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previsão de pesca

cação-sebastião

Mustelus canis · Triakidae · predador

EstuárioMarlista nacional: EN · em perigo

Cação pequeno e esguio do Atlântico ocidental, que caça caranguejos e lagostas no fundo. Em Perigo na lista brasileira (captura proibida) e Quase Ameaçado no mundo. Muito parecido com outros Mustelus: na dúvida, solte.

Também chamado de: cação-sebastião, cação-bico-doce, cação-canejo, tolo, bodinho, tubarão-angolista

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
100 cm
máximo
150 cm
peso comum
—
recorde/máx.
12,2 kg
profundidade
18–200 m
água ideal
16–24 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o cação-sebastião

visão geral

quem é o cação-sebastião

O cação-sebastião é um cação pequeno e esguio do Atlântico ocidental, do Canadá ao norte da Argentina. Vive no fundo de plataformas e do talude superior, da zona de maré a 200 m (às vezes bem mais fundo), nada ativamente, em bandos, e caça no fundo, sobretudo caranguejos e lagostas. A fêmea tem de 4 a 20 filhotes vivos, ligados à mãe por uma placenta de saco vitelino. É Quase Ameaçado no mundo (IUCN, 2019), mas está na lista brasileira como Em Perigo, com captura proibida. Como os Mustelus se confundem entre si, todo cação desse grupo fisgado no Sul e no Sudeste do Brasil deve ser solto. Em outros países, a espécie é peixe de pesca comercial e esportiva (FishBase).

curiosidades

  • Caça caranguejos e também lagostas, em quantidade (FishBase).
  • Uma subespécie, Mustelus canis insularis, vive em várias ilhas do Caribe.
  • Os cações do gênero Mustelus não têm espinhos nas dorsais e têm dentes em mosaico, próprios para triturar crustáceos.
como reconhecer

identificação

Cação pequeno e esguio. As dorsais têm a borda de trás bem serrilhada, e a segunda é quase do tamanho da primeira. Como os outros Mustelus, tem dentes baixos, em mosaico, próprios para quebrar crustáceos. A FishBase avisa que uma de duas espécies recém-reconhecidas do tipo canis-norrisi, na região, costuma ser confundida com esta; M. norrisi vive junto com ela. O cação-malhado (M. schmitti), do Sul, costuma ter pintinhas brancas, e o cação-bico-doce (Galeorhinus galeus) tem a cauda com um lóbulo grande e destacado. No Brasil, todos eles são protegidos.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

No Atlântico ocidental, de Massachusetts à Flórida (EUA), no norte e oeste do Golfo do México, na Venezuela, em Cuba, Jamaica, Barbados, Bermudas e Bahamas; e do Sul do Brasil ao norte da Argentina (FishBase). Há uma subespécie, M. c. insularis, em ilhas do Caribe. Registros antigos podem ter sido de outros Mustelus: a FishBase avisa que espécies parecidas da região se confundem com esta.

Habitat: Plataforma continental e talude superior, da zona de maré a cerca de 200 m, junto ao fundo. Ocasionalmente entra em água doce, mas dificilmente fica nela por muito tempo (FishBase).

litoral

Costa SudesteCosta Sulcosteiroplataforma
calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no ano
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Estimativa: sem época conhecida para o Brasil. A FishBase diz que a espécie migra ao longo da costa atlântica dos Estados Unidos. Informação legal: no Brasil, a captura é proibida o ano todo.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Qualquer hora. Nada ativamente e caça no fundo, em grupos; a FishBase não aponta horário preferido.

clima, água e comportamento

o que mexe com o cação-sebastião
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Migra seguindo a temperatura na costa dos Estados Unidos; no Brasil, o efeito é pouco documentado.

pressão atmosférica

Pouco conhecido.

lua

Pouco conhecido.

chuva

Pouco relevante.

nível da água

Não se aplica no mar.

barulho

Pouco conhecido.

vento

Mar grosso impede a pesca de praia e a de barco pequeno.

maré

Pouco conhecido.

profundidade

De 0 a 800 m, em geral de 18 a 200 m (FishBase).

