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catálogo Cichlidae · predador

tucunaré-pinima

Cichla pinima

Água doce

Tucunaré grande dos afluentes de água clara do baixo Amazonas, como Tapajós e Curuá-Una. Briga forte e ataca na superfície.

Também chamado de: pinima, tucunaré-pintado

Ilustração científica de Tucunaré-pinima
tamanho comum
35–60 cm
máximo
70 cm
peso comum
1,5–4 kg
recorde/máx.
7,0 kg
profundidade
0,5–5 m
água ideal
27–31 °C
visão geral

quem é o tucunaré-pinima

É o tucunaré grande dos rios de água clara que descem para o baixo Amazonas, no Pará e Amapá. Vive em lagos de beira, remansos, praias e pedrais de rios como o baixo Tapajós, o Curuá-Una e o Jari. Tem hábito parecido com o do açu: caça perto de estrutura, defende território e ataca iscas de superfície com força. Na seca os peixes se juntam em lagos e beiradas de praia, e a pesca fica produtiva. O nome pinima vem do tupi e quer dizer pintado. Na pesca, muita gente chama de pinima também a fase pintada do açu, o que causa confusão em relatos e registros.

curiosidades

  • A espécie só foi descrita formalmente em 2006, na revisão do gênero Cichla.
  • Estudos genéticos indicam cruzamento antigo com o açu em parte da área de ocorrência.
como reconhecer

identificação

Três barras verticais escuras e, entre elas, manchas e pintas pretas irregulares espalhadas pelo flanco e pela cabeça. Ocelo preto com aro dourado na cauda. Corpo amarelo-esverdeado. O açu na fase paca tem pintas claras, não pretas. O amarelo tem pintas brancas só nas nadadeiras de baixo. O azul tem cinco barras. Em caso de dúvida, a região da captura ajuda a definir.

como está a pesca de tucunaré-pinima

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Afluentes de água clara do baixo Amazonas: baixo Tapajós, Curuá-Una, Jari e rios do Amapá, além de lagos de beira ligados a eles.

Habitat: Lagos de beira de rio, remansos, praias e pedrais, galhadas e bocas de igarapé em água clara.

nativa nas bacias

Amazônica

estados

Pará, Amapá, Amazonas

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: ago–nov
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Seca do baixo Amazonas, de agosto a novembro, é a temporada. Na cheia o peixe entra no igapó.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Dia, com picos no amanhecer e entardecer. Ativo de dia, melhor nas primeiras horas e no fim da tarde.

clima, água e comportamento

o que mexe com o tucunaré-pinima
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Pouco frio na região; friagens rápidas reduzem a atividade.

pressão atmosférica

Tempo firme favorece.

lua

Efeito pequeno.

chuva

Chuva forte suja a água clara e atrapalha.

nível da água

Rio baixando concentra nas praias e lagos.

barulho

Sensível em água clara. Chegue em silêncio.

vento

Marola leve ajuda.

profundidade

Raso de manhã e à tarde; desce para pedral no calor.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
5'6'' a 6'0'', ação rápida, 15 a 30 lb
molinete / carretilha
carretilha de perfil baixo 100 a 200 ou molinete 3000 a 4000
linha
multifilamento 30 a 50 lb
líder
fluorocarbono 40 a 50 lb
anzol
garatéias 2/0 a 4/0 reforçadas

iscas artificiais

  • zara 11 a 13 cm
  • hélice dupla
  • jig de penas 3/8 a 1/2 oz
  • jerkbait de meia-água

iscas naturais

  • No Amazonas é proibido usar isca viva na pesca do tucunaré (Lei AM 6.647/2023).

acessórios

  • alicate
  • boga-grip
  • óculos polarizados

dica de quem pesca

Em água clara, arremessos longos e líder de fluorocarbono fazem diferença.

o que a lei diz

regras para o tucunaré-pinima

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026).

Mato Grosso: Transporte Zero de 12 espécies

MTParaguai (Pantanal)AmazônicaTocantins-Araguaia

Ficam integralmente vedados o transporte, o armazenamento e a comercialização, por 5 anos a partir de 01/01/2024, de: cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã (Brycon spp.), pintado/surubim (Pseudoplatystoma spp.), piraíba, piraputanga, pirarara, pirarucu, trairão e tucunaré (Cichla spp.). Para o amador: só pesque-e-solte. Essas 12 espécies não podem nem ser consumidas no local, já que a cota de 2 kg ou 1 exemplar exclui o rol do art. 19-B. A lei cita o jaú como Zungaro zungaro; incluímos também o jaú do Pantanal (Z. jahu) por precaução. Ainda podem mudar o rol: o §2º (exóticas e predadoras), o §3º (revisão por estudo) e a avaliação de 3 anos prevista para 2027. Notícia do TJMT de 02/06/2026 confirma as 12 espécies vedadas. O STF negou liminar nas ADIs contra a lei em 2024; não localizamos decisão de mérito.

