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previsão de pesca

tucunaré-açu

Cichla temensis · Cichlidae · predador

Água doce

O maior dos tucunarés e o peixe-troféu da pesca esportiva amazônica. Ataca iscas de superfície com explosão.

Também chamado de: tucunaré-paca (fase pintada), açu, paca

Ilustração científica de Tucunaré-açu
tamanho comum
40–70 cm
máximo
99 cm
peso comum
2–6 kg
recorde/máx.
12,2 kg
profundidade
0,5–6 m
água ideal
27–31 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o tucunaré-açu

visão geral

quem é o tucunaré-açu

O maior dos tucunarés e o principal troféu da pesca esportiva de água doce no Brasil. Vive em rios de água preta e clara, pobres em nutrientes, como o Negro e seus afluentes, onde caça peixes em beiradas, pauzadas, praias e bocas de lago. É territorial e agressivo: ataca por fome, para defender o ninho ou por pura irritação. Na seca, com o rio baixo e os lagos isolados, os peixes ficam concentrados e a pesca rende. O casal limpa um ninho em fundo firme e guarda os filhotes por semanas. Peixes acima de 8 kg são velhos e raros, por isso as operações sérias trabalham só no pesque e solte.

curiosidades

  • O macho reprodutor desenvolve uma corcova de gordura na nuca, o 'cupim'.
  • O casal guarda ninho e cardume de filhotes por semanas e ataca o que se aproxima.
  • O mesmo peixe muda de padrão: pintado (paca) fora da desova e dourado com barras fortes na reprodução.
como reconhecer

identificação

Corpo alongado e robusto, três barras verticais escuras e ocelo grande na base da cauda. Fora da desova aparece a fase paca: corpo acinzentado com fileiras de pintas claras. Na desova fica dourado, com barras fortes e cupim na nuca. O borboleta é menor e tem três ocelos redondos no flanco no lugar das barras. O popoca tem barras apagadas e nunca tem pintas claras. Só o açu passa com folga dos 70 cm.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Rios e lagos de água preta e clara da Amazônia, com destaque para o Rio Negro e afluentes (Unini, Jufari, Demeni, Itapará, Xeriuini, Água Boa do Univini), Rio Branco e baixo Trombetas.

Habitat: Lagos de várzea e igapó, beiradas com paus caídos, praias de areia na seca, bocas de igarapé e de lago.

nativa nas bacias

Amazônica

estados

Amazonas, Roraima, Pará

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: ago–nov
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

A seca concentra os peixes nos lagos e beiradas. No Rio Negro a temporada vai de setembro a dezembro; nos afluentes de Roraima a água baixa mais tarde, de dezembro a março.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Dia, com picos no amanhecer e entardecer. Ativo durante o dia, com picos nas primeiras horas após o nascer do sol e no fim da tarde. À noite praticamente para.

clima, água e comportamento

o que mexe com o tucunaré-açu
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Friagens derrubam a atividade por 1 a 3 dias.

pressão atmosférica

Pressão estável favorece. Queda rápida antes de temporal costuma dar um pico curto.

lua

Efeito pequeno. Em lua cheia ataca melhor nas primeiras horas.

chuva

Chuva fina não atrapalha. Temporal com raio: saia da água.

nível da água

Rio vazando ou seco: peixe concentrado. Na cheia ele entra no igapó e se espalha.

barulho

Muito sensível a batida no casco e motor perto da beirada. Chegue no remo ou no elétrico.

vento

Marola leve ajuda iscas de superfície ruidosas. Vento forte atrapalha o arremesso preciso.