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
Captura proibida no Brasil.
molinete / carretilha
Não se aplica.
linha
Não se aplica.
líder
Não se aplica.
anzol
Em pesca de praia ou embarcada de fundo, prefira anzol circular sem farpa (ou com a farpa amassada): facilita soltar o que não pode ser levado.

acessórios

  • alicate de corte
  • desanzolador de cabo longo

dica de quem pesca

Se um cação desse grupo pegar, solte na água, corte a linha rente ao anzol se ele não sair fácil e não tente separar a espécie pela aparência.

o que a lei diz

regras para o cação-sebastião

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Na lista nacional de espécies ameaçadas como EN; captura proibida em todo o Brasil. Avaliação global da IUCN: NT (A2bd), de 21/06/2019 (via FishBase).

Espécie ameaçada no Brasil: captura proibida

proteção integral

O cação-sebastião (Mustelus canis) está na lista nacional como Em Perigo (EN) (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026, item 335 do Anexo I). A Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 3º) proíbe captura, transporte, armazenamento, guarda, beneficiamento e comércio em todo o Brasil. Quem fisgar por acaso deve soltar o animal vivo no ato (art. 3º, § 4º). Para espécies que não estavam na lista anterior, as proibições começam 180 dias depois da publicação (art. 12), por volta de 25/10/2026 (a Fiperj indica 27/10/2026); não conferimos se esta espécie já constava da lista anterior, e na dúvida solte. A norma não autoriza pesca dirigida, nem com soltura: no Brasil, não procure esta espécie. Os Mustelus se confundem entre si, e M. fasciatus e M. schmitti também estão na lista (CR).

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026, art. 3º, e Portaria GM/MMA nº 1.667/2026

Finning proibido: tubarão só inteiro, com as nadadeiras

nadadeiras naturalmente aderidas ao corpo

No Brasil é proibido o finning (capturar tubarões e raias e aproveitar só as barbatanas, descartando o resto do corpo). A norma trata de desembarque, transporte e comércio por embarcações de pesca: todo tubarão ou raia deve chegar com as nadadeiras naturalmente aderidas ao corpo (o corte parcial para dobrá-las contra o corpo é permitido); é proibido transportar a bordo animal sem nadadeiras ou nadadeiras soltas e transferir tubarões e raias entre embarcações. Isto não autoriza a captura desta espécie, que é proibida.

Fonte: Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 14, de 26/11/2012, art. 3º (Ministério da Pesca e Aquicultura e Ministério do Meio Ambiente)

México: no máximo 1 tubarão por pescador por dia

1 exemplar por pescador por dia (vale por 5 na cota de 10)

Na pesca esportivo-recreativa em águas marinhas mexicanas, o limite para tubarões é de um exemplar por pescador por dia, que conta como cinco no limite total de dez peixes (no máximo cinco da mesma espécie). Exemplares além da cota só podem ser devolvidos vivos, em boas condições de sobrevivência (captura e soltura), e o pescado da pesca esportiva não pode ser vendido. A pesca esportiva também não pode ser feita em zonas e épocas de veda nem em áreas naturais protegidas sem as autorizações próprias. Para a NOM-017, os cações Mustelus entram como 'tiburón'.

