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catálogo Lutjanidae · predador

cají (schoolmaster)

Lutjanus apodus

MarEstuário

Pargo de recife do Caribe com barras claras e nadadeiras amarelas. Vive em grupos perto de corais e mangues e pega isca natural e jig pequeno. Não ocorre no Brasil.

Também chamado de: cají, cajisote, schoolmaster, schoolmaster snapper

Ilustração científica de Cají (schoolmaster)
tamanho comum
25–45 cm
máximo
79 cm
peso comum
0,4–2 kg
recorde/máx.
10,8 kg
profundidade
2–63 m
água ideal
25–29 °C
visão geral

quem é o cají (schoolmaster)

O cají, chamado de schoolmaster em inglês, é um pargo do Atlântico ocidental tropical, comum nas Bahamas, nas Antilhas e na costa caribenha da América Central e do Sul, até Trinidad. Os adultos vivem em recifes de coral rasos e de água clara, muitas vezes em grupos parados durante o dia, à sombra de corais e gorgônias; os jovens ficam em fundos de areia com capim-marinho, lagoas e mangues e às vezes entram em água salobra. Come peixes, camarões, caranguejos, vermes, caramujos e polvos. Pode viver mais de 40 anos. Os registros no Brasil eram confusão com a baúna (Lutjanus alexandrei), espécie brasileira descrita em 2007. É bom peixe de mesa e pega isca natural e iscas pequenas perto dos recifes.

curiosidades

  • Pode viver mais de 40 anos.
  • Os jovens às vezes entram em água salobra de lagoas e mangues.
como reconhecer

identificação

Corpo cinza-oliva a acastanhado no dorso, com cerca de oito barras verticais claras e estreitas, que podem sumir nos adultos grandes; nadadeiras amarelas. Focinho comprido e um par de caninos superiores grandes, visíveis com a boca fechada. Linha azul, contínua ou partida, sob o olho, que some com o crescimento. A baúna brasileira (Lutjanus alexandrei) tem corpo avermelhado, seis linhas brancas verticais e pintas azuis entre o focinho e o pré-opérculo.

como está a pesca de cají (schoolmaster)

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Não ocorre nas águas costeiras do Brasil: os registros antigos eram identificação errada (Moura e Lindeman, 2007). Atlântico ocidental tropical, das Bahamas e das Antilhas à costa caribenha da América Central e do Sul, até Trinidad.

Habitat: Recifes de coral rasos de água clara, perto de corais e gorgônias; jovens em capim-marinho, lagoas e mangues.

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no ano
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Sai o ano todo no Caribe.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Noite e crepúsculo. De dia fica parado em grupos à sombra dos corais; come mais no crepúsculo e à noite.

clima, água e comportamento

o que mexe com o cají (schoolmaster)
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Peixe de recife tropical; frentes frias fortes reduzem a atividade.

pressão atmosférica

Pouco efeito direto.

lua

Noites de lua movimentam mais as caçadas noturnas.

chuva

Água turva atrapalha.

nível da água

Não se aplica no mar. No mangue, a vazante leva os jovens para os canais.

barulho

Grupos parados se dispersam com barulho de motor ou âncora.

vento

Vento forte dificulta pescar parado sobre o recife.

maré

Corrente na borda do recife traz isca e ativa o cardume.

profundidade

Recifes rasos, de 2 a 20 m na maior parte das capturas.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
6' a 7', 8 a 17 lb
molinete / carretilha
molinete 2500 a 3000
linha
multifilamento 10 a 20 lb
líder
fluorocarbono 15 a 25 lb, 1 m
anzol
circle 1/0 a 2/0

iscas artificiais

  • jig head pequeno com camarão artificial
  • streamer de fly

iscas naturais

  • camarão
  • tira de peixe ou de lula
  • caranguejo pequeno

acessórios

  • chumbada leve
  • alicate

dica de quem pesca

Isca natural pequena na borda do coral, no fim da tarde, rende mais que de dia, quando o grupo fica parado e desconfiado.

o que a lei diz

regras para o cají (schoolmaster)

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Espécie fora da fauna brasileira. Em Porto Rico, entra na cota federal de garoupas, pargos e budiões.

Porto Rico (águas federais): até 5 por pessoa por dia

5 por pessoa por dia; 15 por barco com 3 ou mais pessoas

Nas águas federais em volta de Porto Rico, além de 9 milhas da costa, o pescador recreativo pode levar no máximo 5 peixes por dia somando garoupas, pargos e budiões (até 15 por barco quando há 3 ou mais pessoas a bordo). A cota não vale para quem tem licença comercial de Porto Rico ou das Ilhas Virgens.

Fonte: 50 CFR 622.444(a)(1) (NOAA Fisheries, EUA)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Segure pela boca e pela barriga, tire o anzol com alicate e solte perto do recife.

na cozinha

Carne branca e boa, frita ou grelhada. Há registros de ciguatera em peixes de recife.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01514, b = 2.97; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Lutjanus apodus (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento, lista de países e referências. Página conferida em 13/10/2026. A lista de países do FishBase ainda inclui o Brasil; seguimos Moura e Lindeman (2007), que não confirmaram a espécie nas águas brasileiras.
  2. científica Moura, R. L.; Lindeman, K. C. (2007). A new species of snapper (Perciformes: Lutjanidae) from Brazil, with comments on the distribution of Lutjanus griseus and L. apodus. Zootaxa 1422: 31-43.DOI conferido no Crossref. Descreve a baúna (Lutjanus alexandrei), antes confundida com estas espécies.
  3. científica Moura, R. L.; Lindeman, K. C. A new inshore snapper species (Lutjanidae) from Brazil and the distributional status of gray snapper and schoolmaster, Lutjanus griseus and L. apodus. Proceedings of the Gulf and Caribbean Fisheries Institute 60.O resumo afirma que L. griseus e L. apodus não ocorrem nas águas continentais do Brasil.
  4. científica IUCN Red List — Lutjanus apodus (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 10/10/2015)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. oficial Code of Federal Regulations, 50 CFR Part 622, Subpart S — Regulations specific to the Puerto Rico Management Area (NOAA Fisheries, EUA)Texto consolidado no eCFR, conferido em 13/10/2026: §622.438 (espécies proibidas), §622.439 (fechamentos por área e época) e §622.444 (cotas). Vale nas águas federais, além de 9 milhas da costa.
  6. científica Allen, G. R. (1985). FAO species catalogue. Vol. 6. Snappers of the world: an annotated and illustrated catalogue of lutjanid species known to date. FAO Fisheries Synopsis 125(6). Roma: FAO.
  7. científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Capítulo Lutjanidae (Anderson Jr., W. D.).
não confunda

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