profundidade

Raso, de 0,5 a 3 m, na maior parte do dia. Desce para poços quando o sol esquenta muito.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
5'6'' a 6'0'', ação rápida, 20 a 40 lb
molinete / carretilha
carretilha de perfil baixo tamanho 200 ou molinete 4000, com fricção forte
linha
multifilamento 40 a 65 lb
líder
fluorocarbono ou monofilamento 50 a 80 lb, 60 a 100 cm
anzol
garatéias 3/0 a 5/0 reforçadas (troque as originais); considere tirar a farpa

iscas artificiais

  • zara/stickbait 12 a 15 cm
  • hélice dupla
  • jig de penas 1/2 oz
  • jerkbait de meia-água 12 a 14 cm

iscas naturais

  • No Amazonas é proibido usar isca viva na pesca do tucunaré (Lei AM 6.647/2023).
  • fora do AM, lambari ou tuvira vivos funcionam, mas é peixe de isca artificial

acessórios

  • alicate de bico longo
  • boga-grip
  • óculos polarizados

dica de quem pesca

Trabalhe a zara rápida e não pare a isca depois da primeira batida errada: o açu volta.

o que a lei diz

regras para o tucunaré-açu

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional de espécies ameaçadas (Portaria GM/MMA 1.667/2026).

Pesca comercial de tucunaré proibida no Rio Negro (AM)

pesca comercial proibidaAMAmazônica

Na bacia do Rio Negro, da divisa com a Colômbia até a foz do Rio Branco, é proibida a pesca comercial de tucunaré. Pesca amadora e esportiva continuam permitidas, mas o peixe só pode ser consumido pelo próprio pescador; vender ou expor à venda é proibido.

Fonte: Decreto estadual nº 31.151/2011 (AM), fiscalização Ipaam

Tucunaré só no pesque e solte em rios do sul de Roraima

pesca comercial e amadora vedadas; esportiva só pesque e solteRRAmazônicaconfirme no órgão

Nos rios Água Boa do Univini, Itapará, Xeruini e Jufari, pesca comercial e amadora de tucunaré são vedadas. Só vale subsistência ribeirinha (até 7 exemplares por embarcação) e pesca esportiva em pesque e solte por operadoras licenciadas pela Femarh. O prazo original era de 5 anos a partir de novembro de 2021; a ALE-RR aprovou em 2025 a ampliação para 10 anos, incluindo o Jauaperi, mas a sanção não foi confirmada. Confirme no órgão estadual (Femarh).

Fonte: Lei estadual nº 1.540/2021 (RR); PL 167/2024 (prorrogação)

Mato Grosso: Transporte Zero de 12 espécies

MTParaguai (Pantanal)AmazônicaTocantins-Araguaia

Ficam integralmente vedados o transporte, o armazenamento e a comercialização, por 5 anos a partir de 01/01/2024, de: cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã (Brycon spp.), pintado/surubim (Pseudoplatystoma spp.), piraíba, piraputanga, pirarara, pirarucu, trairão e tucunaré (Cichla spp.). Para o amador: só pesque-e-solte. Essas 12 espécies não podem nem ser consumidas no local, já que a cota de 2 kg ou 1 exemplar exclui o rol do art. 19-B. A lei cita o jaú como Zungaro zungaro; incluímos também o jaú do Pantanal (Z. jahu) por precaução. Ainda podem mudar o rol: o §2º (exóticas e predadoras), o §3º (revisão por estudo) e a avaliação de 3 anos prevista para 2027. Notícia do TJMT de 02/06/2026 confirma as 12 espécies vedadas. O STF negou liminar nas ADIs contra a lei em 2024; não localizamos decisão de mérito.

Fonte: Lei estadual MT nº 9.096/2009, arts. 19-A, 19-B e 19-C, com redação das Leis nº 12.197/2023 e 12.434/2024

Amazonas: tucunaré-açu, pinima e vazzoleri só pesque-e-solte

AMAmazônica

No Amazonas é vedado o abate de tucunaré-açu (Cichla temensis), tucunaré-vazzoleri (Cichla vazzoleri) e tucunaré-pinima (Cichla pinima) por pescadores amadores e esportivos: o peixe deve ser devolvido vivo. A pesca comercial dessas três espécies também é proibida. A lei original (6.647/2023) vedava o abate de todos os tucunarés; a Lei 7.208/2024 restringiu a regra a essas três. A mesma lei proíbe isca viva na pesca do tucunaré (art. 17) e prevê defeso do tucunaré, ainda a ser regulamentado, sem impedir o pesque-e-solte.