Fonte: NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa), modificação publicada no DOF, itens 4.9.1 a e b, 4.9.5, 4.10 e 4.11 (Sagarpa/Conapesca)

México: NOM-029-PESC-2006 regula a pesca comercial de tubarões e raias

A NOM-029 é a norma da pesca de tubarões e raias em escala comercial: vale para os titulares de permissões de pesca dirigida a esses animais e para quem os captura por acaso (item 1.2) e trata de embarcações de pesca comercial (item 4.2.1); a pesca esportiva tem a norma própria, a NOM-017. Proíbe aproveitar só as barbatanas de tubarões (item 4.2.1) e prevê vedas e zonas vedadas, fixadas por aviso no DOF, para a pesca dirigida (itens 4.2.3 e 4.3.4: nada de pesca dirigida em veda, a 5 km de recifes de coral, diante de bocas de rios e lagunas, em frente a praias de desova de tartarugas e perto de colônias de leões-marinhos). A espécie consta do Apêndice Normativo A, na lista de tubarões do Golfo do México e Mar do Caribe ('tiburón mamón').

Fonte: NOM-029-PESC-2006, Pesca responsable de tiburones y rayas (DOF de 14/02/2007), itens 1.2, 4.2.1, 4.2.3, 4.3.4 e Apêndice Normativo A (Sagarpa)

México: vedas anuais de tubarões e raias (confira as datas do ano)

confirme no órgão

A NOM-017 (item 4.10 a) proíbe a pesca esportiva em zonas e épocas de veda, e a NOM-029 (item 4.2.3) manda a autoridade fixar vedas para tubarões e raias por aviso no DOF; as datas mudam e variam por litoral. Em 01/08/2025 a Secretaría de Agricultura e a Conapesca anunciaram, para o litoral do Pacífico, o aproveitamento de tubarões e raias de 1º de agosto a 30 de abril (os meses de maio a julho ficam de fora, interpretação nossa a partir do anúncio) e, em Tabasco, Campeche e Yucatán, veda de 1 a 29 de agosto. Não encontramos o aviso oficial vigente em 2026: confirme as datas com a Conapesca antes de pescar.

Fonte: NOM-017-PESC-1994, item 4.10 a; NOM-029-PESC-2006, item 4.2.3; nota da Crónica sobre o anúncio da Agricultura e da Conapesca de 01/08/2025

Colômbia: tubarões e raias marinhas não são recurso pesqueiro

extração comercial ou esportiva não permitidaconfirme no órgão

Em 2021 a Colômbia deixou de considerar tubarões e raias marinhas recursos pesqueiros e passou a tratá-los como recurso hidrobiológico; os considerandos do Decreto 281/2021 dizem que eles não podem ser extraídos com fins comerciais ou esportivos, e o decreto criou um plano ambiental de proteção. Normas posteriores da AUNAP trataram da captura incidental na pesca artesanal; não conferimos o texto consolidado. Na dúvida, solte na água.

Fonte: Decreto nº 281, de 18/03/2021 (Ministério de Ambiente y Desarrollo Sostenible), que acrescenta a Seção 27 ao Decreto 1076/2015; Resolução AUNAP nº 0380/2021

Bahamas: tubarões protegidos desde 2011, solte todos

pesca de tubarões não permitida; tubarão fisgado deve ser solto sem danoconfirme no órgão

O guia oficial de pesca das Bahamas diz que não é permitido pescar tubarões, que eles estão protegidos desde uma emenda de 2011, que só podem ser tomados com permissões especiais para fins muito específicos e que o tubarão fisgado em qualquer pescaria deve ser solto sem dano. A página não cita o número da norma.

Fonte: Ministry of Tourism, Investments & Aviation das Bahamas, Fishing Regulations & FAQ (referência a emenda de 2011 à Fisheries Resources (Jurisdiction and Conservation) Act)

Tubarões e raias ameaçados: captura proibida

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sul

Muitos tubarões e raias estão na lista nacional (CR, EN ou VU), com captura, retenção e transporte proibidos, entre eles os listados aqui. Espécies que entraram na lista só em 2026 seguem o prazo de 180 dias (até ~25/10/2026). Na dúvida sobre a espécie, solte.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 3º) e nº 1.667/2026 (Anexo I)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

No Brasil, só soltura de captura acidental. Deixe na água, corte a linha perto do anzol se ele não sair fácil e solte em poucos minutos, sem tocar nas guelras.

