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catálogo Cichlidae · predador

tucunaré-azul

Cichla piquiti

Água doce

Tucunaré de cinco barras do Tocantins-Araguaia, forte e brigador, hoje espalhado por grandes represas do Sudeste e Centro-Oeste.

Também chamado de: tucunaré-azul, azul

Ilustração científica de Tucunaré-azul
tamanho comum
35–60 cm
máximo
80 cm
peso comum
1–4 kg
recorde/máx.
8,0 kg
profundidade
1–8 m
água ideal
26–30 °C
visão geral

quem é o tucunaré-azul

Nativo da bacia do Tocantins-Araguaia, o tucunaré-azul foi levado para represas do Paraná e do São Francisco, onde virou alvo principal de muita pescaria. Gosta de água clara e mais funda que o amarelo: pedrais, pontas de ilha, paliteiros em barrancos e bordas de canal. Caça lambaris, curimbas pequenas e outros tucunarés, sozinho ou em pequenos grupos. Briga com arrancadas fortes e costuma descer para o fundo em vez de saltar. Como o amarelo, depende de água quente: abaixo de 20 °C quase para de comer. Em represa de Sudeste a temporada é a época quente; no Tocantins, a seca de inverno.

curiosidades

  • Em represas do Paraná ele entrou por soltura de pescadores e de piscicultura e mudou a pesca regional.
  • Casais escavam ninhos em fundo duro e defendem os filhotes com ataques a qualquer isca.
como reconhecer

identificação

Cinco barras verticais escuras e estreitas no flanco, separadas por faixas claras, e ocelo preto com aro dourado na base da cauda. Dorso esverdeado a azulado. Nadadeiras de baixo alaranjadas. O amarelo tem três barras e pintas brancas nas nadadeiras ventrais e anal. O açu também tem três barras. Contar as barras resolve: cinco é azul.

como está a pesca de tucunaré-azul

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Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Nativo do Tocantins e baixo Araguaia, inclusive represas como Serra da Mesa, Lajeado e Tucuruí. Introduzido em represas do Rio Grande, Paranaíba, Tietê e Paraná, e no São Francisco.

Habitat: Pedrais, pontas de ilha, paliteiros e galhadas em barranco, bordas de canal e enseadas de represa com água clara.

nativa nas bacias

Tocantins-Araguaia

introduzida em

ParanáSão Francisco

estados

Tocantins, Goiás, Pará, Maranhão, Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Bahia

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: ago–nov
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

No Tocantins a melhor fase é a seca, de julho a outubro. Nas represas do Sudeste rende de setembro a março e cai muito no inverno.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Dia, com picos no amanhecer e entardecer. Come de dia. Primeiras horas da manhã e fim de tarde são os melhores momentos na superfície; no sol a pino desce para pedral e canal.

clima, água e comportamento

o que mexe com o tucunaré-azul
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Frente fria em represa do Sudeste derruba a pesca por dias. Abaixo de 20 °C na água, quase não ataca.

pressão atmosférica

Pressão estável e dias quentes seguidos são o cenário ideal.

lua

Efeito pequeno.

chuva

Chuva forte suja a água e piora a pesca de superfície.

nível da água

Represa baixando expõe pedrais e pontas: o peixe fica mais fácil de achar.

barulho

Sensível ao motor em água rasa e clara. Desligue antes de chegar ao ponto.

vento

Marola ajuda na superfície. Vento forte em represa grande atrapalha e é perigoso.

profundidade

Raso de manhã e à tarde; 3 a 8 m em pedral e canal nas horas quentes.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
5'6'' a 6'6'', ação rápida, 12 a 25 lb
molinete / carretilha
carretilha de perfil baixo tamanho 100 a 200 ou molinete 3000
linha
multifilamento 30 a 40 lb
líder
fluorocarbono 30 a 40 lb, 60 a 80 cm
anzol
garatéias 1/0 a 3/0 reforçadas; anzol offset 3/0 a 5/0 para soft

iscas artificiais

  • zara 9 a 12 cm
  • hélice simples ou dupla
  • jig de penas 1/4 a 1/2 oz
  • shad de silicone com jig head 1/4 a 1/2 oz
  • jerkbait de meia-água

iscas naturais

  • lambari ou tuvira vivos

acessórios

  • alicate
  • boga-grip
  • óculos polarizados
  • sonar para achar pedral

dica de quem pesca

Quando o azul não sobe, desça a isca: shad ou jig quicando no pedral pega peixe grande no meio do dia.

o que a lei diz

regras para o tucunaré-azul

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026). Fora do Tocantins-Araguaia é espécie exótica e pressiona peixes nativos.

Janela de tamanho no Tocantins

30 cm (máximo 50 cm)TOTocantins-Araguaia

No Tocantins só é permitido reter tucunaré-azul entre 30 e 50 cm, medidos da ponta do focinho ao fim da cauda. Peixe fora da janela volta para a água. Pela Portaria NATURATINS nº 44/2026, até fevereiro de 2029 o amador e o esportivo só podem transportar um exemplar nativo por pescador.

Fonte: Portaria NATURATINS/GABIN nº 47/2026 (anexos alterados pela Portaria nº 105/2026)

Transporte Zero em Mato Grosso

pesque e solte obrigatório; transporte, armazenamento e venda proibidosMT

Até 31/12/2028, tucunaré (Cichla spp.) pescado em rios de Mato Grosso não pode ser transportado, armazenado nem vendido. O amador só pode praticar pesque e solte; a cota de consumo no local não vale para as 12 espécies da lista. A lei é contestada no STF (ADIs 7471, 7514 e 7590), mas a liminar foi negada em 2024.

