cauda espinhosa. É Criticamente em Perigo no Brasil e tem captura proibida: se fisgar, solte com cuidado e longe do ferrão.

Também chamado de: raia-prego (nome usado na lista oficial divulgada pela Fiperj), raia-de-cauda-áspera, raia-chicote

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
—
máximo
300 cm
peso comum
—
recorde/máx.
300,0 kg
profundidade
15–50 m
água ideal
16–24 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre a raia-de-cauda-áspera (chucho)

visão geral

quem é a raia-de-cauda-áspera (chucho)

A raia-de-cauda-áspera é uma das maiores raias-chicote (família Dasyatidae) do Atlântico ocidental. Vive sobre fundos de areia e lama da plataforma, quase sempre entre 15 e 50 m, mas já foi registrada de 3 a 270 m, e visita a costa na estação quente, segundo a FishBase. Come invertebrados e peixes do fundo. É ovovivípara: a gestação dura cerca de 4 meses e nascem 2 a 4 filhotes. No Atlântico sul-ocidental ocorre do Brasil à Argentina; as populações do Atlântico oriental, antes tratadas como a mesma espécie, passaram a ser Bathytoshia lata. A lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026) a classifica como Criticamente em Perigo, categoria mais grave que a avaliação global da IUCN (Vulnerável): captura, transporte e venda são proibidos. Aparece por acaso na pesca de fundo e de praia, e o ferrão é venenoso.

curiosidades

  • O nome científico mudou: era Dasyatis centroura, passou a Bathytoshia centroura, e a forma do Atlântico oriental virou outra espécie, B. lata.
  • A FishBase a descreve como prejudicial a bancos de moluscos, que ela explora como alimento.
  • No Uruguai é conhecida como chucho, e em Buenos Aires o nome 'chucho' também cobre as raias do gênero Myliobatis.
como reconhecer

identificação

Disco em losango, largo, de focinho curto, e cauda longa em forma de chicote com ferrão. Os adultos grandes têm a cauda e o dorso 'espinhosos': tubérculos e placas grandes, bem espaçadas, ao longo do meio do dorso e nas bordas do disco; nos jovens esses tubérculos ainda não se formaram. Segundo a FishBase, a cauda não tem dobra de pele em cima (a Hypanus say tem) e a dobra de baixo é bem mais estreita que a da raia-prego-do-caribe. A FishBase dá 300 cm de comprimento total como máximo e 125 cm de largura do disco como tamanho comum: são medidas diferentes, não compare direto.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

No Atlântico sul-ocidental vai do Brasil à Argentina, passando pelo Uruguai; no Brasil os registros mais citados são do Sul e do Sudeste, e a distribuição ao longo da costa brasileira é mal documentada nas fontes conferidas. No Atlântico norte-ocidental ocorre do nordeste dos Estados Unidos ao golfo do México. As populações do Atlântico oriental são Bathytoshia lata.

Habitat: Fundos de areia e lama da plataforma, de 3 a 270 m e quase sempre entre 15 e 50 m; entra em águas salobras e vem à costa na estação quente.

litoral

Costa SudesteCosta Sulcosteiroplataforma
calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: dez–fev
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Estimativa: a FishBase a descreve como visitante da costa na estação quente, então no Sul e no Sudeste a chance de aparecer perto da costa é maior de novembro a março. A captura é proibida em qualquer época; a informação serve para saber quando ela pode aparecer por acaso.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Qualquer hora. Não há estudo de horário para esta espécie nas fontes conferidas. Como outras raias-chicote, passa parte do tempo enterrada na areia (estimativa).

clima, água e comportamento

o que mexe com a raia-de-cauda-áspera (chucho)
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Visitante da estação quente: com a água fria se afasta da costa.

pressão atmosférica

Pouco efeito conhecido.

lua

Pouco efeito conhecido.

chuva

Pouco efeito conhecido.

nível da água

Não se aplica no mar.

barulho

Pouco sensível; costuma ficar enterrada ou parada no fundo.

vento

Pouco efeito direto; mar mexido atrapalha ver a raia no raso.

maré

Entra nos rasos com a maré enchendo para procurar comida (estimativa).

profundidade

Na maior parte dos registros, de 15 a 50 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
Captura proibida: não se aplica.
molinete / carretilha
não se aplica
linha
não se aplica
líder
não se aplica
anzol
não se aplica

acessórios

  • alicate de bico longo
  • cortador de linha
  • luvas grossas

dica de quem pesca

Se uma raia grande pegar na pesca de fundo ou de praia, não a puxe para a areia seca nem para dentro do barco. Mantenha-a na água, longe do ferrão, e corte a linha rente à boca se o anzol não sair fácil.

o que a lei diz

regras para a raia-de-cauda-áspera (chucho)

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Captura proibida em todo o Brasil. Já constava da lista anterior (Portaria MMA 148/2022) como CR. Avaliação global: Vulnerável (IUCN, 21/06/2019). Pela FishBase, as populações do Atlântico oriental pertencem a Bathytoshia lata.