Fonte: Lei estadual AM nº 6.647/2023, arts. 7º, 8º e 17, com redação da Lei nº 7.208/2024

Roraima: tucunaré em rios do Baixo Rio Branco

RRAmazônica

Ficam proibidas a pesca comercial e a amadora de tucunaré nos rios Água Boa do Univini, Itapará, Xeruini, Jufari e Jauaperi e seus afluentes. Só são permitidas a pesca esportiva, por empresas licenciadas pela Femarh e com no máximo 2 anzóis sem farpa por isca, e a pesca de subsistência dos ribeirinhos.

Fonte: Lei estadual RR nº 1.540/2021, alterada pela Lei nº 2.112/2025

piracemas das bacias onde a espécie vive

Piracema em Mato Grosso (todas as bacias)

01/10 a 31/01MT

Permitido: Todas as modalidades de pesca ficam proibidas nos rios, inclusive o pesque-e-solte (Lei 9.096/2009, art. 19-A). Exceções: subsistência desembarcada (3 kg ou 1 exemplar, sem transporte nem venda) e pesca científica. A Lei 13.159/2025 passou a admitir pesca desportiva licenciada em reservatórios de UHE/PCH, lagos naturais e rios de divisa, condicionada a estudo científico e a licença do órgão ambiental. Não confirmamos se essas licenças já são emitidas.

Fonte: IN Interministerial MAPA/MMA nº 10/2017; Resolução Cepesca-MT nº 1/2026; Lei estadual MT nº 9.096/2009, arts. 19-A e 27 (Leis 12.434/2024 e 13.159/2025)

Defeso nos rios da Ilha de Marajó (PA)

01/01 a 30/04PA

Permitido: Mesmas exceções do amador previstas na Portaria 48/2007 (linha de mão ou vara, 5 kg + 1 exemplar), salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Defeso da bacia Amazônica no Amapá

15/11 a 15/03AP

Permitido: Amador com linha de mão ou vara, linha e anzol fica fora das proibições do Anexo II, com cota de 5 kg + 1 exemplar, salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Rios de divisa MT/RO e MT/PA

05/11 a 28/02MTROPA

Permitido: Veja as exceções da Portaria 48/2007 e as regras estaduais de cada margem.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Segure pela boca com boga e apoie a barriga; peixe grande não deve ficar pendurado na vertical. Foto rápida, solte na sombra e segure na água até ele sair sozinho.

na cozinha

Carne branca, firme e sem espinhas intramusculares. Assado na brasa, frito em postas ou na caldeirada. No Amazonas e no baixo Rio Branco (RR) o tucunaré-açu é só pesque-e-solte, por lei estadual. Fora dessas áreas, siga a regra do estado, leve só peixe médio e solte os grandes reprodutores.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01122, b = 3.08; FishBase (bayesiano, estimado pelo gênero/forma do corpo)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Cichla temensis (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Cichla temensis (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Cichla temensis (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 05/11/2020)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Kullander, S. O.; Ferreira, E. J. G. (2006). A review of the South American cichlid genus Cichla, with descriptions of nine new species. Ichthyological Exploration of Freshwaters 17(4): 289–398.Revisão do gênero Cichla (descreve C. kelberi, C. piquiti e C. pinima, entre outras). Periódico sem DOI; a URL é o registro bibliográfico no FishBase.
  6. científica Ferreira, E. J. G.; Zuanon, J. A. S.; Santos, G. M. (1998). Peixes comerciais do médio Amazonas: região de Santarém, Pará. Brasília: Ibama. 211 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
não confunda

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