Tainha cosmopolita de pálpebra adiposa grossa, que vive em estuários, lagoas e manguezais e sobe rios. Pasta lodo e algas em cardumes, belisca massa e pão e salta quando é fisgada.
Também chamado de: tainha-olhalvo, lisa, tainha, flathead grey mullet, striped mullet
silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
30–50 cm
máximo
100 cm
peso comum
0,2–1,2 kg
recorde/máx.
— kg
profundidade
0–10 m
água ideal
18–26 °C
visão geral
quem é a tainha-olhalvo (lisa)
A tainha-olhalvo, chamada de lisa nos países de língua espanhola, é uma das tainhas de distribuição mais ampla do planeta: ocorre em águas costeiras tropicais, subtropicais e temperadas de todos os mares. Vive em cardumes sobre fundos de areia e lama, quase sempre entre 0 e 10 m, e entra em estuários, lagoas, manguezais e até rios, às vezes bem longe da foz. Come de dia, de detritos, microalgas e pequenos organismos do fundo. Os adultos migram para o mar para desovar, e cada fêmea solta de 0,8 a 2,6 milhões de ovos. Amadurece aos 3 ou 4 anos e chega perto de 1 m. No Brasil a espécie é citada para o litoral, mas muitas tainhas pescadas aqui são a Mugil liza, tratada na ficha da tainha.
curiosidades
É uma das tainhas mais difundidas do mundo, em águas costeiras de todos os mares tropicais, subtropicais e temperados.
Cada fêmea solta de 0,8 a 2,6 milhões de ovos no mar, e as larvas voltam para a costa para crescer em águas protegidas.
Não tem fase obrigatória em água doce, mas sobe rios e entra em lagoas muito salgadas.
como reconhecer
identificação
Corpo robusto e roliço, cabeça larga e achatada por cima, boca pequena sem dentes visíveis e pálpebra adiposa grossa que cobre boa parte do olho. Duas dorsais bem separadas, a primeira mais perto do focinho que da cauda; escamas na base da segunda dorsal e da anal e uma escama alongada na axila da peitoral. Dorso cinza-azulado a oliváceo, flancos prateados com linhas escuras ao longo do corpo e ventre claro. Do parati (Mugil curema) separa-se pelo porte maior e pela falta da mancha dourada no opérculo. Da tainha (M. liza) só se separa contando escamas: na dúvida, siga as regras da tainha.
como está a pesca de tainha-olhalvo (lisa)
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Cosmopolita em águas costeiras. No Atlântico ocidental vai da Nova Escócia ao Brasil, mas falta nas Bahamas e na maior parte das Antilhas; no Pacífico oriental, da Califórnia ao Chile. Na América Latina aparece no México, na América Central, na Colômbia, no Equador, no Peru, no Chile, em Trinidad e Tobago e na Guiana Francesa. No Brasil é citada ao longo do litoral, em estuários e lagoas, e sua separação da tainha (Mugil liza) é difícil.
Habitat: Estuários, lagoas costeiras, baías, manguezais e canais de maré com fundo de areia ou lama; entra em água doce e em lagoas muito salgadas. No mar, fica junto à costa.
litoral
Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiro
calendário e relógio
quando pescar
melhor época
época no anomelhor: mai–ago
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez
Presente o ano todo em estuários e lagoas. O pico vem com o frio, quando os cardumes se juntam para desovar no mar (para a tainha do Sul, de maio a julho; no Golfo do México, a norma mexicana da lisa situa a corrida reprodutiva sobretudo no outono e no inverno).
melhor horário
Diurno. Come sobretudo de dia, em cardumes que pastam o fundo e a superfície; as primeiras horas da manhã e o meio da tarde, com a água em movimento, costumam ser as melhores.
clima, água e comportamento
o que mexe com a tainha-olhalvo (lisa)
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.
frio e frente fria
Prefere água entre uns 18 e 26 °C. A queda brusca de temperatura derruba o beliscar, mas o frio de outono e inverno também reúne os cardumes para a desova.
pressão atmosférica
Frente fria com ventania suja a água e dispersa o cardume; depois que estabiliza, a pesca volta.
lua
Efeito pequeno. Marés de sizígia mexem o cardume e a corrente que ele segue.
chuva
Chuva fraca não atrapalha; enxurrada que derruba a salinidade e suja o estuário espalha o cardume.
nível da água
Não se aplica no mar. Em estuário e lagoa, a maré e a abertura da barra decidem onde o cardume entra e sai.
barulho
Arisca: passos no píer, sombra e barulho de remo fazem o cardume sumir. Ceva leve e silêncio.
vento
Vento forte levanta marola e suja a margem; vento leve, que só enruga a água, esconde o pescador.
maré
Entra em canais e lagoas na enchente e sai na vazante; pesque bocas e canais com a água em movimento.
profundidade
Raso: de 0 a 3 m na maior parte do tempo, pastando o fundo e a superfície.
