batida
Bater a ponta da vara na água embaixo da árvore para imitar fruta caindo e atrair pacu, pirapitinga e piraputanga até a isca.
quando usar
Enchente, cheia e começo da vazante, quando as frutas caem na beira do mato alagado, do barranco e do igapó. É pesca de dia, com o barco encostado e em silêncio. Na seca, com a água longe da mata, perde força. O app registra o tambaqui como Vulnerável na lista nacional: confira a regra antes de direcionar a batida para ele.
onde procurar
- mata alagada e igapó
- barranco com árvore frutífera
- beira de corixo com vegetação pendente
- remanso sombreado
equipamento
Tradicional: vara longa de 3,5 a 4,5 m (bambu ou telescópica), linha curta de mono de 0,50 a 0,60 mm amarrada na ponta, sem carretel. Com reserva de linha: vara de 2,1 a 3,0 m, ação moderada e ponteira firme, 20-40 lb, com molinete 4000 a 5000 ou carretilha redonda. Líder curto de mono de 60 a 80 lb, 30 a 50 cm. Anzol curto e forjado de 1/0 a 4/0 (chinu, maruseigo). Sem chumbo, ou no máximo 10 g.
iscas
- laranjinha-de-pacu, tucum, ingá e outras frutas locais
- caranguejo de rio
- milho verde
- frutinha de EVA ou de borracha
- massa firme
como fazer
- Encoste o barco na vegetação, embaixo da árvore que está dando fruta, com o motor desligado.
- Isque a mesma fruta que está caindo ali, ou um caranguejo, deixando a ponta do anzol livre.
- Bata a ponta da vara na água duas a quatro vezes, seco, junto da isca, e pare.
- Deixe a isca afundar devagar, sem chumbo, com a linha controlada.
- A puxada do pacu é forte. Espere firmar e fisgue com força: a boca é dura e o anzol tem pouco espaço.
- Tire o peixe da galhada nos primeiros metros, com a vara alta e a fricção firme.
- Mude de árvore a cada 10 a 15 minutos sem batida.
erros comuns
- Bater sem parar: espanta mais do que atrai.
- Barulho no barco e conversa alta.
- Fisgar no primeiro toque leve.
- Anzol fino que amassa na mordida.
- Confundir com a lambada (também chamada de rela, e em alguns lugares de batida), que fisga o peixe pelo corpo com garatéia em puxões e é proibida na bacia do Paraná, em MS e no PR.
espécies
kits prontos
fontes e referências
- científica Goulding, M. (1980). The Fishes and the Forest: Explorations in Amazonian Natural History. University of California PressFrugivoria de tambaqui, pirapitinga e outros peixes na floresta alagada.
- científica Britski, H.A.; Silimon, K.Z.S.; Lopes, B.S. (2007). Peixes do Pantanal: manual de identificação. 2ª ed. Embrapa Informação Tecnológica
- oficial Instrução Normativa IBAMA nº 26/2009 — pesca na bacia do rio ParanáProíbe fisgar o peixe pelo corpo em puxões; na pesca subaquática, arbalete só para espécies exóticas e alóctones.
- oficial Decreto estadual MS nº 15.166/2019 — pesca amadora em Mato Grosso do SulPetrechos proibidos, fisgada pelo corpo e pesca subaquática restrita a espécies exóticas, conforme regras.json do app.