Fonte: Lei estadual nº 12.434/2024 (MT), arts. 19-B e 19-C da Lei 9.096/2009

Mato Grosso: Transporte Zero de 12 espécies

MTParaguai (Pantanal)AmazônicaTocantins-Araguaia

Ficam integralmente vedados o transporte, o armazenamento e a comercialização, por 5 anos a partir de 01/01/2024, de: cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã (Brycon spp.), pintado/surubim (Pseudoplatystoma spp.), piraíba, piraputanga, pirarara, pirarucu, trairão e tucunaré (Cichla spp.). Para o amador: só pesque-e-solte. Essas 12 espécies não podem nem ser consumidas no local, já que a cota de 2 kg ou 1 exemplar exclui o rol do art. 19-B. A lei cita o jaú como Zungaro zungaro; incluímos também o jaú do Pantanal (Z. jahu) por precaução. Ainda podem mudar o rol: o §2º (exóticas e predadoras), o §3º (revisão por estudo) e a avaliação de 3 anos prevista para 2027. Notícia do TJMT de 02/06/2026 confirma as 12 espécies vedadas. O STF negou liminar nas ADIs contra a lei em 2024; não localizamos decisão de mérito.

Fonte: Lei estadual MT nº 9.096/2009, arts. 19-A, 19-B e 19-C, com redação das Leis nº 12.197/2023 e 12.434/2024

Roraima: tucunaré em rios do Baixo Rio Branco

RRAmazônica

Ficam proibidas a pesca comercial e a amadora de tucunaré nos rios Água Boa do Univini, Itapará, Xeruini, Jufari e Jauaperi e seus afluentes. Só são permitidas a pesca esportiva, por empresas licenciadas pela Femarh e com no máximo 2 anzóis sem farpa por isca, e a pesca de subsistência dos ribeirinhos.

Fonte: Lei estadual RR nº 1.540/2021, alterada pela Lei nº 2.112/2025

piracemas das bacias onde a espécie vive

Defeso em Goiás (regra estadual)

01/11 a 28/02GO

Permitido: Pesca esportiva e conduzida só em reservatórios, em pesque-e-solte com anzol sem fisga (sem reter, transportar ou consumir). Subsistência: até 5 kg por dia, só para consumo doméstico.

Fonte: IN Semad-GO nº 17/2026, arts. 8º a 11

Piracema em Mato Grosso (todas as bacias)

01/10 a 31/01MT

Permitido: Todas as modalidades de pesca ficam proibidas nos rios, inclusive o pesque-e-solte (Lei 9.096/2009, art. 19-A). Exceções: subsistência desembarcada (3 kg ou 1 exemplar, sem transporte nem venda) e pesca científica. A Lei 13.159/2025 passou a admitir pesca desportiva licenciada em reservatórios de UHE/PCH, lagos naturais e rios de divisa, condicionada a estudo científico e a licença do órgão ambiental. Não confirmamos se essas licenças já são emitidas.

Fonte: IN Interministerial MAPA/MMA nº 10/2017; Resolução Cepesca-MT nº 1/2026; Lei estadual MT nº 9.096/2009, arts. 19-A e 27 (Leis 12.434/2024 e 13.159/2025)

Piracema da bacia do rio Araguaia

01/11 a 28/02GOTOPAMT

Permitido: Pesca amadora só em reservatórios, com linha de mão, vara ou molinete/carretilha. O pescado só pode ser consumido no local, sem transporte. Competições proibidas. Subsistência: 3 kg + 1 exemplar. Regras estaduais (GO e TO) podem ser mais restritivas.

Fonte: IN Interministerial MPA/MMA nº 12/2011

Piracema das bacias dos rios Tocantins e Gurupi

01/11 a 28/02TOPAMAGO

Permitido: Pesca amadora só em reservatórios, com consumo no local. Subsistência: 5 kg + 1 exemplar. Regras estaduais podem ser mais restritivas.

Fonte: IN Interministerial MPA/MMA nº 13/2011

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Boga na boca e mão na barriga, foto rápida. Em represa funda, peixe puxado de mais de 8 m pode sofrer com a descompressão: solte logo e segure até nadar.

na cozinha

Carne branca, firme e saborosa. Filé frito, assado na brasa ou moqueca.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01479, b = 3.04; FishBase (bayesiano, espécie + gênero)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Cichla piquiti (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Cichla piquiti (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Cichla piquiti (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 07/11/2018)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Kullander, S. O.; Ferreira, E. J. G. (2006). A review of the South American cichlid genus Cichla, with descriptions of nine new species. Ichthyological Exploration of Freshwaters 17(4): 289–398.Revisão do gênero Cichla (descreve C. kelberi, C. piquiti e C. pinima, entre outras). Periódico sem DOI; a URL é o registro bibliográfico no FishBase.
  6. científica Ota, R. R.; Deprá, G. C.; Graça, W. J.; Pavanelli, C. S. (2018). Peixes da planície de inundação do alto rio Paraná e áreas adjacentes: revised, annotated and updated. Neotropical Ichthyology 16(2): e170094.Lista comentada das espécies do alto rio Paraná, com indicação de nativas e não nativas. Acesso aberto; nome da espécie conferido no texto.
não confunda

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