na cozinha

Captura e comércio proibidos no Brasil. A FishBase registra o consumo fresco, seco com sal e defumado. Na dúvida sobre a origem do 'cação' à venda, não compre.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.002, b = 3.12; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário, as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho), a faixa de temperatura da água e a faixa de tamanho comum são estimativas editoriais do app, apoiadas na FishBase e na literatura citada abaixo, sem medição própria para esta espécie. Os meses indicam a época em que o pescador pode encontrar a espécie perto da costa, não uma temporada de captura. Não são dado oficial e podem variar por região e ano. As regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase: Mustelus canis (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026.
  2. científica FishBase: nomes populares de Mustelus canisNomes por país e língua.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie consta da lista como EN (item 335 do Anexo I); M. fasciatus (item 336) e M. schmitti (item 337) constam como CR. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. oficial Portaria GM/MMA nº 1.666, de 27 de abril de 2026: regras e restrições para as espécies ameaçadas da lista nacionalArt. 3º: proteção integral das espécies EW, CR, EN e VU (proibidos captura, transporte, armazenamento, guarda, manejo, beneficiamento e comercialização); § 4º: a restrição não se aplica à captura incidental quando o animal é liberado vivo; art. 12: para espécies que passaram a compor a lista por nova portaria, as proibições do art. 3º começam 180 dias depois da publicação. Texto conferido no DOU em 13/10/2026.
  5. oficial Fiperj: Peixes cartilaginosos marinhos ameaçados de extinção (Portarias GM/MMA 1.666 e 1.667/2026), atualizado em 11/05/2026Cartaz da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro, com nomes populares e categorias das espécies de peixes cartilaginosos da lista; informa que as alterações se aplicam a partir de 27/10/2026. Conferido em 13/10/2026.
  6. oficial Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 14, de 26 de novembro de 2012: desembarque, transporte, armazenamento e comércio de tubarões e raias (proibição do finning)Texto do Sislegis/MAPA (DOU de 28/11/2012), conferido em 13/10/2026. O § 6º do art. 3º (autoriza descartar a cauda das raias a bordo) foi acrescentado pela IN Interministerial 6/2013.
  7. oficial México: Modificación a la NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa), DOFTexto oficial no Diário Oficial da Federação; itens 4.9.1, 4.9.5, 4.10 e 4.11 conferidos em 13/10/2026.
  8. oficial México: NOM-029-PESC-2006, pesca responsável de tubarões e raias (DOF de 14/02/2007)Cópia do texto publicado no DOF, na plataforma de normalização da Secretaría de Economía. Itens 1.2, 4.2.1, 4.2.3 e 4.3.4 e o Apêndice Normativo A conferidos em 13/10/2026. A norma foi escrita para a pesca comercial; a pesca esportiva tem a norma própria, a NOM-017.
  9. imprensa Crónica: Anuncian periodos de veda y aprovechamiento de especies marinas (Agricultura e Conapesca, 01/08/2025)Nota de imprensa que reproduz o anúncio da Secretaría de Agricultura e da Conapesca para tubarões e raias no Pacífico e em Tabasco, Campeche e Yucatán. O aviso oficial vigente em 2026 não foi localizado; confirme as datas com a Conapesca.
  10. oficial Colômbia: Decreto 281 de 2021 (proteção e conservação de tubarões, raias marinhas e quimeras), Gestor Normativo da Função PúblicaConsiderandos e regras do decreto sobre tubarões e raias marinhas. Mudanças posteriores da AUNAP sobre captura incidental não foram conferidas.
  11. oficial Bahamas: Fishing Regulations & FAQ, Ministry of Tourism, Investments & AviationGuia oficial de pesca das Bahamas: diz que tubarões estão protegidos desde uma emenda de 2011 à lei de pesca e que o tubarão fisgado deve ser solto sem dano. A página não cita o número da norma.
não confunda

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