2,1 a 3,0 m, leve e sensível; caniço de bambu em píer
molinete / carretilha
molinete 2000 a 3000
linha
monofilamento 0,25 a 0,30 mm
líder
monofilamento 0,22 a 0,28 mm, 50 cm
anzol
anzol pequeno nº 8 a 12, tipo chinu ou maruseigo
iscas artificiais
mosca pequena imitando alga ou miolo de pão (fly)
iscas naturais
massa de pão com farinha de peixe
miolo de pão
alga filamentosa (limo)
camarão picado
acessórios
ceva (engodo) de pão e farelo
boia sensível
puçá
dica de quem pesca
Ceve pouco e sempre na corrente e use boia bem sensível. A boca é pequena e mole: fisgada curta e fricção macia.
o que a lei diz
regras para a tainha-olhalvo (lisa)
Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado. Conservação: Não consta da lista nacional brasileira (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026).
Tamanho mínimo de referência da tainha (35 cm) no Sudeste e Sul
35 cm (CT)ESRJSPPRSCRSCosta SudesteCosta Sulconfirme no órgão
A IN MMA 53/2005 (Anexo II) proíbe pescar, manter a bordo e desembarcar tainha com menos de 35 cm de comprimento total no litoral do ES ao RS. O anexo cita a tainha como Mugil platanus ou M. liza e não nomeia M. cephalus; como as duas se confundem no campo, use 35 cm como referência e solte o que for menor. A regra não vale para a pesca de arrasto.
México: até 5 por espécie e 10 peixes marinhos por dia
5 exemplares da espécie por pescador por dia, dentro do limite de 10 peixes marinhos
Na pesca esportivo-recreativa em águas federais mexicanas, cada pescador pode reter até 10 peixes marinhos por dia, no máximo 5 da mesma espécie. A lisa não está entre as espécies com limite próprio (picudos, tubarões, pescada-gigante, sábalo, dorado, pez gallo e baya). O que passar da cota volta vivo à água, e o peixe da pesca esportiva não pode ser vendido. Pescar embarcado exige permiso, e a pesca esportiva fica proibida em zonas e épocas de veda.
México: tamanho mínimo da lisa (30 cm) na norma da pesca comercial
30 cm (comprimento total)confirme no órgão
A NOM-016-SAG/PESC-2014 fixa 30 cm de comprimento total para a lisa (Mugil cephalus), no Golfo do México e Caribe e também no Pacífico e Golfo da Califórnia. A norma obriga os titulares de permisos e concessões de pesca comercial; a NOM-017, da pesca esportiva, remete tamanhos mínimos aos acordos da Secretaria. Como referência para quem pesca por esporte, solte a lisa menor que 30 cm.
México: veda da lisa e da liseta no Golfo do México (Tamaulipas e norte de Veracruz)
1º a 31/12 e 1º a 28/02; na Laguna Madre, também 1º/09 a 10/11confirme no órgão
O aviso de vedas de 1994, na redação do acordo de 2015, proíbe a pesca da lisa (Mugil cephalus) e da liseta ou lebrancha (M. curema) de 1º a 31 de dezembro e de 1º a 28 de fevereiro no litoral de Tamaulipas e no norte de Veracruz, do rio Tuxpan ao rio Pánuco. Na Laguna Madre, em Tamaulipas, vale também o período de 1º de setembro a 10 de novembro. A NOM-017 proíbe a pesca esportiva em zonas e épocas de veda. Os períodos foram sendo ajustados (reportagem de 2024 cita uma janela de captura de 11 a 30 de novembro na Laguna Madre): confirme na Conapesca.
A Resolução Ministerial 361-2019-PRODUCE fixou em 32 cm de comprimento total o tamanho mínimo de captura da lisa (Mugil cephalus), com tolerância máxima de 15% de exemplares abaixo dele (antes eram 37 cm e 10%). A RM 209-2001-PE proíbe extrair, receber, transportar, processar e comercializar peixe marinho abaixo dos tamanhos do seu anexo. Para quem pesca por esporte, vale soltar o que estiver abaixo de 32 cm.
Colômbia: tamanho mínimo da lisa de 25 cm (bacias do Magdalena, Cauca e San Jorge)
25 cm (comprimento padrão)confirme no órgão
A tabela de tamanhos mínimos vigentes da AUNAP para a bacia do Magdalena, Cauca e San Jorge traz a lisa (Mugil liza, M. incilis e M. cephalus) com 25 cm de comprimento padrão. A tabela é de 2018, reúne normas antigas do Inderena e não trata das águas marinhas. Confirme na AUNAP antes de reter peixe pequeno.
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.
O muco é frágil e a escama sai fácil: molhe as mãos, segure pouco e devolva logo. Anzol pequeno e sem farpa facilita a soltura.
na cozinha
Carne clara e saborosa, mais gorda no frio; vai à brasa, frita ou em ensopado. As ovas são vendidas frescas ou defumadas, e a espécie é cultivada em viveiros de água doce e salobra.
calculadora
quanto pesa sem tirar da água
Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01202, b = 2.94; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.
peso estimado
—
fontes e referências
Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link. A faixa de profundidade de pesca, o tamanho comum e a faixa de temperatura ideal da água, quando a FishBase não traz o valor, são estimativas editoriais feitas a partir da biologia da espécie.
científicaFishBase: Mugil cephalus (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026.
oficialAUNAP (Colômbia): tallas mínimas vigentesTabela de agosto de 2018. A lisa (Mugil liza, M. incilis, M. cephalus) aparece na bacia do Magdalena, Cauca e San Jorge, com 25 cm de comprimento padrão.