Espécie ameaçada no Brasil: captura proibida

proteção integral

A lista nacional (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026) classifica a espécie como CR. Pela Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 3º), espécies VU, EN e CR têm proteção integral: ficam proibidos captura, transporte, armazenamento, beneficiamento e comercialização. Se fisgar sem querer, solte na hora, com o mínimo de manuseio.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026, art. 3º, e Portaria GM/MMA nº 1.667/2026

Buenos Aires (AR): rayas na categoria 'com reserva', no máximo 2 com sacrifício por dia

até 2 exemplares por pescador por dia podem ser sacrificados; o excedente volta à águaconfirme no órgão

Na pesca esportiva da costa marítima da província de Buenos Aires, os chuchos (Myliobatis), as 'rayas en general', o pez ángel, o pez elefante e a corvina negra formam a subcategoria 'Pesca Variada Con Reserva': no máximo dois exemplares por pescador e por dia podem ser sacrificados, contados dentro do limite de 40 peças da pesca variada, e todo o excedente deve ser devolvido na hora. O texto diz 'rayas en general' e não lista espécies. Não conferimos se há disposição mais recente que a substitua; confirme com o Ministerio de Desarrollo Agrario da província.

Fonte: Disposição nº 217/2007 (arts. 4º, 9º e 10), Ministerio de Asuntos Agrarios da Província de Buenos Aires

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Não é pesque-e-solte: é soltura de captura acidental. O ferrão da cauda é serrilhado e venenoso; a ferroada causa dor intensa e corte profundo. Não pise na raia nem segure pela cauda. Mantenha-a na água, longe do alcance da cauda, tire o anzol com alicate longo ou corte a linha rente à boca. Se for ferroado: lave, mergulhe o local em água bem quente (que não queime) e procure atendimento médico.

na cozinha

Captura e comércio proibidos no Brasil. A FishBase registra as abas comercializadas frescas, defumadas ou salgadas e secas. Não compre.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00447, b = 3.12; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link. Os meses indicam a época em que a espécie costuma ser encontrada perto da costa ou no ponto de pesca, não uma temporada de captura. A faixa de temperatura da água também é estimativa editorial, apoiada nos valores da FishBase quando eles existem.

  1. científica FishBase: Bathytoshia centroura (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026. Tamanho máximo (300 cm) em comprimento total; o comprimento comum de 125 cm da FishBase é largura do disco.
  2. científica FishBase: nomes populares de Bathytoshia centrouraNomes por país e língua.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie consta da lista. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. oficial Portaria GM/MMA nº 1.666, de 27 de abril de 2026: regras de proteção das espécies ameaçadas da lista nacionalArt. 3º: espécies VU, EN e CR ficam protegidas de modo integral (captura, transporte, guarda e comércio proibidos); § 4º: exemplar capturado por acaso deve ser liberado vivo no ato; art. 12: para espécies que entram na lista pela primeira vez, as proibições valem 180 dias após a publicação. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  5. oficial Portaria MMA nº 148, de 7 de junho de 2022: anexos da lista de espécies ameaçadas (versão anterior)Lista anterior, usada aqui só para comparar a categoria da espécie. Conferido no texto publicado no DOU.
  6. oficial Fiperj: Peixes cartilaginosos marinhos ameaçados de extinção (Portarias GM/MMA 1.666 e 1.667/2026), atualizado em 11/05/2026Cartaz do órgão de pesca do Rio de Janeiro com os nomes populares e as categorias da lista de 2026. Conferido em 13/10/2026.
  7. científica IUCN Red List: Bathytoshia centroura (avaliação global: Vulnerável, VU, 21/06/2019)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2); a página da avaliação não foi aberta.
  8. oficial Província de Buenos Aires: Disposição nº 217/2007 (regulamento da pesca esportiva marítima)Texto conferido em 13/10/2026 (arts. 3º, 4º, 9º, 10 e 14). Não conferimos disposições posteriores.
  9. científica Last, P. R.; White, W. T.; Carvalho, M. R.; Séret, B.; Stehmann, M. F. W.; Naylor, G. J. P. (eds.) (2016). Rays of the world. CSIRO Publishing.Obra impressa, citada na ficha do FishBase para separar as populações do Atlântico oriental (Bathytoshia lata). Não consultada diretamente.
não confunda

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