Fonte: Lei estadual MT nº 9.096/2009, arts. 19-A, 19-B e 19-C, com redação das Leis nº 12.197/2023 e 12.434/2024

Amazonas: tucunaré-açu, pinima e vazzoleri só pesque-e-solte

AMAmazônica

No Amazonas é vedado o abate de tucunaré-açu (Cichla temensis), tucunaré-vazzoleri (Cichla vazzoleri) e tucunaré-pinima (Cichla pinima) por pescadores amadores e esportivos: o peixe deve ser devolvido vivo. A pesca comercial dessas três espécies também é proibida. A lei original (6.647/2023) vedava o abate de todos os tucunarés; a Lei 7.208/2024 restringiu a regra a essas três. A mesma lei proíbe isca viva na pesca do tucunaré (art. 17) e prevê defeso do tucunaré, ainda a ser regulamentado, sem impedir o pesque-e-solte.

Fonte: Lei estadual AM nº 6.647/2023, arts. 7º, 8º e 17, com redação da Lei nº 7.208/2024

Roraima: tucunaré em rios do Baixo Rio Branco

RRAmazônica

Ficam proibidas a pesca comercial e a amadora de tucunaré nos rios Água Boa do Univini, Itapará, Xeruini, Jufari e Jauaperi e seus afluentes. Só são permitidas a pesca esportiva, por empresas licenciadas pela Femarh e com no máximo 2 anzóis sem farpa por isca, e a pesca de subsistência dos ribeirinhos.

Fonte: Lei estadual RR nº 1.540/2021, alterada pela Lei nº 2.112/2025

piracemas das bacias onde a espécie vive

Piracema em Mato Grosso (todas as bacias)

01/10 a 31/01MT

Permitido: Todas as modalidades de pesca ficam proibidas nos rios, inclusive o pesque-e-solte (Lei 9.096/2009, art. 19-A). Exceções: subsistência desembarcada (3 kg ou 1 exemplar, sem transporte nem venda) e pesca científica. A Lei 13.159/2025 passou a admitir pesca desportiva licenciada em reservatórios de UHE/PCH, lagos naturais e rios de divisa, condicionada a estudo científico e a licença do órgão ambiental. Não confirmamos se essas licenças já são emitidas.

Fonte: IN Interministerial MAPA/MMA nº 10/2017; Resolução Cepesca-MT nº 1/2026; Lei estadual MT nº 9.096/2009, arts. 19-A e 27 (Leis 12.434/2024 e 13.159/2025)

Defeso nos rios da Ilha de Marajó (PA)

01/01 a 30/04PA

Permitido: Mesmas exceções do amador previstas na Portaria 48/2007 (linha de mão ou vara, 5 kg + 1 exemplar), salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Defeso da bacia Amazônica no Amapá

15/11 a 15/03AP

Permitido: Amador com linha de mão ou vara, linha e anzol fica fora das proibições do Anexo II, com cota de 5 kg + 1 exemplar, salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Rios de divisa MT/RO e MT/PA

05/11 a 28/02MTROPA

Permitido: Veja as exceções da Portaria 48/2007 e as regras estaduais de cada margem.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Boga na boca e apoio na barriga. Solte de frente para a corrente.

na cozinha

No Amazonas, o tucunaré-pinima é só pesque-e-solte, por lei estadual. Fora de lá: carne branca e firme. Assado, frito ou na caldeirada.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01122, b = 3.08; FishBase (bayesiano, estimado pelo gênero/forma do corpo)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Cichla pinima (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Cichla pinima (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Cichla pinima (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 07/11/2018)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Kullander, S. O.; Ferreira, E. J. G. (2006). A review of the South American cichlid genus Cichla, with descriptions of nine new species. Ichthyological Exploration of Freshwaters 17(4): 289–398.Revisão do gênero Cichla (descreve C. kelberi, C. piquiti e C. pinima, entre outras). Periódico sem DOI; a URL é o registro bibliográfico no FishBase.
não confunda

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